"Acho que você não foi um bom menino nesse ano..."
Prezados leitores, antes de mais nada, quero desejar a todos um excelente natal e um ótimo ano novo, em companhia de seus amigos e parentes. Que 2012 seja um ano ainda melhor que 2011, com muita saúde, alegria, paz, sucesso, e - por que não? - dinheiro.
Aproveito esse post para esclarecer o atual estado de "congelamento" desse site. Logo após completar dois anos de blog, perdi subitamente o pique de continuar escrevendo. Em parte, a culpa foi do Twitter. De formato mais ágil e de fácil atualização, o serviço me permite dar vazão às minhas necessidades de expressão sem, contudo, tomar um tempo muito grande. Não ajudou também que nessa época eu estivesse extremamente atarefado, dando fechamento a um projeto antes de entrar num período de férias particularmente longo.
No meu retorno de férias, satisfeito e um tanto esgotado fisicamente pela viagem, comecei a notar a quantidade de livros que podia ler, de jogos que podia jogar, de músicas que podia escutar e de filmes/séries que podia assistir com o tempo gasto na Internet. Resolvi então adiar novas atualizações nos blogs e diminuir outras atividades virtuais. Para 2012 as perspectivas não mudarão muito, pois pretendo dedicar um bom tempo para estudos.
Não quero, contudo, abandonar os blogs por completo. O Planetóide X, em especial, me dá um bom retorno. Mesmo depois de seis meses sem atualizações, ele ainda consegue registrar uma média de mais de 200 hits únicos por dia, o que está muito bom para algo totalmente amador, descompromissado e voltado para um nicho minúsculo (CRPGs). Assim, tentarei postar aqui e acolá, dentro do que for possível, nessa agenda cada vez mais apertada. De resto, pretendo seguir ativo no Twitter. Para quem porventura se interessar por isso, siga aqui e aqui.
Por fim, agradeço a todos os milhares de blogueiros amadores (não incluo aqui os meros replicadores/kibadores de conteúdo alheio) que cedem boa parte do seu tempo de descanso para nos proporcionar boas leituras, sem nos cobrar absolutamente nada por isso. Escrever um blog com um mínimo de qualidade e conteúdo não é tarefa fácil, ao contrário do que acredita a maioria. Requer esforço, dedicação e abnegação constantes. Se minha experiência com essa mídia (e com o velho site do Organia) não serviu para mais nada além de aprender essa lição, já terá valido a pena. Portanto, muito obrigado. Vocês são heróis e mereciam mais reconhecimento.
Abraços!
Guilherme
Com um bom atraso, prossigo o artigo iniciado neste post. Recomendo sua leitura, antes de mais nada. Nesta segunda parte, abordarei o elemento intermediário (e provavelmente o mais complexo) do "console do futuro". Vamos lá?
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Sigo comentando alguns dos pontos que mais me chamaram a atenção na E3 2011. Para ler a primeira parte, que aborda o "Wii U" e o "Hardcore Kinect", clique aqui. Neste post, vamos ver a quantas andam Skyrim e Mass Effect 3, pelo que foi apresentado na feira.
A E3 pode ter lá os seus críticos, mas permanece como um dos principais eventos da indústria. O encontro deste ano trouxe uma penca de novidades, nem todas promissoras. Comento a seguir o que me chamou mais a atenção, dentro do escopo deste blog - tecnologia, mercado, (C)RPGs e PC Gaming, ok?
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Há poucas semanas, ficamos sabendo da existência do Project Cafe, o nome provisório do próximo console da Nintendo. Recebi a notícia com entusiasmo, torcendo para que a nova máquina trouxesse idéias realmente inéditas, ou pelo menos potência gráfica suficiente para levantar a presente âncora tecnológica. Infelizmente, a esperança é vã. A Nintendo, como de costume, vai focar seus esforços em papagaiadas de apelo popular. A empresa é conhecida pela esperteza, e certamente conseguirá retornar os holofotes para si, ao menos por algum tempo. Mas não virá dessa seara nada muito fora do que já vem sendo feito nos últimos 20 anos, na disputada arena do console gaming. Era de se esperar. A Nintendo é bem mais conservadora e apegada ao status quo do que se deduz da imagem criada pelo seu eficiente departamento de marketing. A empresa foi a última a abandonar os cartuchos em favor dos discos óticos. Foi a última a adotar conectividade e jogabilidade online. E agora resiste a entregar os pontos para a distribuição digital, a julgar pelo ínfimo armazenamento interno que os rumores indicam para o Project Cafe. Mesmo o festejado enfoque nos "jogadores casuais" foi fruto mais de um prosaico pragmatismo econômico do que de um pretenso espírito revolucionário. Sequer foi uma iniciativa muito original. Esse "oceano azul" da jogabilidade casual já vinha sendo navegado no PC e nos celulares há um bom tempo. Mas como a esperança é a última que morre, talvez a E3 2011 traga boas novidades e mude essa percepção. Estou torcendo.
Na minha opinião, a evolução da indústria não necessariamente passa por Wiimotes, Kinects e outros dispositivos banais, mas pela forma como os jogos são desenvolvidos, distribuídos e executados. É necessário aproximar desenvolvedores e jogadores, preferencialmente através de plataformas abertas de hardware e de padrões bem estabelecidos. Isso estimularia a entrada de novos atores no processo, pulverizando a enorme concentração de poder que hoje faz a indústria ficar refém dos abusos, dos interesses particulares e das más decisões de uns poucos players de mercado - algo arriscado, caro, e que não interessa nem a quem produz jogos, nem a quem os consome.
A boa notícia é que esse possível novo cenário vem evoluindo naturalmente há algum tempo. Suas fundações mais importantes já foram lançadas, precisando apenas atuar de uma forma mais integrada. Em três posts (incluindo este, claro), trarei algumas especulações sobre como isso poderia ocorrer em um futuro, quem sabe, não distante demais. Em cada um deles, uma parte da equação. Vamos lá?
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Uma excelente notícia, sem dúvida alguma. Ultima Underworld: The Stygian Abyss, um dos melhores CRPGs de todos os tempos, um dos maiores clássicos do PC Gaming, o primeiro RPG first person em 3D "real" (nada do "2D e meio" de Castle Wolfenstein) e movimento contínuo, e, sobretudo, um dos meus jogos preferidos, está finalmente disponível no Good Old Games. Para tornar a oferta ainda mais irresistível, ele vem acompanhado da excelente continuação, Labyrinth of Worlds. Dezenas e mais dezenas e mais dezenas de horas de diversão de primeiríssima qualidade, por apenas seis doletas. Imperdível.
(Adaptado da tirinha original de Cyanide and Happiness - http://www.explosm.net/)
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Muitos bothans morreram para trazer essa informação até nós.
Pessoalmente, acho muito ecológica a atitude da Nintendo! (foto-rumor do Project Cafe via Destructoid)
PS: O blog volta ao ritmo normal em junho. Deste ano, bem entendido.
"Tenho uma missão para você" - Em Skyrim, qualquer um pode ser um quest giver
Antes de mais nada, peço desculpas aos leitores pela diminuição no ritmo de postagens. Culpa do Twitter. Percebo agora que não tenho tempo ou disposição para manter os dois serviços em franca atividade, e devo reduzir meu ritmo de tweets por lá.
Como os leitores mais bem informados já devem saber, em Skyrim teremos randomização de quests. Fiquem tranquilos, isso não significa que serão missões genéricas e sem grande inspiração, como ocorre nos MMORPGs. As quests serão escritas da forma usual, e serão randomizados apenas os protagonistas e os locais envolvidos com elas. O objetivo dessa novidade é adaptar o andamento do jogo ao contexto do jogador. Vale lembrar que Skyrim, seguindo a tradição da Bethesda, é um RPG sandbox. Ou seja, ao contrário do que ocorre nos JRPGs (e, mais recentemente, nos títulos da Bioware), o jogador não atravessa um longo "corredor virtual", executando uma série de tarefas em uma ordem pré-definida e altamente previsível - a tal jogabilidade "ligue-os-pontos". Nos títulos da Bethesda, o jogador é atirado em um mundo aberto, onde ele pode ser o que desejar, ir aonde quiser, e executar as missões na ordem que bem entender (dentro dos limites impostos pela tecnologia atual, claro). Ou seja, os rumos que o jogador poderá tomar não podem ser determinados a priori pelos desenvolvedores. Sua evolução é imprevisível, assim como suas consequências.
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