Planetóide X

Saem as Primeiras Resenhas Sobre Risen

segunda-feira, outubro 19, 2009 José Guilherme Wasner Machado 0 Comentários Categoria: ,

Risen: parece bom, mas não para qualquer público

Pois, é. Risen já está na praça (não por aqui no Brasil, como era de se esperar) e, com o lançamento, vários sites especializados (como o IGN e o Gamespot, por exemplo) estão publicando resenhas sobre o novo RPG sandbox da Piranha Bytes. De modo geral, o título tem sido bem recebido pelos críticos, e o Metacritic assinala nesse momento uma nota 79 em 100, que é muito boa. Dos vários aspectos positivos apontados, pode-se destacar a personalidade singular dos NPCs (os personagens controlados pelo computador) e o amplo, vibrante e atmosférico mundo do jogo, cheio de lugares interessantes que convidam o jogador à exploração e o recompensam por isso.

Todavia, de modo quase unânime, as críticas massacraram o sistema de combate de Risen, definido como impreciso, frustrante, confuso e de difícil domínio. Também apontam os vários bugs que ainda infestam o título, embora o problema tenha sido sentido em diferentes níveis de gravidade, dependendo do avaliador. Mas, mesmo nos piores casos, o jogo está longe de ser o caso terminal que foi Gothic 3 (O RPG anterior da Piranha) nesse departamento. Por fim, as resenhas ressaltaram que o jogador deverá se armar de paciência, pois a história demora a engrenar e se tornar interessante.

O que fica bem claro, conferindo as diversas reviews já publicadas, é que Risen não é para qualquer um. Dependendo do jogador, o título pode tornar-se o nirvana ou o inferno. Jogadores mais focados em ação não deverão apreciar o jogo, devido ao seu combate pouco satisfatório e ao ritmo lento de evolução. Jogadores mais interessados na história e nos personagens possivelmente irão considerar esse problema como algo secundário e, portanto, mais fácil de ignorar.

Além disso, Risen é um título voltado primordialmente para um público hardcore e de perfil explorador, que detesta ser conduzido pela mãozinha para atravessar a rua. O jogo oferece poucas indicações dos rumos que o jogador deve seguir para completar as missões. Cabe a ele, jogador, tomar a iniciativa e investigar o belo mundo criado pela desenvolvedora, e dessa maneira encontrar as respostas por si mesmo. Dessa forma, Risen é um achado para usuários veteranos de RPGs sandbox old-school, que dão grande ênfase às atividades de exploração e pesquisa. Já os usuários mais inexperientes ou impacientes provavelmente irão se sentir frustrados com Risen. Quem deseja um RPG nos moldes de uma novela interativa linear, onde o jogador é conduzido de forma inequívoca do ponto A para o ponto B e assim em diante até o final (como é o caso dos RPGs japoneses), vai odiar Risen. Esse é um título voltado para um público bem específico, e que a cada dia vai se tornando mais orfão de bons títulos. Se por um lado fico feliz pela Piranha Bytes não abandonar esse público ao léu, como outras desenvolvedoras têm feito, por outro lamento que Risen não consiga entregar um mecanismo de combate mais empolgante, uma característica sempre importante para um RPG, e que deverá restringir ainda mais o seu potencial de vendas. O que não é nada animador.

Por fim, vale ressaltar que as críticas positivas se referem à versão PC. O Eurogamer, ao analisar a versão para xbox 360, simplesmente acabou com o jogo, dando uma rasteira nota 4 em 10. A resenha acusa gráficos horríveis, sistemas de controle deficientes e um sistema de combate ainda mais insatisfatório. Pelo visto, estamos diante de mais um port apressado e malfeito. Dê preferência à versão PC.

Agora é ficar na torcida para o jogo ser lançado por essas bandas. Ou apelar para o Steam.

Para saber mais:

OUTROS POSTS

0 comentários

Por favor, fique à vontade para comentar, criticar ou sugerir. Mas não será permitido trolling, bullying, spam, preconceito e ataques meramente pessoais ou destrutivos.