Planetóide X

Projeto Open Pandora, um Poderoso Portátil para Emuladores de Jogos

sexta-feira, setembro 11, 2009 José Guilherme Wasner Machado 0 Comentários Categoria: , ,

Na mesma linha do GP2X Wiz, abordado recentemente aqui no blog, o Open Pandora é um portátil dedicado especialmente à emulação de jogos. Os dois aparelhos derivam da mesma plataforma ARM, só que o Pandora é consideravelmente mais estiloso, poderoso e... caro. Para começar, o Pandora utiliza o ARM Cortex A8, o mais recente rebento da família, de arquitetura mais complexa e bem mais poderoso que o ARM9 utilizado no GP2X Wiz (ou o ARM11 usado no Zeebo, por sinal). O chip roda num clock de 600 Mhz, um bom compromisso entre performance e baixo consumo de energia, algo vital para um portátil. O ARM Cortex 8 faz parceria com uma GPU dedicada PowerVR SGX 530, que suporta DX10 e OpenGL 2.0 ES. Essa GPU é capaz de renderizar cerca de 250 milhões de pixels por segundo e 7 milhões de triângulos por segundo. Para comparação, um Zeebo pode renderizar apenas metade disso.

Todo esse poder coloca o Pandora em um patamar superior de performance. Ele é capaz, inclusive, de rodar jogos de PSX ( como podemos constatar no vídeo abaixo) e Nintendo 64. De resto, ele roda com tranquilidade emuladores MAME (como no segundo vídeo abaixo), NeoGeo, Amiga, NES, SNES, etc, etc, etc. Ou seja, estamos falando de uma biblioteca potencial de milhares de títulos consagrados. Mas valem as mesmas ressalvas feitas ao GP2X Wiz: o usuário tem que baixar e instalar os emuladores que desejar, e encontrar por conta própria as ROMs de jogos, sem as quais os emuladores são inúteis. Como disse antes, isso não é um grande problema. Os emuladores são gratuitos, e as ROMs podem ser encontradas em grande quantidade em bibliotecas e coleções pela Internet. Lembre-se apenas que há sérias questões legais quanto ao uso de ROMs.

Vídeo: Pandora rodando PSX


Vídeo: Pandora rodando MAME


O Pandora possui uma tela touchscreen de 4.3", resolução 800 x 480, 256 MB de memória RAM, um teclado QWERTY completo e dois controles direcionais analógicos e dois digitais. Para armazenamento, ele vem com 512 MB internos de memória flash NAND, além de possuir dois slots SDHC e porta USB para armazenamento externo. O portátil vem com sistema operacional Ångström , uma distribuição linux voltada especialmente para handhelds e PDAs, mas nada impede que o usuário instale outras distribuições, como Ubuntu, por exemplo. Por fim, ele utiliza o Matchbox ou o E17 como gerenciador de janelas

O único problema do Pandora é o preço, 330 dólares. É, não existe almoço grátis... todos esses recursos e poder computacional tem um custo. O problema é que isso coloca o Pandora no mesmo patamar de preço de um netbook. Se o objetivo do usuário for apenas ter uma plataforma móvel de jogos, não há dúvidas que o Pandora é uma melhor alternativa. Mas se o usuário deseja uma plataforma mais polivalente, penso que o netbook oferece mais vantagens, pelo mesmo valor.

Um pensamento final: temos aqui um portátil muito mais estiloso que o Zeebo, com aproximadamente o dobro de potência gráfica e de processamento, e com uma biblioteca de milhares de jogos de altíssima qualidade, contra algumas poucas dezenas de ports da biblioteca do Zeebo. E, mesmo sendo o Pandora um portátil CARO, o preço é equivalente ao do Zeebo, quando convertido diretamente (sem contar, claro, imposto de importação). Para completar, os jogos do Zeebo custam uma graninha razoável, se levarmos em consideração a sua obsolescência. Já as ROMs dos emuladores que rodam no Pandora podem ser obtidas gratuitamente (questões legais à parte). Qual você escolheria?

Maiores detalhes sobre o Open Pandora e como adquirí-lo podem ser obtidos no site oficial, no blog ou no wiki do produto.

(obrigado ao amigo Fabiano pela dica!)

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