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Arstechnica: Tablet PC para RPGs antigos

quarta-feira, agosto 19, 2009 José Guilherme Wasner Machado 1 Comentários Categoria: , , , , , ,

 UMPC + RPG Clássico: combinação imbatível?

Já faz algum tempo em que eu venho matutando sobre a possibilidade de comprar um notebook para minhas constantes viagens a trabalho. Primeiro, porque é essencial ter acesso à internet/email. Segundo, para editar textos, sejam do trabalho, da pós-graduação ou mesmo do blog. Terceiro, para reproduzir vídeos e músicas, pois ninguém é de ferro. E quarto - e talvez até o mais importante - executar jogos. Sim, jogos!

Mas não estou falando de qualquer tipo de jogo. Não desejo um notebook para rodar Crysis ou Fallout 3. Para isso, já tenho o meu desktop. Não. O objetivo aqui é voltar no tempo. É aproveitar os períodos ociosos no aeroporto ou no hotel para relembrar (e, em alguns casos, completar!) grandes clássicos do passado, como Baldur's Gate, Fallout, Ultima Underworld, Ultima VII, os adventures SCUMM da Lucas Arts, e muito mais. Além de cobrir certas lacunas imperdoáveis, como é o caso de Planescape: Torment (eu sei... eu sei...), Arcanum (da Troika), Temple of Elemental Evil (idem) e Pool of Radiance (o original "Gold Box", não aquela droga de remake da Ubisoft), para ficar em uns poucos (e bons) exemplos. Dessa forma, não tenho preocupação de adquirir uma enorme capacidade de processamento, ou uma tela muito grande. Pelo contrário. Um notebook menor seria até mais útil, seja pela portabilidade, seja por tornar aqueles gráficos pixelados em algo mais atraente.
 

Baldur's Gate 2 rodando com um mod widescreen

A partir daí, comecei a pensar em notebooks-tablets, com tela touch-screen. Como este e este (apenas como exemplo - o preço é inviável por essas bandas). Por quê? Bem, porque uma tela sensível a toque, mais uma caneta stylus, seria uma opção difícil de superar no controle de tais jogos, projetados para uso intensivo de mouse. Sem falar que é muito mais fácil e confortável clicar na tela horizontal de um tablet, no colo, do que em uma tela fortemente inclinada ou na vertical, como é o caso de um notebook convencional. Por tudo isso, fiquei agradavelmente surpreso ao ver esse artigo que saiu ontem no Arstechnica. O autor foi direto ao ponto que eu estava prospectando! Mas, de uma maneira que eu não imaginei, ele optou por um UMPC. Ou seja, por um tablet propriamente dito, em vez de um "notebook que se transforma em tablet", o que seria a minha primeira opção.
 


Há algumas vantagens na idéia do UMPC... a mais importante é que o usuário consegue acessar o teclado durante todo o tempo. Já no caso de um notebook-tablet, é comum que o teclado fique inacessível na configuração tablet, já que a tela passa a repousar sobre ele. Por causa disso, o usuário não teria acesso às teclas de atalho do jogo, um problema que não ocorre na opção UMPC.

Até que esse contratempo não me incomoda muito. Sempre joguei os títulos Infinity Engine da Bioware (Baldur's Gate, Icewind Dale, etc) quase que exclusivamente com o mouse. Exceto, claro, pela barra de espaço e outras teclas mais importantes, mas que também podem ser substituídas pelo mouse, sem maiores prejuízos. O problema é que existem outros jogos que exigem o uso do teclado... e, nesse caso, não daria para usar o notebook na configuração tablet, mas apenas no formato convencional, o que não seria tão confortável.



Só que há desvantagens na opção UMPC e elas não são poucas. A mais drástica é que o UMPC é um produto CARO (considerando suas especificações técnicas) e nem um pouco polivalente. Pelo preço de um UMPC, você compra um notebook com capacidade muito superior, e bem mais confortável para outras atividades, como navegar na net e digitar textos. Para quem mora nos EUA, pode ser viável adquirir ambos. Mas, com os irracionais impostos que predominam aqui do Brasil, é preciso optar por um deles. Eu, pelo menos, preciso. Nesse caso, a melhor opção para mim é sem dúvida nenhuma o notebook, mesmo sacrificando a elegância da solução tablet para jogos antigos. Além disso, um notebook de preço equivalente a um UMPC teria potência suficiente para rodar jogos um pouco mais recentes. Digamos, de duas gerações atrás. É mais do que provável que eu conseguiria rodar sem problemas um Morrowind, um Deus Ex, ou um Vampire: The Masquerade - Bloodlines, apenas com uma solução gráfica do porte de uma Geforce 9400M. Lembrando apenas que o uso de um mouse (e, consequentemente, de uma mesa) é essencial para a maioria desses títulos, já que a stylus não resolve para jogos 3D e ficar raspando unha em touchpad não vai ajudar muito. Por fim, no caso do chipset da 9400M, eu ainda teria possibilidade de rodar vídeos HD, o que não é um bônus desprezível.


De qualquer forma, não deixa de ser uma grande pena. Confesso que fiquei com inveja do cara da Arstechnica. Bem, talvez daqui a alguns anos eu decida comprar um Samsung Q1 Ultra ou equivalente. Ou, melhor ainda, um sexy UMPC Sony Vaio UX, como aquele que ilustra o início desse post. Usado, claro, pois provavelmente ambos já estarão descontinuados. Nessa altura, já terão barateado drasticamente, por conta da obsolescência do hardware. Mesmo que eles não sirvam para muita coisa além de executar RPGs e adventures antigos, já valerão o investimento, independente do modelo escolhido. Quem precisa de Nintendo DS?

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