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Roleplay Oktoberfest - Parte 1

sábado, novembro 06, 2010 José Guilherme Wasner Machado 0 Comentários Categoria: ,

Fable 3 é um dos novos RPGs que chegaram ao mercado

Depois de um bom tempo sem grandes novidades, os maltratados fãs de RPGs não podem mais reclamar. Outubro trouxe uma penca de títulos novos, em variedade suficiente para agradar a todos. Nem mesmo os entusiastas de jogos clássicos foram esquecidos. O GOG resolveu se redimir do golpe publicitário fedorento aplicado há um mês atrás, ampliando seu catálogo com outras grandes preciosidades do acervo histórico do PC Gaming. Oriundos da inesquecível fase "Infinity Engine", Icewind Dale e Planescape: Torment vieram se juntar ao pioneiro, e muito querido, Baldur's Gate, que já havia sido relançado poucas semanas antes. Torment, em especial, merece a atenção de qualquer fã que se preze. É um título adulto, extremamente bem escrito, com personagens memoráveis e, não por acaso, está no panteão de melhores RPGs de todos os tempos. Icewind Dale, por sua vez, é uma variedade "action" dos jogos baseados na Infinity Engine, com grande ênfase no combate e uma história mais anêmica - mas, nem por isso, menos interessante. Os que apreciarem a abordagem desse primeiro título ficarão felizes em saber que Icewind Dale 2 foi relançado há poucos dias no GOG. Na propaganda do GOG que anunciava o jogo, havia um slot sobrando... será que Baldur's Gate 2, o melhor RPG de todos os tempos, também vem aí? Não posso imaginar notícia melhor.

 Planescape: Torment é um dos grandes RPGs da fase Infinity Engine

Partilhando do mesmo universo Dungeons & Dragons e de visão isométrica similar, o controverso Temple of Elemental Evil, da finada Troika, foi outro relançamento de peso. É um título amado por um grupo leal de fãs, mas odiado por muitos outros, por conta da quantidade astronômica de bugs que infestaram o jogo em seu lançamento. Sua jogabilidade complexa e seus combates em turnos também não agradam a qualquer público. Jogadores hardcore ou com síndrome da abstinência de AD&D, contudo, apreciarão o tempo investido. Infelizmente, quase todos os títulos da Troika, apesar da qualidade inquestionável de história, personagens e ambientação, sofreram muito com bugs, causados sobretudo pelos prazos apertados de lançamento. Com patches e MODs que posteriormente sanaram grande parte desses problemas, são títulos que merecem uma segunda chance, e é bom vê-los disponíveis no GOG.

 Temple of Elemental Evil, da Troika

Bem, vamos deixar o passado de lado por um tempo, e ver quais novos títulos fizeram o seu début no mercado, nessa que foi uma genuína Roleplay Oktoberfest.

Fable III

Foi uma triste notícia quando eu soube que o segundo título da série Fable seria lançado exclusivamente para o xisboca. Uma grande decepção, ainda mais depois do jogo receber críticas bem favoráveis. Por isso, eu vibrei quando anunciaram que Fable III seria lançado também para PC.

 Fable 3, da Lionhead

Eu tive a oportunidade de jogar o primeiro Fable, e embora ele estivesse longe do elevado nível de sofisticação alcançado pelos melhores de seu gênero, ainda assim tinha lá os seus encantos. O combate, apesar de simples, era bem divertido. A história, ainda que superficial, prendia a atenção. Os visuais eram atraentes, com uma direção de arte cartunesca que ajudava a esconder as suas deficiências. Acima de tudo, o primeiro Fable transbordava bom humor, e tinha algumas idéias bem originais e interessantes - mesmo que, no final, fossem por demais inofensivas e inconsequentes. Pretensões não cumpridas à parte, Fable era encantador, e assegurou meu interesse por possíveis continuações

Ao que tudo indica, o novo fruto não caiu muito longe da árvore. Pelo que tenho lido nas resenhas sobre o título, ele continua divertido, mas com características por demais modestas para almejar maior destaque em relação à concorrência. Falta profundidade, complexidade, envolvimento emocional, consequências. Ainda assim, o título parece ser digno de atenção (as reviews tem dado notas em torno de 80%), o que não deixa de ser paradoxal. Então, mais uma vez, serei obrigado a conferir, eu mesmo, o que torna Fable tão interessante, a despeito de suas deficiências. Mas não agora. Não com Fallout: New Vegas dando sopa. Melhor aguardar uma fase "de seca" e, quem sabe, um bom descontão.

Two Worlds II

Two Worlds II - o nome é realmente engraçado - é um mistério. Encontrei pouquíssimas informações sobre o título. Previews sobre o jogo praticamente não existem na mídia. Para falar a verdade, não tenho nem mesmo a certeza de que ele já foi realmente lançado. A data prevista era outubro, e já apareceu pelo menos uma resenha em seu país natal, a Alemanha, o que parece indicar que ele foi lançado por lá, afinal. Nos EUA, o lançamento foi adiado para janeiro, possivelmente por conta de problemas na localização.

 Two Worlds 2

O primeiro jogo, descrito como um "Oblivion dos Pobres" recebeu muitas críticas negativas (Metascore: 65), embora elas reconhecessem várias idéias criativas que, se melhor trabalhadas, poderiam gerar um título matador. Se acreditarmos na primeira resenha, parece que a desenvolvedora fez a lição de casa dessa vez - Two Worlds II foi premiado com uma nota 92, e definido como "Gigantesco", "Empolgante", "Top-RPG". Se não existir aqui um vetor de ufanismo patriótico (nós sabemos bem como é isso...) contaminando a avaliação, podemos estar diante de uma produção promissora. Quem sabe um novo fenômeno, como foi The Witcher em sua época? Pretendo levantar mais informações e publicar em breve um post específico, detalhando mais esse misterioso RPG, aqui no Planetóide X.

Na segunda parte de Roleplay Oktoberfest, minhas impressões sobre a demo de Arcania: A Gothic Tale.

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