Planetóide X

2011, o Ano dos RPGs?

1/03/2011 09:27:00 PM José Guilherme Wasner Machado 6 Comentários Categoria: , , , , , , , , , , , ,

 
 Prepare sua agenda... e seu bolso! (clique para ampliar)

Houve uma época em que os CRPGs enfrentaram grandes dificuldades. De desenvolvimento complexo e demorado, seus custos de desenvolvimento não paravam de subir. Por fim, atingiram um ponto em que os compradores tradicionais do gênero não eram mais em número suficiente para garantir sua lucratividade. Resultado: muitas das produtoras especializadas foram à falência ou passaram a se dedicar a outros tipos de jogos com retorno mais garantido. O futuro parecia negro. Não foram poucos os que previram uma completa extinção dos velhos jogos de interpretação de personagem. Algo que já havia ocorrido, na ocasião, com os adventures (que, aliás, vêm experimentando um renascimento nos últimos anos). Mas a plataforma PC, apesar de seus problemas tão sérios e duradouros, sempre foi uma das mais criativas e abertas à experimentação. Foram essas qualidades que, no final, acabaram salvando os CRPGs. Novas mecânicas de jogo, mais acessíveis, foram incorporadas. Como o combate em tempo real, por exemplo. Grandes avanços foram alcançados em termos de qualidade visual e de técnicas narrativas. O próprio gênero se mesclou e se fundiu com outros, e dessa forma se popularizou, atingindo uma base mais ampla de usuários. Com isso, evangelizou novos jogadores nos princípios básicos do RPG. Embora os fãs mais antigos demonstrem desprezo por boa parte dessas novidades, foram elas que tornaram possível não só a sobrevivência da categoria, mas também a sua expansão, que hoje alcança até mesmo os console gamers.

Apesar da volta por cima, é possível encontrar pessoas - mesmo da imprensa especializada - que afirmam que o gênero RPG está "em decadência". Talvez por confundirem "RPG" com "JRPG", esse sim um sub-gênero em franca queda de popularidade, justamente pela incapacidade de se reinventar e incorporar novos conceitos. No lado ocidental, todavia, o mercado para esse tipo de jogo está saudável como há muito tempo não se via. 2011, por exemplo, promete ser um grande ano para os fãs de RPGs. Será uma temporada movimentadíssima, com uma agenda para lá de cheia e muitas novidades excitantes a caminho. Vamos dar uma olhada rápida (ou nem tanto) em alguns dos lançamentos mais importantes.


Só uma observação: o foco aqui são RPGs single player (com uma única exceção) para PC ou multiplataforma.

Two Worlds 2

Data de Lançamento: 25 de Janeiro
Expectativa: 7/10

Comentário: Apesar de possuir poucas informações, tenho boas expectativas para esse aqui. Os previews que pude ler se desdobraram em elogios, e as primeiras resenhas foram altamente positivas, com uma média acima de 90%. Além disso, é o tipo de RPG que mais gosto: high fantasy e sandbox. Por outro lado, a campanha single player terá a duração espartana de míseras 40-45 horas, aproximadamente. Com as missões paralelas incluídas! É muito, muito pouco. O jogo compensa essa curta duração com a adição de recursos multiplayer. É uma decisão válida, mas que, infelizmente, não me atrai muito, pois o meu interesse em multiplayer é zero. Ainda assim, pretendo ficar de olho nessa produção polonesa que, se bem-sucedida, trará um novo ator ao cenário, o que é sempre muito saudável e benéfico para os fãs do gênero.





Deus Ex: Human Revolution

Data de Lançamento: Fevereiro.
Expectativa: 8/10

Comentário: Confesso que pouco acompanhei esse aqui. Não que eu não me interesse pela série. Gostei bastante do primeiro título, pelo menos até onde eu pude jogar (um bug impediu que eu terminasse). Fiquei fascinado pela sociedade distópica cyberpunk, pelo universo de espionagem recheado de conspirações, pela refinada jogabilidade stealth, e pela liberdade de atuação oferecida ao jogador, que não raramente premia soluções pacíficas. É possível inclusive terminar o jogo sem matar uma única pessoa. Mas com tantos títulos bons no horizonte, e outros tantos já no mercado, foi inevitável ter de me concentrar naqueles que mais me interessavam. Isso não significa que eu vá ignorar Human Revolution. Mas preocupa-me o fato da franquia ter ido parar sob as asas da Square Enix, sinônimo, para mim, de linearidade exacerbada, aparência afetada e pouco conteúdo. Pelo menos o desenvolvimento está sob responsabilidade da Eidos; então a esperança não morreu. O jogo, que tem um dos trailers mais bacanas do ano (vide abaixo), se passará 25 anos antes dos eventos relatados no primeiro Deus Ex. A tecnologia de aprimoramento humano por meio de implantes biomecânicos está nos seus primórdios. E também no centro dos debates políticos. O jogador estará na pele de Adam Jensen, um especialista em segurança privada, contratado para proteger o staff de uma empresa de alta tecnologia, especializada nesses aprimoramentos. Jensen, todavia, é mortalmente ferido em um súbito ataque, e sua única esperança de salvação reside na implantação de alguns desses novíssimos implantes. A vida do nosso herói, adivinhe, nunca mais será a mesma. Ele, todavia, não descansará enquanto não obtiver respostas sobre o ataque de que foi vítima, o que fará o jogador mergulhar em um universo de conspirações e tramóias de alto escalão. Tomara que Human Revolution consiga mesmo satisfazer as elevadas expectativas que um novo Deus Ex desperta. Mas que não se repita a decepção provocada pela continuação anterior.





Dragon Age 2

Data de Lançamento: 08 de Março
Expectativa: 8/10

Comentário: a primeira notícia ruim é que a Bioware solapou a possibilidade de criação de um personagem próprio. Ou seja, de modo muito parecido com o que ocorre em Mass Effect, você poderá escolher apenas o sexo e a classe do seu personagem. Mas estará obrigatoriamente na pele de Hawke, um equivalente medieval do "Shepard" de Mass Effect. O que, para mim, é um grande retrocesso. Os gráficos tampouco estão promissores. Pelo que pude conferir nos vídeos disponibilizados, eles permanecem tão genéricos e ultrapassados quanto no primeiro título, a despeito da troca de engine. As mecânicas de combate, todavia, foram aperfeiçoadas, especialmente para aqueles que preferem jogar em tempo real, com um foco maior em ação. Isso deve agradar sobretudo aos console gamers, que não tinham possibilidade de optar pela visão tática, um recurso disponível apenas na versão para PC. Por causa dessa grave deficiência, eles passavam maus bocados em algumas das batalhas mais difíceis. Torço apenas para que a Bioware não tenha diminuído o grau de dificuldade do jogo. Tirando esses pormenores, espero um grande título, com tudo aquilo que a Bioware sabe fazer melhor: combates empolgantes, história épica e um grande cast de personagens.





Dungeon Siege 3

Data de Lançamento: 22 de Março
Expectativa: 5/10

Comentário: Pouquíssimas informações foram divulgadas sobre o terceiro título dessa franquia de RPGs de ação. A maior novidade é que a série não está mais nas mãos da Gas Powered Games. Ela foi parar no lugar mais improvável de todos, a Obsidian. Está certo que essa empresa se especializou em desenvolver continuações de RPGs de terceiros, mas sempre em títulos mais tradicionais. Ou seja, com foco na história, nos personagens e nos diálogos. Como ela se sairá na seara dos RPGs de ação? Até onde pude descobrir, o objetivo continuará sendo o mesmo de antes: massacrar monstros em quantidades industriais e buscar tesouros e itens poderosos. Nada de muita atividade intelectual, portanto. Nunca fui muito fã de Dungeon Siege, mas essa bizarra mudança de desenvolvedora inspira alguma atenção. O novo título é mais uma das apostas da Square Enix (que comprou os direitos da franquia) para recuperar o prestígio no front ocidental, uma vez que os seus próprios (J)RPGs cada vez mais afundam no conceito do público e da crítica, pelo menos nesse hemisfério do planeta. A aliança com a Obsidian, desse ponto de vista, é muito bem vinda. Mas não consigo botar muita fé nesse aqui. O tempo dirá se estou errado.





The Witcher 2 - Assassins of Kings

Data de Lançamento: 17 de Maio
Expectativa: 10/10

Comentário: é difícil descrever o quanto gostei de The Witcher. São tantas as suas qualidades, que nem sei exatamente por onde começar. Vejamos: um protagonista carismático; um excelente elenco de apoio; uma história envolvente e adulta; decisões com reais consequências; ótimas mecânicas de combate e de magia; bom equilíbrio entre os fatores tático e de ação; ótima direção de arte, que cria uma atmosfera cativante - ainda que sombria e decadente - como poucas vezes vi em um jogo; boa combinação de linearidade com liberdade de movimentação; e muito, muito mais. Leia aqui a resenha do blog, para maiores detalhes. The Witcher foi a grande surpresa de 2007. Merecidamente, foi eleito o RPG do ano para PC pela maioria da imprensa especializada, e catapultou sua desenvolvedora, a CD Projekt (também famosa pelo GOG.com), ao estrelato. Mas o jogo não captura de imediato. Ele vai envolvendo o jogador aos poucos, mas inapelavelmente. Na altura do segundo capítulo, este está irresistivelmente enfeitiçado. É doloroso chegar ao final da história e saber que a diversão acabou, que anos irão se passar antes de poder se aventurar novamente pelas belas e perigosas paisagens de Temeria.

Bem, essa hora finalmente está chegando. O tempo custou a passar, e as novidades são muitas. Uma nova engine irá oferecer gráficos mais sofisticados e cenários muito mais abertos, com pouquíssimas telas de carregamento. Sexo e nudez continuarão a fazer parte da experiência, mas de uma forma mais sutil. Leia-se: nada das divertidas cartas de nudez (veja aqui uma das mais discretas), que retratavam, em poses sensuais, as garotas seduzidas por Geralt (O personagem principal e o "witcher" do título). Culpa, provavelmente, do moralismo mal-humorado dos americanos. Se as cartas de nudez já eram, o mesmo não se pode dizer da velha gangue de Geralt. Vários conhecidos retornarão, entre eles a sexy feiticeira Triss Merigold, amante do herói, e seus grandes amigos beberrões - o bardo Dandelion e o anão Zoltan. A CD Projekt promete que as decisões tomadas durante o jogo afetarão ainda mais o mundo ao seu redor, os personagens que nele habitam, a predisposição das facções, e os rumos dos acontecimentos. Isso já era uma característica do primeiro título, mas a desenvolvedora quer levar tais consequências ainda mais longe. Os jogo terá nada mais, nada menos, do que 16 finais diferentes! Grandes aperfeiçoamentos são também esperados nas mecânicas de combate e de magia. Será possível, por exemplo, encadear golpes de diferentes estilos (leves, fortes, medianos) de modo bem mais fluído e natural. E não será mais necessário encontrar uma fogueira e meditar, para gerar uma poção a partir dos ingredientes básicos.

The Witcher 2 é um dos RPGs que eu aguardo com maior ansiedade e expectativa. Serão mais cinco meses de uma espera impaciente.







Torchlight 2

Data de Lançamento: Primavera 2011 (Final Setembro, início Novembro)
Expectativa: 6/10

Comentário: Para saber mais sobre o primeiro jogo, leia aqui a resenha do Blog. O problema de Torchlight é que ele herdou de Diablo não apenas suas virtudes, mas também os seus problemas. Em especial, senti falta de uma história mais robusta - é possível escrevê-la inteira em uma folha de caderno escolar. Para manter o jogador interessado e seguindo adiante, o jogo apostava apenas na progressão de poder, e na cobiça pelos despojos das batalhas. Ótimo para sessões curtas e casuais, mas muito pouco para sessões mais demoradas, que acabavam desnudando a jogabilidade rasa e repetitiva. Sem falar nas dores nos dedos. Apesar de ter sido um início promissor, espero mais ambição dessa continuação. Entre os aprimoramentos já divulgados, está a possibilidade do usuário customizar a aparência e o sexo do personagem. Além disso, as classes serão refeitas, e haverá quatro delas desta vez, novinhas em folha. O jogo contará ainda com alguns recursos multiplayer ponto-a-ponto, algo ótimo para disputas ou co-op em rede local.





Star Wars: The Old Republic

Data de Lançamento: Primavera 2011 (Final Setembro, início Novembro)
Expectativa: 7/10

Comentário: por mais que eu adore RPGs, nunca consegui me interessar o suficiente por sua vertente MMO (Massive Multiplayer Online). Os motivos não são poucos. Primeiro, não desejo que a minha diversão dependa diretamente da participação de outras pessoas. A maioria delas desconhecida e, pior, composta por aborrescentes mal-educados e entediados, cujo maior interesse não é desempenhar seu papel. E sim encher o saco, ofender as pessoas e melar o prazer alheio. Segundo, é um tipo de jogo que exige dedicação constante. Como meu tempo livre não é exatamente abundante, fica difícil. Terceiro, é algo que custa dinheiro - e todo santo mês! Quarto, a maioria das quests tende a ser genérica e repetitiva, já que normalmente não há uma história com início, meio e fim. Quinto, e não menos importante, eu quero ser o badass do universo do jogo. O rei da cocada preta, o fodão, o escolhido, o número um. E não apenas mais um herói meia-boca entre centenas de milhares de outros, todos mais ou menos equivalentes a mim. Qual a graça disso?

Essas reclamações não são exatamente novidade, e sei que muitos jogadores, principalmente os da velha guarda, pensam de forma semelhante. Todavia, a Bioware promete algo diferente com esse seu primeiro MMORPG. A desenvolvedora pretende colocar uma grande ênfase na história, nos diálogos e nos NPCs, trazendo para o multiplayer alguns dos principais atrativos de uma campanha single-player. Segundo a produtora, The Old Republic terá um conteúdo equivalente a mais ou menos uns cinco (!) Knights of the Old Republic.

Para quem não conhece, Knights of the Old Republic (ou KOTOR, para os íntimos) foi o embrião que inspirou o projeto The Old Republic. Trata-se de um excelente RPG lançado pela desenvolvedora canadense em 2003, em parceria com a Lucas Arts. Baseado no universo Star Wars, mas com mecânicas de jogo similares às do primeiro Mass Effect, a série conquistou o público e a crítica com uma jogabilidade acessível, uma história épica e personagens carismáticos e um tanto inusitados. Se o novo MMO da Bioware conseguir recapturar a essência de KOTOR, será um sério candidato a conquistar todos aqueles que, assim como eu, não aderiram à moda online. Estou torcendo.







The Elder Scrolls V: Skyrim

Data de Lançamento: 11 de Setembro
Expectativa: 10/10

Comentário: Junto com The Witcher 2, esse é, sem dúvida, o jogo que eu aguardo com maior expectativa. Eu adoro a franquia Elder Scrolls, e foi longa a espera desde o último exemplar da série, Oblivion. Ele e Morrowind, seu antecessor, me proporcionaram juntos mais de 600 horas de muita diversão, mesmo não os tendo explorado totalmente. Sobre Skyrim, exceto pelo teaser (vide abaixo), que revela muito pouco, não há nenhuma grande informação. Muitas novidades são esperadas para este mês, pois a Game Informer deve publicar uma extensa reportagem sobre ele. O que sabemos é que a história se passará em Skyrim (dã), uma província gelada e montanhosa, situada ao norte do território visto em Oblivion. Para veteranos desse jogo, Skyrim está na direção da cidade de Bruma, passando para além das montanhas que serviam de fronteira para o reino. O novo título usará uma engine novinha em folha, o que é uma excelente notícia. A velha Gamebryo já estava mesmo nos cascos. Com a nova engine, espero não apenas uma melhora substancial nos gráficos, mas também um maior realismo na modelagem dos personagens e das animações. Torço também para que os diálogos se tornem mais cinematográficos, nos moldes da série Mass Effect. Que a Bethesda escute os apelos dos fãs, e corrija os pontos fracos vistos em Oblivion, um jogo excelente, mas longe da perfeição. Decisões erradas como o levelling automático dos inimigos, e as toscas mecânicas de combate e de magia, precisam ser revistas. A verdade é que eu gostaria de ver minha wishlist inteira ser atendida! Só espero não cair do cavalo. Estando ele ou não com uma armadura.


 Estão dizendo que essa é uma imagem que vazou de Skyrim. Será?


[UPDATE] A Game Informer criou um hub para divulgação de novidades sobre Skyrim, e liberou a capa da edição dedicada ao jogo.


Mass Effect 3

Data de Lançamento: Final do Ano
Expectativa: 9/10

Comentário: Agora a briga é dentro de casa. E Shepard não pretende ficar de braços cruzados vendo a Terra ser destruída. Tirando o único teaser divulgado até agora (vide abaixo), não há nenhuma informação sobre o terceiro título da franquia, exceto que ele deve chegar lá pelo final e 2011 e terá a Terra como um dos focos centrais dos acontecimentos. Se Mass Effect 3 repetir a qualidade dos dois primeiros títulos, terá tudo para ser um dos grandes jogos do ano. Fica, todavia, o receio de que as pouquíssimas características RPG que sobreviveram sejam eliminadas. Pois a verdade é que Mass Effect 2 (leia aqui a resenha do blog) é um shooter. Com toques de RPG, admito, mas ainda assim um shooter. Se isso, por um lado, me faz sentir traído, por outro sou obrigado a reconhecer que a Bioware não deixou a peteca cair. Mass Effect 2 é um jogaço. Portanto, a expectativa é de que a sua continuação esteja no mesmo nível. Só não acabem com o pouco que resta de RPG na franquia, por favor.




Diablo 3

Data de Lançamento: Final 2011 (mais provavelmente no início de 2012)
Expectativa: 8/10

Comentário: Diablo pode não ter sido o primeiro RPG de ação, mas é, sem dúvida, o mais bem sucedido. Depois de um longo hiato (seu antecessor foi lançado há sete anos atrás!), finalmente a Blizzard sinalizou uma continuação para a franquia. Mas o caminho não tem sido sem percalços. O jogo já foi adiado uma vez, e nada indica que ele vá realmente ser lançado no final de 2011. Outro problema foi a revolta dos fãs mais tradicionais, irados com a nova direção de arte, que entrega um visual mais colorido e cartunesco. Influência, sem dúvida, do mega-mamute financeiro da produtora, World of Warcraft. Acredite, isso é apenas rabugice. O jogo está bonito, e pouco perdeu da aura sombria de seus antecessores. O jogador poderá escolher entre cinco classes, cada uma com suas próprias características: Barbarian, Witch Doctor, Wizard, Monk, e Demon Hunter. Ele poderá também optar pelo sexo que for mais conveniente, independente da classe escolhida. A Blizzard assegura que desta vez haverá um universo bem maior de customizações, de forma a assegurar que cada jogador tenha um personagem único. Provavelmente a Blizzard está se dando esse trabalho (na contramão da Bioware) para fortalecer o lado multiplayer do título. De fato, a produtora promete várias melhorias no serviço Battle.net. Resta saber se o acesso aos servidores será pago. De resto, Diablo 3 irá oferecer a mesma jogabilidade intuitiva que caracteriza a série, uma história (espero) emocionante e ambientes variados. Será possível inclusive revisitar Tristam e outras localidades bem conhecidas pelos veteranos. Embora RPGs clickfest não sejam exatamente os meus preferidos, confesso que me diverti imensamente com os dois primeiros títulos. Como a Blizzard não costuma pisar na bola, tenho razoável certeza de que irei me divertir muito com esse aqui também.










Espero retornar, ao longo do ano, a alguns desses promissores títulos, com um maior número de detalhes.

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6 comentários

  1. Excelente post, fui atrás de bons previews sobre os RPGs de 2011 e aqui minhas expectativas foram atendidas. Abraços

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  2. Marcos A. S. Almeida6 de janeiro de 2011 20:43

    Ô Wasner, não dá pra fazer com esse mesmo nível de detalhamento e competência sobre outro gênero não? Sei que dá trabalho, mas...

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  3. O titulo do post finaliza com uma interrogação, mas acabou pecando ao meu ver por mostrar muito entusiasmo.Explico: Só existe seqüências de jogos apresentados aqui e tirando witcher 2 e deus ex eu nao posso ter nenhuma expectativa pelo fato de eu não ter jogado os jogos anteriores(embora eu tenha jogado DA e ME1,2 não estou com muitas expectativas para estes). Interessante você ter citado a situação dos JRPGS e o fato de eles não terem inovado,mas infelizmente os RPGS das bandas de cá estão limitando muito o escopo das escolhas e conseqüência em prol de uma experiência mais cinematográfica,quase virando JRPGs. Não sou totalmente contra a massificação dos RPGS ou totalmente a favor de uma elitização do gênero para um público restrito, mas o que se vê por ai, infelizmente nunca vai poder agradar os dois públicos completamente por causa de complexificações fúteis e sem muita lógica ou para transformar a experiência em um shotter ou ação de 40 horas.

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  4. Acho, Breno, que a verdade está sempre entre os dois extremos. Também tenho receio de que um dia os CRPGs se transformem em apenas JRPGS ocidentalizados. Pesadelo. Mas acho que falta MUITO para isso ocorrer. Porém, tampouco penso que eles poderiam continuar a ser como eram em sua época áurea: por demais complicados e sem atrativos para o público mainstream que, no final, é quem paga as contas. Acho que as produtoras tem procurado um meio-termo, e mesmo com todos os problemas - perfeição é sempre um objetivo inatingível - elas têm alcançado bons resultados. Concordo que dificilmente elas agradarão TOTALMENTE a todos os públicos, mas elas tem conseguido agradar o suficiente para vender milhões de cópias e tornar o gênero novamente viável. Uma esperança dificilmente acalentada há um tempo atrás. Amigos meus que nunca tiveram saco para RPGs, e sempre acharam o gênero uma coisa de nerds, estão agora jogando com entusiasmo os "Mass Effects" e os novos "Fallouts" da vida. Console Gamers, que nunca tiveram contato senão com JRPGs, estão agora comprando RPGs ocidentais às baciadas. Fãs tradicionais, como eu, podem continuar contando com um portfólio amplo de RPGs sandbox, ou de jogos onde ainda existem consequências para seus atos (New Vegas e The Witcher, por exemplo) - ainda que não tanto quanto antigamente - ou mesmo com mecânicas mais complexas de combate, como Dragon Age (ainda que não se compare aos RPGs de antigamente). Certamente não é o melhor de dois mundos... mas é com certeza melhor - MUITO melhor - do que NADA. Além disso, essa mistura de gêneros - mesmo quando pende mais para o "outro lado" - está fazendo outros gêneros se tornarem mais interessantes também. Mass Effect 2 é um bom exemplo disso. Por último, hoje está ocorrendo uma evangelização de jogadores na cultura do RPG como nunca ocorreu antes. Talvez uma boa parte dessa turma queira dar vôos mais ambiciosos no futuro. Quem sabe? Mas o Everest não foi escalado em um dia. Um passo de cada vez.

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  5. Bom, minha expectativa é bem diferente em relação a alguns jogos. Deux Ex 3 está no topo da lista, afinal, como inúmeras publicações já afirmaram, se trata simplesmente de um melhores jogos de todos os tempos. Em 2000 foi realmente revolucionário.
    Já em relação A Skyrim... A Besthesda precisa dar mais liberdade ao jogador (como em Fallout 3), a maior parte da "quests" em Oblivion são terrivelmente lineares e em caminhos opcionais. OS diálogos são sofríveis. Os dungenons são apenas "copy em paste" uns dos outros. Enfim, acho Oblivion um dos jogos mais supervalorizados de todos os tempos, com um tremendo hype que não merece. Enfim, torçamos para o melhor para a série (aliás, acho MOrrowind muito mais RPG do que Oblivion).

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  6. Prezado Anônimo, eu também prefiro Morrowind a Oblivion e concordo com muitos dos defeitos apontados por você. Como disse em outro post (http://www.planetoidex.com.br/2009/06/problemas-que-deveriam-ser-corrigidos.html), quero ver esses (e outros!) problemas corrigidos. Mas Oblivion tem muitas qualidades também. E se ele falha em vários pontos do checklist do que um RPG deveria ser, outros também falham. Uns são lineares demais, outros não te permitem criar um personagem próprio, e por aí vai. No final, vai pesar o gosto pessoal de cada um. Oblivion tem inúmeros fãs (eu sou um deles, apesar de reconhecer todos os seus problemas) e certamente eles não acharam que toda a diversão que tiveram foi por conta de hype.

    Gosto é uma coisa complicada, não dá para levar a ferro e fogo. Eu, por minha vez, acho o Wii o console mais supervalorizado de todos os tempos, com um tremendo hype que não merece. Mas um porrada de gente não concorda comigo... imagino que eles tenham lá os seus motivos! ;)

    Abração!

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