Planetóide X

A Era do Dragão está sobre nós

quinta-feira, outubro 29, 2009 José Guilherme Wasner Machado 0 Comentários Categoria: , , , ,

Dragon Age: Origins - a nova superprodução da Bioware estará nas prateleiras nos próximos dias.

A expectativa dos fãs de CRPGs está a mil, com a proximidade do lançamento do aguardadíssimo Dragon Age: Origins. O jogo é a mais nova aposta da Bioware no gênero, ela que é uma espécie de Michael Phelps do mundo dos RPGs. A desenvolvedora é responsável por vários títulos muito elogiados na categoria, com pesos-pesados como Mass Effect, Knights of Old Republic, entre vários outros. Dragon Age é o retorno da Bioware ao tradicional cenário de "fantasia medieval", depois de muitos anos. Mais do que isso, o novo título é considerado pela empresa como o sucessor espiritual da série Baldur's Gate, que se encerrou com a mega-expansão Throne of Bhaal. Foi essa brilhante série, uma das melhores já criadas em todos os tempos, que catapultou a pequena e desconhecida desenvolvedora canadense ao Olimpo das grandes do setor. Todavia, a Bioware não possui direitos sobre a série, que se encontram atualmente nas mãos da Atari. Por causa disso, não veremos nenhum dos nossos velhos (e queridos) companheiros de aventura da sombria "Saga De Bhaal". Assim, nada de Minsc ("Go for the eyes, Boo!"), Jaheira, Imoen e companhia, para desgosto dos fãs. Mas a Bioware promete uma nova geração de personagens carismáticos, para amenizar a saudade dos veteranos. E pelo histórico da empresa, eu não duvido nem um pouco. Afinal, ela emprega alguns dos melhores escritores da indústria.


Como de costume, a Bioware deve abordar temas adultos.

Dragon Age tampouco emprega o mesmo sistema/universo de RPG utilizado em Baldur's Gate. No caso, uma versão do popular Advanced Dungeons & Dragons (AD&D), que já serviu de base para vários outros RPGs clássicos do PC. A Bioware parece ter preferido se libertar das amarras criativas e dos pesados encargos financeiros que uma licença de AD&D representaria. Em vez disso, escreveu todo um novo universo do zero, com história e geografia próprias, árvores de habilidades e de magias. Além, claro, de um sistema completo de criação e evolução de personagens, devidamente customizado às necessidades do jogo.

Como o nome já indica, você topará com algumas bestas como essa.

Origens

Uma das características mais interessantes do título é o seu sistema de "origens". Todo RPG que se preze possui algum sistema de criação de personagem, onde o jogador define o alter-ego que irá representá-lo no universo do jogo. Nele o jogador pode definir aparência e os atributos físicos que caracterizam seu personagem: se ele é mais inteligente ou mais forte, se é mais ágil ou mais robusto, sua raça, sexo, profissão, etc. Alguns jogos permitem inclusive que o jogador escreva um background para o personagem - como ele surgiu, qual é o seu passado, quais os eventos marcantes que o levaram até aquele momento. Isso pode parecer um excesso de preciosismo para alguns, mas para um fã hardcore de RPGs, tais recursos ajudam a compor o personagem e a sua identificação com ele.

Nem só de monstros gosmentos vive o aventureiro

Dragon Age leva essa premissa, tão cara aos fãs do gênero, a um novo patamar. Com seu "sistema de origens", o jogador pode optar por uma entre seis histórias que irão moldar o seu personagem, antes mesmo do início da história principal. As ações que o jogador tomar na sua "história de origem" terão sérias consequências mais tarde, criando ou eliminando oportunidades e modificando a maneira como os NPCs reagem ao protagonista. Haverão pelo menos duas histórias de origem para cada raça jogável (elfos, humanos e anões), o que aumenta bastante o "fator replay" de Dragon Age. Tal liberdade para tomar diferentes decisões se repete na história principal e nas missões paralelas. Não serão poucas as pessoas que experimentarão uma nova partida para tentar novos caminhos e, dessa forma, chegar a diferentes conclusões.


Combates

Com relação ao sistema de combate, a Bioware retorna com seu bem sucedido modelo híbrido de ação em tempo real com combate por turnos. Resumindo, a qualquer momento você pode pausar o jogo e analisar a situação com calma, para então distribuir ordens específicas à sua equipe, que pode conter até quatro membros - o personagem do jogador e mais três NPCs selecionados entre os diversos oferecidos pelo jogo. As instruções também podem ser dadas durante a ação em tempo real. Se um determinado personagem não tiver instruções para um determinado turno, ele dará continuidade ao combate por sua conta própria, usando a inteligência artificial do jogo e seguindo scripts pré-definidos. Esses scripts são extremamente flexíveis e totalmente customizáveis, oferecendo um sistema de combate profundo e abrangente, sem, todavia, sobrecarregar o jogador. Aliás, ele pode optar a qualquer momento por colocar a câmera no centro da ação, obtendo uma visão bem cinematográfica da luta, ou colocá-la mais distante, obtendo uma visão mais completa do posicionamento da equipe, de uma forma muito similar à câmera top-down que tínhamos em Baldur's Gate. Isso fortalece ainda mais o aspecto estratégico dos combates.

A câmera pode ser afastada para se conseguir uma visão top-down. Como em Baldur's Gate.

Falando em estratégia, vale lembrar que será importante montar uma equipe que combine talentos diferentes e complementares. Afinal, de nada adianta ter uma equipe só com guerreiros super-poderosos, mas que são impotentes diante de uma porta trancada ou de um inimigo com escudos mágicos. Por sorte, o jogo oferecerá uma grande gama de NPCs, para todos os gostos e táticas, e o jogador sempre pode realizar substituições, dependendo, claro, dos personagens que estiverem disponíveis no momento. Os NPCs escolhidos alterarão profundamente a dinâmica da equipe, e não só em combate. Haverão personagens que não aceitarão certas decisões do jogador, ou que simplesmente não suportarão a companhia de outros. Brigas serão inevitáveis. Além disso, certas missões e opções podem estar disponíveis ou não, dependendo dos NPCs escolhidos pelo jogador. Dessa forma, diferentes equipes oferecerão experiências únicas dentro do universo de Dragon Age, aumentando a longevidade do título.

Morrigan mostra que não está para brincadeiras

PC Gamer: "RPG da Década"?


Ao que tudo indica, os esforços da empresa resultaram em um produto excepcional. A primeira resenha publicada até agora (conforme relatado pelo site CVG), de autoria da veneranda revista PC Gamer, atribuiu uma nota altíssima ao jogo (94%) e não poupou elogios ao seu gigantesco e detalhado mundo, e à sua fascinante história e cultura. A revista destacou que esse é um RPG onde o jogador de fato experimenta um mundo diverso do seu e ajuda a moldar o seu destino, em vez de simplesmente cumprir checkpoints em um roteiro. Por fim, a PC Gamer sentencia: Dragon Age é "o RPG da década" e uma produção que deverá estabelecer um novo patamar para o gênero. Nada mau. Considero as resenhas da PC Gamer muito equilibradas, e se eles se desdobraram em tais elogios, deve ser porque o jogo, de fato, é muito bom. Mais detalhes assim que eu colocar as mãos em um exemplar.

Dragon Age oferecerá sólidas 70 horas de jogo. Ou 40, para os mais apressadinhos...

Se você se interessou por Dragon Age, há centenas de previews na internet detalhando todos os seus aspectos. Foram deles que eu retirei as informações que compôem esse post, mas há muito mais que não está aqui. Vale uma pesquisada. O jogo sairá para PC (sua principal plataforma), Xbox 360 e PS3 e deverá estar nas lojas americanas no próximo dia 03 de novembro. Por aqui ele será lançado alguns dias mais tarde - segundo a EA Brasil, no dia 13, e com classificação etária recomendada para maiores de 18 anos. Só então saberemos se a nota da PC Gamer é merecida e o jogo de fato cumpriu as altíssimas expectativas dos fãs da Bioware.

Não acho que sairemos decepcionados.


Para saber mais:

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