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31/12/2009

Street Fighter 4 por $9.99 no Steam!

Uma rapidinha antes de fechar 2009. O Steam está oferecendo o elogiadíssimo Street Fighter 4 por módicos $9.99. Como é bom ser um PC Gamer, não? Clique aqui para aproveitar essa super-oferta, que só deve durar o dia de hoje.

Um ótimo 2010!

Prezados amigos, um excelente 2010 para todos vocês, com muitas alegrias, saúde e realizações! E com muito jogos, claro! ;)

29/12/2009

Kotaku comenta Final Fantasy XIII

Uma cena de Project Runway? Stylista, talvez? Não, mais um Final Fantasy, claro.

Há alguns dias o site Kotaku publicou um excelente e hilário "pré-review" sobre o mais recente Final Fantasy. A julgar pelo texto, Final Fantasy XIII é de fato uma síntese do "modo de ser" JRPG. A questão, pelo visto, já não é debater se os JRPGs podem realmente ser chamados de "RPGs", mas nos perguntarmos se eles podem ser chamados de "games". Afinal, cada vez mais eles parecem se reduzir a filmes interativos. No andar da carruagem, estou achando que Dragon's Lair ainda será considerado um "RPG" lá na Terra do Sol Nascente. É de dar medo.

22/12/2009

Feliz Natal!

Prezados amigos e leitores, o Wasner Games deseja a todos vocês um ótimo natal!

15/12/2009

Contra a Censura nos Games - Parte 2

Sigo comentando o Projeto de Lei do Senado nº 170, de 2006, de autoria do senador Valdir Raupp, do PMDB. O projeto visa dar base legal para censura/proibição de jogos eletrônicos em território nacional, impedindo sua venda e definindo punições para sua comercialização/divulgação. A primeira parte desse artigo pode ser lida aqui. Recomendo fortemente que comece a leitura por lá.

Contra a Censura nos Games - Parte 1

Outro dia, através do ótimo blog Duvido!, tomei conhecimento da mais recente tentativa de censura por parte do nosso governo. E, novamente, os jogos eletrônicos são o alvo. Se depender do senador Valdir Raupp do PMDB (aquele velho partido conhecido por sua ética, idealismo e honestidade - tá, exagerei no sarcasmo), o governo terá a palavra final sobre o que você, adulto, pagador de impostos e de plena posse das suas faculdades mentais, poderá ter acesso ou não em termos de jogos eletrônicos. Não sendo um assunto simples e nem óbvio - como talvez queiram o senador e seus seguidores - não dá para comentar em poucas linhas essa maligna iniciativa, de um autoritarismo truculento que vem se tornando cada dia mais comum e, pior, aceito pacificamente pela nossa população. Portanto, é um longo artigo, vou prevenindo. Vou separá-lo em duas partes, para não ficar cansativo. A segunda parte pode ser lida aqui.

03/12/2009

Sonho de Consumo!

[via MacMagazine, Fabiano] Ah, se eu pudesse... Olhem só que maravilha esse monitor curvo aí em cima, da Ostendo. São 43 polegadas, proporção 32:10 e resolução máxima de 2800 x 900 pixels. Fico só imaginando como seria jogar Fallout 3, Call of Duty ou Farcry 2 em uma belezinha dessas. O preço? A bagatela de 6500 doletas - caro demais, convenhamos, para o que ele oferece. Sem falar que seria necessário possuir também uma solução gráfica parruda (e dispendiosa), para sustentar um nível aceitável de frames por segundo em jogos mais recentes. Afinal, slideshow não é nada divertido, ainda que curvo.

Mais detalhes aqui e aqui. E não deixem de conferir esse vídeo aqui, que mostra um jogo de corrida usando TRÊS monitores desses (!!).

25/11/2009

Dragon Age: Origins em Promoção no Steam

O Steam está fazendo uma promoção bem interessante para Dragon Age: Origins, nesse exato momento (25/11, 20:25). O preço normal desse jogo é em torno de $50, ,mas está saindo no Steam por apenas $37,49. Uns belo descontão de 25%. Nada mal para um lançamento, ainda mais um do porte de Dragon Age. Esse RPG hardcore está com 91 pontos em 100 no Metacritic, e os reviews não tem poupado elogios à ele. Exceto, talvez, pelos gráficos menos que estelares - mas isso é só um detalhe!

Enfim, uma boa pedida para qualquer fã de RPGs. O natal está aí, que tal adiantar o seu presentinho? Mas não demore... sabe-se lá quanto tempo essa promo vai durar!

Para saber mais:

19/11/2009

Cosgatas da Comic-Con 2009

O site Maximum PC trouxe uma relação de SEISCENTAS fotos com os melhores (e os nem tanto) cosplayers e cospodres da COMIC-CON 2009. Seguem abaixo as imagens que eu gostei mais (por que motivo, eu me pergunto)... embora eu tenha que admitir que uma relação das mais toscas seria tão interessante quanto. (clique nas imagens para ampliar)

11/11/2009

Collector's Edition de Dragon Age por R$139,90

Na imagem acima (clique para ampliar), o conteúdo especial da Collector's Edition de Dragon Age: Origins, que deve chegar aqui no Brasil por "módicos" R$140,00. A caixa vem com um mapa e DVD contendo making of, trilha sonora, arte conceitual, trailers e outras gracinhas. A versão ainda presenteia o comprador com itens especiais para serem usados durante o jogo (inclusive um para Mass Effect 2) e uma missão bônus. Vale a diferença de preço? Considerando que essa versão é 40% mais cara do que a normal (que sairá por cerca de 100 reais), penso que não. Melhor economizar esses 40 reais e usá-los na compra de Mass Effect 2, o outro RPG-Blockbuster da Bioware que sairá em janeiro de 2010.

Para fãs irredutíveis, a edição de colecionador de Dragon Age: Origins pode ser adquirida em pré-venda na Saraiva e na EA Store.

09/11/2009

HD 5850 Comanda!

HD 5850: Melhor custo x benefício da sua faixa de preço. E ainda tem suporte para DX11!

O mercado de placas gráficas é tão confuso que muitas vezes é difícil achar a melhor relação custo x benefício entre as diversas opções disponíveis para uma faixa de preço. Esse quadro é agravado porque os reviews encontrados na Internet frequentemente são conflitantes entre si. Nos últimos meses, todavia, despontou uma placa que têm sido unanimidade para a faixa de preço "classe média", que vai de 260 a 280 dólares: a nova HD 5850. Apesar de estar longe das faixas mais altas de preço, ela é a segunda placa (de núcleo simples) mais performática da linha da ATI, só perdendo para sua irmã mais poderosa, a HD 5870. Mas essa é uma derrota relativa. Embora a 5850 seja em torno de 10% a 15% mais lenta do que a 5870, ela é 30% mais barata (a 5870 custa em torno de $390), o que a torna um investimento bem mais interessante.

30/10/2009

Sony, PS3, Prejuízos e Evolução

A Sony fechou o semestre com um prejuízo de quase 200 milhões de euros. Até agora o déficit da gigante japonesa é de mais de 700 milhões de euros no ano fiscal. Uma parcela considerável desse vermelho é culpa da unidade de videogames, cujo prejuízo parece ter atingido o dobro das projeções iniciais feitas pela Sony. Culpa principalmente do Playstation 3, o dispendioso console que custa caro aos cofres da empresa, mas que necessita ser vendido abaixo do preço de custo para se tornar atraente ao consumidor - e, com isso, aumenta o rombo da Sony a cada nova unidade vendida.

29/10/2009

A Era do Dragão está sobre nós

Dragon Age: Origins - a nova superprodução da Bioware estará nas prateleiras nos próximos dias.

A expectativa dos fãs de CRPGs está a mil, com a proximidade do lançamento do aguardadíssimo Dragon Age: Origins. O jogo é a mais nova aposta da Bioware no gênero, ela que é uma espécie de Michael Phelps do mundo dos RPGs. A desenvolvedora é responsável por vários títulos muito elogiados na categoria, com pesos-pesados como Mass Effect, Knights of Old Republic, entre vários outros. Dragon Age é o retorno da Bioware ao tradicional cenário de "fantasia medieval", depois de muitos anos. Mais do que isso, o novo título é considerado pela empresa como o sucessor espiritual da série Baldur's Gate, que se encerrou com a mega-expansão Throne of Bhaal. Foi essa brilhante série, uma das melhores já criadas em todos os tempos, que catapultou a pequena e desconhecida desenvolvedora canadense ao Olimpo das grandes do setor. Todavia, a Bioware não possui direitos sobre a série, que se encontram atualmente nas mãos da Atari. Por causa disso, não veremos nenhum dos nossos velhos (e queridos) companheiros de aventura da sombria "Saga De Bhaal". Assim, nada de Minsc ("Go for the eyes, Boo!"), Jaheira, Imoen e companhia, para desgosto dos fãs. Mas a Bioware promete uma nova geração de personagens carismáticos, para amenizar a saudade dos veteranos. E pelo histórico da empresa, eu não duvido nem um pouco. Afinal, ela emprega alguns dos melhores escritores da indústria.

19/10/2009

Saem as Primeiras Resenhas Sobre Risen

Risen: parece bom, mas não para qualquer público

Pois, é. Risen já está na praça (não por aqui no Brasil, como era de se esperar) e, com o lançamento, vários sites especializados (como o IGN e o Gamespot, por exemplo) estão publicando resenhas sobre o novo RPG sandbox da Piranha Bytes. De modo geral, o título tem sido bem recebido pelos críticos, e o Metacritic assinala nesse momento uma nota 79 em 100, que é muito boa. Dos vários aspectos positivos apontados, pode-se destacar a personalidade singular dos NPCs (os personagens controlados pelo computador) e o amplo, vibrante e atmosférico mundo do jogo, cheio de lugares interessantes que convidam o jogador à exploração e o recompensam por isso.

14/10/2009

Trailer - Dragon Age: Origins - Sacred Ashes

A seguir o desbundante trailer "Sacred Ashes" para o jogo Dragon Age: Origins. Vale a pena conferir. É incrível como esses trailers em CG pré-renderizada mostram como ainda há muito espaço para a evolução gráfica nos jogos. Incluí também algumas imagens (clique para ampliar) que capturei a partir do trailer. Mas não se engane... elas não dão idéia do quão dinâmico o trailer é. Uma versão em maior resolução pode ser encontrada no Gamespot.

11/09/2009

Blog em recesso até o dia 15/10/2009!

Prezados amigos, o Wasner#Blog e o Wasner Games (preciso pensar num nome melhor! :) entrarão em recesso pelos próximos 30 dias, a partir de hoje. Motivos: férias e atividades de pós-graduação. Os dois blogs voltarão à ativa por volta do dia 15 de outubro de 2009.

Aliás, dentro de mais alguns dias o Wasner#Blog completará curtos seis meses de vida. Foram cerca de 95 posts (somando os artigos extras do blog de Games) para um período em torno de 180 dias, o que dá uma média de aproximadamente um post para cada dois dias. É uma boa média, considerando que 2009 está sendo um ano particularmente atarefado e problemático para mim. Espero manter ou melhorar essa média no meu retorno. Afinal, os dois blogs tem sido fonte constante de prazer para mim. É sempre bom poder escrever livremente e sem compromisso sobre o que se gosta e - espero! - poder ajudar ou divertir outras pessoas no processo.

Torço para vê-los de novo por aqui, dentro de um mês. Até lá e um grande abraço!

Guilherme

Obs: como estarei ausente, colocarei os comentários em moderação, por uma questão de precaução (embora nunca tenha tido problemas por aqui). Publicarei os que ocorrerem nesse período assim que eu retornar.

Projeto Open Pandora, um Poderoso Portátil para Emuladores de Jogos

Na mesma linha do GP2X Wiz, abordado recentemente aqui no blog, o Open Pandora é um portátil dedicado especialmente à emulação de jogos. Os dois aparelhos derivam da mesma plataforma ARM, só que o Pandora é consideravelmente mais estiloso, poderoso e... caro. Para começar, o Pandora utiliza o ARM Cortex A8, o mais recente rebento da família, de arquitetura mais complexa e bem mais poderoso que o ARM9 utilizado no GP2X Wiz (ou o ARM11 usado no Zeebo, por sinal). O chip roda num clock de 600 Mhz, um bom compromisso entre performance e baixo consumo de energia, algo vital para um portátil. O ARM Cortex 8 faz parceria com uma GPU dedicada PowerVR SGX 530, que suporta DX10 e OpenGL 2.0 ES. Essa GPU é capaz de renderizar cerca de 250 milhões de pixels por segundo e 7 milhões de triângulos por segundo. Para comparação, um Zeebo pode renderizar apenas metade disso.

01/09/2009

As Placas Gráficas Vão Ficar Mais Caras. Corra Para Comprar a Sua!

GeForce GTX 260

Você gosta de usar seu computador para jogos? Sua placa gráfica não está mais dando conta do recado? Então saiba que o momento de trocá-la é agora. Com uma recente mudança de enquadramento fiscal, espera-se um aumento de 50% no valor final de todas as placas de vídeo. Todavia, como existem estoques de placas importadas adquiridos antes dessa alteração, é ainda possível encontrá-las por preços acessíveis. Mas não por muito tempo. Depois disso, você terá que pagar mais por menos. Então, a não ser que você tenha como adquirir sua placa direto do exterior, vale adiantar seu cronograma e fazer a troca o quanto antes.

Mas... qual placa comprar? A seguir, um pequeno guia que elaborei para tentar ajudá-lo nesse momento complicado.

28/08/2009

GP2X Wiz - Portátil para Fãs de Emuladores e Jogos Antigos

[via Think Geek] Um must have para os fãs de emuladores. O GP2X Wiz foi desenhado especialmente como um sistema portátil de jogos, baseado em linux. O coração do aparelhinho é um processador ARM9 533MHz, "overclockado" para 800Mhz, o que deve dar a ele uma potência gráfica similar ao de um Zeebo. Não é grande coisa para um console, mas para um portátil como esse, é algo bem respeitável. O GP2X Wiz possui uma telinha OLED touchscreen de 2.8 polegadas com resolução QVGA (480 x 272 pixels) e oferece 1 Gb de espaço de armazenamento, que pode ser expandido através do uso de cartões de memória. O preço é bem interessante, apenas 179 dólares.

24/08/2009

Ladrão é pego com a mão na massa. UM deles, pelo menos.

Sou totalmente contra a pirataria, como já deixei claro em vários outros posts nesse blog. Acho que a pirataria é danosa a todo mundo. Inclusive a nós, jogadores. E, de um ponto de vista ético, penso que a pirataria é sinônimo de roubo. Nem mais, nem menos. Talvez as pessoas não se dêem conta dessa verdade, já que o processo de roubar um software não envolve usar uma máscara e enfiar uma arma na cara de ninguém. Nem arrombar uma loja na calada da noite e depois fugir da polícia. Muito pelo contrário, todo o processo costuma ocorrer na santíssima tranquilidade do lar, enquanto a pessoa, de pijamão, vai devorando um pacote de Doritos e colocando fotos da família no Orkut. Não importa, é roubo do mesmo jeito. Ainda que o modo de se apossar ilegalmente do bem alheio seja mais seguro, mais asséptico e - talvez por isso mesmo - mais socialmente aceito.

21/08/2009

Site Gamevicio faz plágio, sem crédito, de artigo desse blog. [ATUALIZADO]


É realmente lamentável quando você constata que um grande site prefere plagiar pura e simplesmente o trabalho de outra pessoa. Vejam esse artigo aqui, que é uma cópia descarada de um antigo post meu, "Começa a briga da Segundona: Zeebo versus PS2", postado pela primeira vez no meu blog original, o Wasner#Blog, em 01/04/2009, e reproduzido aqui no Wasner Games, quando fiz a separação da parte de games. Nem se deram ao trabalho de mudar o título. Um tal de "Stanley_ipikis" (claro, sob pseudônimo), assume a "autoria" da história. O sujeito alterou a ordem de alguns parágrafos, tentou inserir alguns trechos novos (se é que não copiou também de outras pessoas), mas a incompetência e preguiça são tamanhas, que a maior parte ficou por isso mesmo.

Não me importo de ser citado, nem mesmo que copiem um artigo meu. Mas pelo menos sejam éticos e dêem o devido crédito ao autor original. Algo costumeiro aqui no Wasner Games, que é minúsculo, é amador, mas é honesto.

[UPDATE] O Gamevicio reconheceu o problema e adicionou os créditos ao artigo. Agradeço a rapidez das providências e a amabilidade do staff.

19/08/2009

Arstechnica: Tablet PC para RPGs antigos

 UMPC + RPG Clássico: combinação imbatível?

Já faz algum tempo em que eu venho matutando sobre a possibilidade de comprar um notebook para minhas constantes viagens a trabalho. Primeiro, porque é essencial ter acesso à internet/email. Segundo, para editar textos, sejam do trabalho, da pós-graduação ou mesmo do blog. Terceiro, para reproduzir vídeos e músicas, pois ninguém é de ferro. E quarto - e talvez até o mais importante - executar jogos. Sim, jogos!

Mas não estou falando de qualquer tipo de jogo. Não desejo um notebook para rodar Crysis ou Fallout 3. Para isso, já tenho o meu desktop. Não. O objetivo aqui é voltar no tempo. É aproveitar os períodos ociosos no aeroporto ou no hotel para relembrar (e, em alguns casos, completar!) grandes clássicos do passado, como Baldur's Gate, Fallout, Ultima Underworld, Ultima VII, os adventures SCUMM da Lucas Arts, e muito mais. Além de cobrir certas lacunas imperdoáveis, como é o caso de Planescape: Torment (eu sei... eu sei...), Arcanum (da Troika), Temple of Elemental Evil (idem) e Pool of Radiance (o original "Gold Box", não aquela droga de remake da Ubisoft), para ficar em uns poucos (e bons) exemplos. Dessa forma, não tenho preocupação de adquirir uma enorme capacidade de processamento, ou uma tela muito grande. Pelo contrário. Um notebook menor seria até mais útil, seja pela portabilidade, seja por tornar aqueles gráficos pixelados em algo mais atraente.
 

Baldur's Gate 2 rodando com um mod widescreen

A partir daí, comecei a pensar em notebooks-tablets, com tela touch-screen. Como este e este (apenas como exemplo - o preço é inviável por essas bandas). Por quê? Bem, porque uma tela sensível a toque, mais uma caneta stylus, seria uma opção difícil de superar no controle de tais jogos, projetados para uso intensivo de mouse. Sem falar que é muito mais fácil e confortável clicar na tela horizontal de um tablet, no colo, do que em uma tela fortemente inclinada ou na vertical, como é o caso de um notebook convencional. Por tudo isso, fiquei agradavelmente surpreso ao ver esse artigo que saiu ontem no Arstechnica. O autor foi direto ao ponto que eu estava prospectando! Mas, de uma maneira que eu não imaginei, ele optou por um UMPC. Ou seja, por um tablet propriamente dito, em vez de um "notebook que se transforma em tablet", o que seria a minha primeira opção.
 


Há algumas vantagens na idéia do UMPC... a mais importante é que o usuário consegue acessar o teclado durante todo o tempo. Já no caso de um notebook-tablet, é comum que o teclado fique inacessível na configuração tablet, já que a tela passa a repousar sobre ele. Por causa disso, o usuário não teria acesso às teclas de atalho do jogo, um problema que não ocorre na opção UMPC.

Até que esse contratempo não me incomoda muito. Sempre joguei os títulos Infinity Engine da Bioware (Baldur's Gate, Icewind Dale, etc) quase que exclusivamente com o mouse. Exceto, claro, pela barra de espaço e outras teclas mais importantes, mas que também podem ser substituídas pelo mouse, sem maiores prejuízos. O problema é que existem outros jogos que exigem o uso do teclado... e, nesse caso, não daria para usar o notebook na configuração tablet, mas apenas no formato convencional, o que não seria tão confortável.



Só que há desvantagens na opção UMPC e elas não são poucas. A mais drástica é que o UMPC é um produto CARO (considerando suas especificações técnicas) e nem um pouco polivalente. Pelo preço de um UMPC, você compra um notebook com capacidade muito superior, e bem mais confortável para outras atividades, como navegar na net e digitar textos. Para quem mora nos EUA, pode ser viável adquirir ambos. Mas, com os irracionais impostos que predominam aqui do Brasil, é preciso optar por um deles. Eu, pelo menos, preciso. Nesse caso, a melhor opção para mim é sem dúvida nenhuma o notebook, mesmo sacrificando a elegância da solução tablet para jogos antigos. Além disso, um notebook de preço equivalente a um UMPC teria potência suficiente para rodar jogos um pouco mais recentes. Digamos, de duas gerações atrás. É mais do que provável que eu conseguiria rodar sem problemas um Morrowind, um Deus Ex, ou um Vampire: The Masquerade - Bloodlines, apenas com uma solução gráfica do porte de uma Geforce 9400M. Lembrando apenas que o uso de um mouse (e, consequentemente, de uma mesa) é essencial para a maioria desses títulos, já que a stylus não resolve para jogos 3D e ficar raspando unha em touchpad não vai ajudar muito. Por fim, no caso do chipset da 9400M, eu ainda teria possibilidade de rodar vídeos HD, o que não é um bônus desprezível.


De qualquer forma, não deixa de ser uma grande pena. Confesso que fiquei com inveja do cara da Arstechnica. Bem, talvez daqui a alguns anos eu decida comprar um Samsung Q1 Ultra ou equivalente. Ou, melhor ainda, um sexy UMPC Sony Vaio UX, como aquele que ilustra o início desse post. Usado, claro, pois provavelmente ambos já estarão descontinuados. Nessa altura, já terão barateado drasticamente, por conta da obsolescência do hardware. Mesmo que eles não sirvam para muita coisa além de executar RPGs e adventures antigos, já valerão o investimento, independente do modelo escolhido. Quem precisa de Nintendo DS?

02/08/2009

Comparação gráfica entre Risen e Arcania

O site pcgames.de trouxe uma interessante comparação gráfica entre os jogos Arcania: A Gothic Tale e Risen. A imagem acima é apenas um dos vários exemplos disponibilizados pelo site alemão. A comparação direta entre os dois títulos tem lá a sua razão de ser. Ambos possuem premissas, tecnologia, jogabilidade e ambientações parecidas. Ambos são RPGs sandbox de fantasia, ambientados em mundos medievais abertos à exploração do jogador. Ambos estão sendo conduzidos por desenvolvedoras alemãs - a Piranha Bytes e a Spellbound. A Piranha Bytes desenvolve Risen, mas antes ela era a responsável pela série Gothic, da qual Arcania é o mais novo exemplar - e que agora está à cargo da Spellbound. Tudo isso gera uma certa rivalidade entre os dois títulos que, além de tudo, ainda competem pelo mesmo nicho de mercado. Qual será o vencedor? Espero que nós, fãs de um bom RPG sandbox.

31/07/2009

Bethesda e a Caixa de Areia

Frequentemente, ao passear por fóruns de discussão, deparo-me com críticas recorrentes aos jogos da Bethesda - especialmente aos dois títulos mais conhecidos do grande público: Oblivion e Fallout 3. A ladainha gira normalmente em torno da "repetição de cenários", ou da "falta de uma história envolvente", ao estilo dos JRPGs (como são denominados os RPGs orientais). Há críticas ainda mais veementes com relação à jogabilidade, que não estaria no mesmo patamar daquela encontrada em um "bom título de ação de verdade", como um God of War ou um Devil May Cry, para ficarmos no terreno das armas corpo-a-corpo, que é o caso de Oblivion.

15/07/2009

O Império Contra-Ataca

[via Arstechnica] A Eletronic Arts revelou que o recentemente anunciado Command & Conquer 4 irá necessitar de uma conexão constante com a internet. Isso será obrigatório mesmo para a campanha single-player, que normalmente dispensa que o jogador esteja online. A EA garante que a conexão internet exigida pode ser de qualquer tipo ou velocidade. Valem até mesmo conexões dial-up. Banda larga, portanto, não será um requisito. Para justificar a medida, a EA saiu-se com um lenga-lenga sobre um tal recurso de "progressão do jogador", que exigiria uma comunicação constante com o servidor do jogo. Para mim, é pura conversa para boi dormir. O que a EA quer mesmo é proteger o novo C&C da pirataria desmensurada que ocorre nos títulos para PC. Não sei por quê a vergonha quanto a isso. É uma medida totalmente justificável. E, dependendo de como for implementada, pode realmente dificultar ou mesmo impossibilitar cópias ilegais. Vamos analisar o porquê.

A pirataria é hoje um dos principais calcanhares de Aquiles da plataforma PC. Existem jogos onde mais de 90% das cópias instaladas são piratas (World of Goo é um bom exemplo disso). As contramedidas até hoje tomadas, além de se mostrarem ineficazes, prejudicam muito mais o comprador honesto do que o piratão. Estou me referindo, é claro, ao nefando DRM - leia esse artigo para maiores detalhes.

Vendo os lucros se esvaírem, enquanto os credores continuam batendo na porta, as desenvolvedoras cada vez mais desistem do PC, preferindo focar seus (caros) investimentos nos consoles, onde a pirataria é mais difícil. Mesmo que, para isso, tenham que pagar os olhos da cara em royalties e kits de desenvolvimento, para felicidade das proprietárias de plataformas de jogos - leia-se Microsoft, Sony e Nintendo. Quem perde com tudo isso é o PC Gaming e os seus leais adeptos. A amada e histórica plataforma PC, que tantas alegrias e inovações trouxe ao universo os games, corre sério risco de vida. Assim, qualquer tentativa de mudar esse quadro é válida. Daí minha torcida pela EA.

Não sei exatamente como será implementada a proteção do novo C&C. É certo que não bastará o jogo ir periodicamente a um servidor e, usando a conta do usuário, obter algum tipo de permissão de execução. Uma proteção assim seria fácil de ser burlada ou retirada. O ideal é que essas idas e vindas ao servidor fossem fundamentais para buscar algum conteúdo complementar, sem o qual o jogo se tornaria inútil. Conteúdo esse que não viria na instalação, nem seria armazenado de maneira persistente no disco rígido do usuário. Mas, ainda assim, seria essencial ao funcionamento pleno do título.

Arquivos pesados, como meshes, viriam na instalação

A idéia básica é que na instalação do jogo venha a maior parte do seu conteúdo pesado. Coisas como meshes (modelos tridimensionais), texturas, engines gráfica e de física, arquivos de som e de vídeo, informações sobre as unidades do jogo, o interpretador de scripts de missões, as rotinas de inteligência artificial, etc. Assim, quando o usuário iniciasse uma nova missão, o jogo iria ao servidor apenas para baixar informações leves e contextuais, necessárias apenas àquele momento. Informações como, por exemplo, as unidades que participam da missão corrente, os seus objetivos momentâneos, os scripts que guiam as sequências e as árvores de acontecimentos, os links que ativam os diálogos da história naquele momento (indexando os respectivos arquivos de som, já presentes em disco), etc. Como seriam informações basicamente compostas de texto simples, e provavelmente compactadas, o seu download seria praticamente instantâneo, não prejudicando o ritmo de jogo. O download poderia inclusive ocorrer paralelamente ao loading de uma nova fase, um processo normalmente demorado, onde arquivos do disco são carregados para a memória.

Para aumentar ainda mais a segurança do processo, essas informações poderiam vir criptografadas, usando alguma chave de criptografia calculada a partir da chave serial do usuário, que por sua vez é informada no momento do registro do jogo. Por fim, essas informações não seriam armazenadas de forma persistente (ou seja, em disco), mas apenas na memória RAM, onde seriam decriptografadas on the fly.

Resumindo, a jogo viria apenas com o framework de execução e os arquivos mais pesados, deixando para buscar posteriormente, e sob demanda, o conteúdo contextual mais leve. De fato, seriam técnicas bem similares ao de um MMO padrão, mas aplicadas a um jogo single-player. Essa técnica, além de dispensar o uso de DRM - o que já seria uma senhora vantagem - poderia ser utilizada também para premiar periodicamente os jogadores legítimos com conteúdo adicional de pequena monta. Talvez missões simples, ou novos objetivos, ou novos caminhos para completar missões já existentes.

Mas.. como ficam aqueles que não tem uma conexão com a internet? Bem, essa velha objeção não cola mais. Hoje em dia, 99% do público capaz de executar um título moderno como C&C 4 possui também alguma maneira de se conectar com a internet. Como a EA garante que até mesmo uma conexão dial-up será suficiente, não vejo maiores problemas. Com relação ao 1% restante... bem, é preferível perder 1% do mercado potencial, do que 90% com a pirataria.

Command & Conquer 4

Com relação a eventuais falhas de serviço do provedor Internet, isso é sem dúvida um problema relevante. Mas, ainda assim, um problema menor. Mesmo aqui no Brasil, falhas de serviço dos provedores costumam ocorrer com uma frequência relativamente baixa. Não mais do que ocorre com provedores de TV a cabo, e ninguém deixa de assinar a TV a cabo por conta disso. Da mesma forma que ninguém desiste de assinar um MMO (World of Warcraft, por exemplo), ou de adquirir um título majoritariamente multiplayer ou cooperativo (como Left 4 Dead ou Counter Strike) por conta de eventuais falhas de fornecimento do serviço internet. Sejamos honestos: não há diferença. Precisamos apenas mudar a maneira como encaramos os jogos single-player.

Torço para que a iniciativa realmente ajude a coibir a pirataria. E se a EA tiver sucesso nessa empreitada, que seja seguida por toda a indústria. O PC Gaming agradece. Se não funcionar... bem, o Steamworks CEG está aí. Que tal usá-lo?

(Leia aqui o artigo da Arstechnica)

08/07/2009

O Velho Oeste está de volta (Parte 2)

Se desejar, leia antes a primeira parte desse artigo.

Red Dead Redemption

O outro faroeste que vem por aí é Red Dead Redemption, da Rockstar. Infelizmente, parece que ele só sairá (pelo menos em um primeiro momento) para PS3 e XBox 360. Malditos. O título é uma sequência de Red Dead Revolver, que saiu em 2004 para o PS2 e o Xbox original. O jogo será sandbox, no mesmo estilo consagrado de Grand Theft Auto. Ou seja, você pode ir para onde quiser e fazer o que bem desejar, em um mundo amplo e totalmente aberto à sua exploração. Aliás, a Rockstar promete um mundo mais amplo do que em qualquer outro jogo já lançado por ela - incluindo aí a série GTA.

07/07/2009

O Velho Oeste está de volta (Parte 1)

Call of Juarez: Bound in Blood

Sempre fui fã de produções ambientadas no velho oeste. Uma época suja, violenta e poeirenta, mas também pontuada de cenários belíssimos, ações heróicas e amplos horizontes. Um solo fértil para aparecimento de personagens lendários e incomuns - seja dentro ou fora da lei. Enfim, uma era de extremos. Não é à tôa que esse é o cenário de produções inesquecíveis como "Três Homens em Conflito", "Rastros de Ódio", "Os Imperdoáveis", entre tantas outras obras-primas do cinema.

Infelizmente, no que diz respeito aos jogos eletrônicos, ainda são raras as produções que façam justiça a esse gênero tão rico em tradição. O velho oeste sempre foi meio esnobado pelas produtoras de games, ainda mais nos últimos anos. Ok, nos arcades (e consoles) cansamos de ver jogos simples de tiro ambientados no oeste, mas não é a esse tipo de jogo genérico que me refiro. A simples substituição de um uniforme militar (ou espacial) por uma roupa de caubói não faz exatamente um faroeste. O que que eu gostaria de ver são produções realmente ambientadas no velho oeste. Títulos que construam uma história, uma atmosfera e personagens tão interessantes e invulgares como os encontrados nos melhores filmes de Sergio Leone ou John Ford. Jogos assim são raros. Mas, para nossa sorte, vêm aí dois pesos-pesados que parecem estar mais para Jesse James do que para Marty McFly. Vamos ver quais são.

03/07/2009

O Arcade Insano do Tio Michael

Com a morte de Michael Jackson, as esquisitices do astro estão na ordem do dia. Ao que parece, o sujeito era completamente tarado por fliperamas e arcades. Vejam só esse folheto com itens diversos colocados em leilão por ele, no dia 24 de abril passado. São 69 (opa!) páginas só de máquinas de fliperama e jogos eletrônicos. Numa média de pouco mais de duas por página, dá algo em torno de umas 150 máquinas, quantia suficiente para empalidecer qualquer arcade comercial!

25/06/2009

Sobre o Wasner Games...

Prezado leitor,

Passados três meses desde a inauguração de meu blog pessoal, acabei por chegar à conclusão de que ele estava por demais bagunçado e sem foco. Assim, resolvi montar um "sub-blog" específico para games (o tópico mais predominante por lá), e deixar o meu antigo blog para outros assuntos, como cultura pop, cotidiano, comida & bebida, etc. Surge assim [fanfarras!] o Wasner Games (ah... pronuncia-se "vasner", por sinal). Acredite, o nome não vem de nenhum excesso de narcisismo da minha parte. É que é preciso tempo para bolar um nome inteligente (mas despretensioso!), ainda mais um que não esteja sendo usado por algum outro blog. Pode não parecer, mas é difícil! Infelizmente, tempo é um luxo que não ando tendo ultimamente. Futuramente, penso num nome menos óbvio.

Não é minha intenção que esse seja um blog predominantemente noticioso, porque seria algo extremamente redundante e, honestamente, inútil, já que há por aí milhares de sites mais capacitados e profissionais. O objetivo aqui é apenas comentar, de um ponto de vista bem pessoal, jogos e tecnologias que me interessam de perto, sem maiores compromissos. De preferência, que sejam assuntos menos abordados por essas bandas, e sobre os quais eu tenha prazer em escrever. Afinal, prazer é o meu único "lucro" com esses sites. Espero que os tópicos acrescentem alguma coisa a quem estiver acompanhando o blog, e que a leitura seja divertida.

Republiquei aqui os meus antigos posts que haviam saído anteriormente no wasner#blog. Eles encontram-se a seguir.

Seja bem vindo!

Um dia de fusões e aquisições

[via Arstechnica] Ontem foi um dia movimentado no mundo corporativo dos games, com três importantes anúncios.

No primeiro deles, a gigantesca Eletronic Arts anunciou que irá unir duas subsidiárias suas, a Bioware e a Mythic, em uma única empresa, sob controle da Bioware. A Bioware é talvez a produtora mais bem-sucedida atualmente no gênero RPG, com títulos como Baldur's Gate, Knights of Old Republic, Mass Effect, entre vários outros. No momento ela está tocando três grandes projetos: Mass Effect 2 (considerado por muitos como o grande destaque da E3), Dragon Age (o sucessor espiritual de Baldur's Gate) e o seu primeiro MMO, Star Wars: The Old Republic, um RPG fortemente orientado para história, que também teve ótima repercussão na E3. Já a Mythic é conhecida pelos seus MMOs, como o recente (e elogiado) Warhammer Online. Com a união das duas, surge uma poderosa empresa de RPGs e MMOs. Como o controle é da Bioware, levo fé na manobra.

A extinção dos consoles poderia ser algo bom? (Parte 2)

(Antes de ler este artigo, por favor veja a primeira parte)

A primeira empresa que se deu conta da futilidade dessa corrida foi a Nintendo. Assim, ela abandonou a competição "state of the art", preferindo investir na diferenciação do seu produto. Seu console mais recente, o Wii, é tecnologicamente obsoleto. Ele é apenas uma versão aprimorada do seu predecessor, o Gamecube, mas com um sistema exótico de controle que caiu no gosto e na imaginação do público. Assim, a Nintendo pôde lançar o seu console a um preço bem inferior ao dos aparelhos concorrentes, ao mesmo tempo em que conseguia evitar prejuízos na venda, pois não eram necessários subsídios para cobrir os custos de fabricação. De fato, ela conseguiu inclusive enormes lucros na venda do console, mesmo nos meses iniciais de lançamento. Mais importante, ele escolheu não bater de frente com a concorrência, preferindo focar a maior parte dos seus esforços na conquista do usuário "leigo". Ou seja, aquele que normalmente não se interessa por jogos eletrônicos, e não tem tempo ou paciência para se dedicar a títulos mais complexos e de jogabilidade profunda. Se essa iniciativa foi boa ou ruim para indústria, para o mercado e para os gamers tradicionais, há controvérsias. Principalmente a longo prazo. Mas o precendente permanece: ela saiu fora do modelo tradicional, e se deu muito bem com isso.


A extinção dos consoles poderia ser algo bom? (Parte 1)

Em entrevista recente ao site 1Up, o analista da indústria de games, Michael Pachter, declarou que em breve os consoles de jogos eletrônicos estarão extintos, e que essa deverá ser a última geração em que veremos alguns desses simpáticos aparelhinhos. O artigo completo pode ser lido aqui.

A declaração causou controvérsia, especialmente nos rincões mais conservadores da comunidade gamer. Eu me pergunto qual seria o motivo disso. Em princípio, essa previsão não deveria surpreender a ninguém, muito menos ser encarada com negatividade. Faz parte da evolução natural que algo assim ocorra de tempos em tempos. O modelo atual de negócios dos consoles é algo que quase beira a irracionalidade, e a cada geração a tática vem se tornando mais arriscada e de retorno mais difícil. Mesmo que tenha se mostrado viável economicamente para algumas empresas, se surgir outro modelo que ofereça mais lucros e riscos menores para o mesmo dinheiro investido, bem... a fila tem que andar.

O (Real) Custo do PC Gaming

Existem vários mitos que cercam o PC gaming, e a maior parte deles é não é verdadeiro. Mas eles persistem, alimentados pela ignorância e pela falta de interesse em analisar o tema seriamente. Pretendo abordar alguns desses mitos, e discutir a verdade que há por trás de cada um. Nesse artigo, quero falar sobre o mais arraigado e mais injusto: o de que o PC Gaming é uma opção "cara", se comparado com o custo dos consoles.

À primeira vista, isso parece ser algo óbvio e ululante... afinal, um Wii custa $250. Uma versão mais simples do Xbox 360 pode ser adquirida por $200. E mesmo a versão mais cara do PS3 não sai por mais do que $600. Enquanto isso, um Gaming PC sai "por alguns milhares de dólares". Sim, é bem óbvio. E como muitas coisas óbvias, revelam-se falsas após um exame mais aprofundado.



Steamworks CEG - O Fim da Pirataria?

Há cerca de duas semanas a Valve anunciou um importante update para sua suite Steamworks (um pacote gratuito para desenvolvedores, que dá acesso aos componentes do Steam): O CEG - Custom Executable Generation. Se cumprir o que promete, o CEG tem potencial para dar um tiro de morte na pirataria, e de quebra no DRM (Digital Rights Management). Algo muito bem vindo.


Project Natal (Update: Kinect) e o problema da captura de movimentos - Parte 2

O Xbox 360 e o sensor do "Project Natal" - Impressionante.

Na primeira parte desse artigo, vimos alguns dos problemas e limitações inerentes à tecnologia de captura de movimentos. Será que é possível contorná-los, a ponto de obtermos a mesma gama de possibilidades oferecidas por um gamepad ou mouse+teclado?

Bem, a Microsoft, com seu novíssimo e ousado "Project Natal" (Update: Kinect), pode ter a resposta. Sua conferência na E3 desse ano repercutiu enormemente na imprensa especializada, e o público participante ficou boquiaberto com o aparelhinho - assim como todo mundo que pode conferir os vídeos a respeito. É uma tecnologia sofisticadíssima, que não é nada improvisada ou uma mera cópia anabolizada do pioneiro wiimote. Usando um sensor capaz de enxergar o ambiente em 3D sob qualquer condição de luz, e um processador independente customizado, o pequeno notável não apenas captura os movimentos dos braços do jogador, mas também do corpo inteiro - cabeça, boca, pescoço, tronco, cintura... deu para entender. E tudo isso sem exigir que o felizardo precise carregar algum dispositivo junto a si, como ocorre com a solução da Nintendo. Basta colocar o sensor na sua frente, próximo à TV, e é isso. Nada mais de TVs destruídas por controles arremessados. O preço? Cerca de 100 dólares, segundo a MS. O preço de uma placa gráfica bem decente. Mas não ligue ainda, não é só isso.

Project Natal (Update: Kinect) e o problema da captura de movimentos - Parte 1

Project Natal: o melhor chute da Microsoft até agora

A E3 2009 foi pródiga em novidades. Muitos títulos foram mostrados, outros tantos foram anunciados, e novos dispositivos e recursos estão sendo somados aos consoles atuais. Mas eu acho que o que mais caracterizou a E3 desse ano foram as novidades em tecnologias para captura de movimentos do jogador. Até então uma exclusividade da Nintendo com seu Wii, esse recurso agora está também ao alcance dos proprietários de consoles concorrentes. Tanto a Sony quanto a Microsoft anunciaram suas próprias tecnologias, bem mais avançadas que o básico e impreciso wiimote. Mas foi a Microsoft que causou sensação com a sua solução, apelidada de "Project Natal" (Update: Kinect). Não, não é um um plano de ação para os duendes do bom velhinho. Na verdade, o nome é uma homenagem ao Brasil e à cidade de Natal, feita por um dos principais incubadores do projeto, Alex Kipman, que é brasileiro. Abordarei o Project Natal com mais detalhes na segunda parte desse artigo. Se estiver interessado só nisso, siga direto para lá.


OnLive - O Console do Futuro?

A semana passada foi agitada com o anúncio da tecnologia OnLive, a aplicação "cloud computing" para o mundo dos games. A idéia em si nada tem de tão original - é bem similar ao processo de virtualização de aplicativos, como oferecido em produtos como o Citrix Presentation Server/XenApp, por exemplo.

Fonte: Citrix Systems, Inc - White Paper


A idéia da virtualização de aplicativos é basicamente a seguinte: separar o local onde a aplicação é usada do local onde ela está sendo executada. No caso da solução da Citrix, a coisa funciona mais ou menos assim: temos um usuário em sua estação, utilizando um programa como o Word, por exemplo, que por sua vez está sendo executado em um servidor remoto. Uma aplicação no lado cliente captura os inputs do usuário (a movimentação e os cliques do mouse, as teclas pressionadas, etc) e os envia para a instância do Word que está rodando no servidor remoto. Essa instância executa a ação comandada pelo usuário, e daí resulta um feedback visual - por exemplo, a letra que foi teclada sendo exibida na tela. O lado servidor do aplicativo de virtualização captura esse feedback visual, comprime a informação e envia de volta à aplicação cliente, que faz a descompressão e exibe para o usuário as modificações que ocorreram na tela. Se a conexão for boa, e a tecnologia de comunicação entre o lado cliente e o servidor for eficiente, o resultado é transparente para o usuário. Ou seja, ele utiliza a aplicação como se ela estivesse instalada na sua própria máquina. A grande vantagem do processo é que dispensa múltiplas licenças e instalação local, e a estação de trabalho do usuário pode ser bem light, sem grande poder de processamento.


Começa a briga da Segundona: Zeebo versus PS2 [UPDATE]

PS2 versus Zeebo: Caros, mas talvez com duzentas prestações nas Casas Bahia...

Em notícia recente, a Sony derrubou o preço do PS2 para $99, visando competir diretamente com o Zeebo no mercado latino-americano. O Zeebo é o console "casual" e "direcionado ao Terceiro Mundo" desenvolvido pela americana Qualcomm, em parceria com a brasileiríssima Tectoy. Utiliza tecnologia 3G de celulares, e será produzido pela Tectoy nas suas instalações em Manaus.

Na verdade, seja no Brasil, seja em outros países do terceiro mundo, a maior parte das pessoas ainda não teve acesso a consoles do patamar de um NES, que dirá um PS2. Para elas, um Mega Drive é coisa de ficção científica. Não é à tôa que a Dynacom até hoje vende, com sucesso, clones da geração 8 bits, apesar do preço desproporcionalmente alto. Se lançassem aqui o PSOne, ou mesmo o SNES, podem crer que ele teria MUITO mercado. Tudo depende de um único fator - preço. Apenas isso. Preço. Baixo.

The Witcher, um ótimo RPG

Hoje eu gostaria de aproveitar esse espaço para comentar um jogo que aprecio bastante: "The Witcher". É um título que tem ação suficiente para motivar os que detestam jogos "parados", mas com uma história complexa e intrigante que certamente conquistará o interesse dos fãs de CRPGs mais convencionais (meu caso). Tive bons momentos com esse jogo que, infelizmente, é pouco conhecido por essas bandas. Não pretendo fazer um review formal (até porque existem inúmeras análises por aí, bem mais completas), mas apenas delinear os aspectos mais característicos do game - e, quem sabe, motivar mais pessoas a darem uma chance a essa produção singular.


"The Witcher" é o jogo de estréia da novata CD Projekt, uma produtora de games polonesa, mais conhecida hoje pelo portal Good Old Games. Se a origem polonesa talvez lhe traga a impressão de algo inferior ou de menor sofisticação em relação aos seus congêneres americanos, saiba que está redondamente enganado. "The Witcher" é um jogaço, um título profundo, adulto e moralmente complexo, que merecidamente recebeu o título de melhor RPG de 2007 em várias publicações, entre elas a PC Gamer americana. Também foi um sucesso de público, tendo vendido mais de um milhão de cópias no período de um ano. Tudo isso é consequência do talento e dedicação que foram investidos nessa ótima produção.


A E3 2009 está para começar!

Começa nessa semana, no L.A. Convention Center, a mais nova edição da E3 (Electronic Entertainment Expo), a maior e mais influente feira mundial da indústria de jogos eletrônicos. A festa foi anêmica nos anos anteriores, com a desastrada decisão dos organizadores em fazer um evento mais simples e de acesso limitado. Mas esse ano ela está de volta à exuberância dos velhos e bons tempos. Muita coisa se espera dessa E3. Por parte da Sony, os analistas prevêem finalmente um corte no preço do PS3, além do lançamento de uma nova versão do PSP, o PSP Go. Na Microsoft, aguarda-se o anúncio de uma avançada tecnologia de captura de movimentos. Já a Nintendo deve anunciar, para variar, novos títulos e versões das mesmas franquias de sempre.

Da minha parte, estou ansioso para saber informações inéditas sobre alguns títulos. Vamos ver quais são.

Novidades sobre Arcania: A Gothic Tale

Como eu havia comentado em um outro post, o quarto jogo da série Gothic foi parar nas mãos de uma nova desenvolvedora, e seu título agora é Arcania: A Gothic Tale. A série sempre teve pouca aceitação no mercado norte-americano, talvez por conta da sua jogabilidade hermética. Para resolver esse problema, a desenvolvedora está tomando uma série de medidas para tornar o título mais fácil e acessível para o público mainstream. O site Gamespot publicou recentemente um "hands-on", com novas informações sobre o título e os rumos que ele está tomando. Vamos conferir o que há de mais interessante: