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28/01/2011

Conhecendo a História dos RPGs de Computador


Houve um tempo em que um computador pessoal era artigo inacessível para a esmagadora maioria da população brasileira (classe média incluída). Na época da nefanda "reserva de mercado de informática" - uma das idéias mais estúpidas que já passou pela cabeça de nossos governantes - a distorção chegava a níveis bizarros. Um IBM PC (1), naquele período negro, podia custar mais do que um automóvel zero. Sério. Um belo dia, a reserva de informática foi implodida, mas seus efeitos deletérios ainda perdurariam por um bom tempo. Demoraria bastante antes que os preços dos computadores se tornassem aceitáveis. Entusiastas de jogos eletrônicos não tinham muita saída. Ou faziam enormes sacrifícios para comprar uma máquina minimamente adequada, ou desistiam e iam para os consoles. Como esses últimos eram muito mais acessíveis, tanto do ponto de vista econômico como em facilidade de uso, logo se tornaram amplamente preponderantes, e verdadeiros sinônimos de jogos eletrônicos aqui nas terras tupiniquins. A enorme biblioteca de games do PC foi solenemente ignorada por estas bandas, exceto por um ou outro título mais popular. Essa alienação atingiu, inclusive, a imprensa nacional dita "especializada". Só agora, quando os jogos "estilo PC" finalmente dominaram o mercado de consoles, e o uso de computadores se tornou muito mais abrangente, é que o público, assim como os nossos intrépidos repórteres de games, estão tomando um maior conhecimento da riqueza que a plataforma sempre ofereceu. Todavia, mesmo com esses avanços, o desconhecimento sobre o seu passado permanece, principalmente para além de 10 anos.

26/01/2011

JRPGs da Bioware: Em Breve Numa Loja Perto de Você!

(clique para ampliar)

Pela "evolução" dos últimos títulos da Bioware, e lendo notícias como essa (uma hora e 43 minutos de cutscenes, sério?), fico me perguntando o que a desenvolvedora canadense realmente pretende. Seria, talvez, produzir JRPGs?

Vejamos:

14/01/2011

A Incrível Royal Edition de Two Worlds II

(Clique nas imagens para ampliar)

O Game Informer apresentou hoje o conteúdo da caixa Royal Edition do jogo Two Worlds II. Pelo conteúdo, dá para notar que a publisher do jogo não está para brincadeiras, nem para apostas baixas. Poderia ser uma cortina de fumaça para um jogo ruim, mas não acredito que seja o caso. O pouco que li até agora sobre Two Worlds 2 foi muito positivo. Essa caixa aumenta as expectativas sobre esse enigmático jogo, que não teve quase nenhum preview em língua inglesa até agora. Confira as impressionantes imagens. É de babar.

10/01/2011

A Sintetização de Voz em Tempo Real e os Jogos Eletrônicos

 Calem-se, calem-se, caaaaleeem-se.... vocês me deixam looouuuuco!

Estudo de Caso: você está passeando pelas vastas paisagens de um mundo medieval, quando chega a uma magnífica cidade. Ao cruzar seus muros, você fica maravilhado com a multidão passeando pelas ruas. Cada pessoa com sua própria aparência, cuidando de seus afazeres diários, jogando conversa fora, reclamando dos impostos, olhando torto para você. A animação é fluida, os rostos detalhados, a sincronia labial perfeita. Não dá para não se maravilhar com todo aquele realismo. A imersão é total. Ou talvez não. Como ocorre bastante na vida real, o encanto se perde quando alguém abre a boca.

03/01/2011

2011, o Ano dos RPGs?

 
 Prepare sua agenda... e seu bolso! (clique para ampliar)

Houve uma época em que os CRPGs enfrentaram grandes dificuldades. De desenvolvimento complexo e demorado, seus custos de desenvolvimento não paravam de subir. Por fim, atingiram um ponto em que os compradores tradicionais do gênero não eram mais em número suficiente para garantir sua lucratividade. Resultado: muitas das produtoras especializadas foram à falência ou passaram a se dedicar a outros tipos de jogos com retorno mais garantido. O futuro parecia negro. Não foram poucos os que previram uma completa extinção dos velhos jogos de interpretação de personagem. Algo que já havia ocorrido, na ocasião, com os adventures (que, aliás, vêm experimentando um renascimento nos últimos anos). Mas a plataforma PC, apesar de seus problemas tão sérios e duradouros, sempre foi uma das mais criativas e abertas à experimentação. Foram essas qualidades que, no final, acabaram salvando os CRPGs. Novas mecânicas de jogo, mais acessíveis, foram incorporadas. Como o combate em tempo real, por exemplo. Grandes avanços foram alcançados em termos de qualidade visual e de técnicas narrativas. O próprio gênero se mesclou e se fundiu com outros, e dessa forma se popularizou, atingindo uma base mais ampla de usuários. Com isso, evangelizou novos jogadores nos princípios básicos do RPG. Embora os fãs mais antigos demonstrem desprezo por boa parte dessas novidades, foram elas que tornaram possível não só a sobrevivência da categoria, mas também a sua expansão, que hoje alcança até mesmo os console gamers.

Apesar da volta por cima, é possível encontrar pessoas - mesmo da imprensa especializada - que afirmam que o gênero RPG está "em decadência". Talvez por confundirem "RPG" com "JRPG", esse sim um sub-gênero em franca queda de popularidade, justamente pela incapacidade de se reinventar e incorporar novos conceitos. No lado ocidental, todavia, o mercado para esse tipo de jogo está saudável como há muito tempo não se via. 2011, por exemplo, promete ser um grande ano para os fãs de RPGs. Será uma temporada movimentadíssima, com uma agenda para lá de cheia e muitas novidades excitantes a caminho. Vamos dar uma olhada rápida (ou nem tanto) em alguns dos lançamentos mais importantes.