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O Demo de Dragon Age 2: Confirmando Sombrias Previsões

quarta-feira, fevereiro 23, 2011 José Guilherme Wasner Machado 5 Comentários Categoria: , , ,

Isso nós também queremos saber, Flemeth (clique nas imagens para ampliar)

Há algumas semanas, fiz um post sardônico sobre como os jogos da Bioware estão se tornando parecidos com JRPGs. Mas, até então, eu realmente não achava que os meus piores temores se tornariam realidade. Sei lá, uma fé cega na competência da desenvolvedora canadense. Depois de baixar e jogar uma boa parte do demo de Dragon Age 2, o alerta vermelho disparou. Agora é oficial: estou preocupado MESMO.

Senão vejamos:


O mapa da região: Square Enix faz escola

  • Os cenários se assumiram de vez como "canyons virtuais" (melhor dizendo, como corredores virtuais), bem ao estilo dos JRPGs. Se vocês acham que eu estou exagerando, vejam o mapa acima e tirem suas próprias conclusões. Chega a ser ridículo. Hawke pode ser o maior badass de todos os tempos, mas não consegue contornar um pequeno cacto. Dica para os inimigos: usem cactos como escudos! Será que esse confinamento claustrofóbico mudará nas próximas fases? Não estou otimista.

Como assim, Hawke? Até minha sobrinha de 11 anos consegue pular esse cacto!

  • Leia agora este post sobre Final Fantasy XIII. Embora seja acidental, ele descreve bem o demo de Dragon Age 2. Dei boas risadas com esse testemunho do Kotaku e, agora, como punição, estou sentindo o drama na própria pele. No demo da Bioware, você combate um bocado, avança um pouquinho, vê um cutscene dispensável, combate mais um bocado, vê outro custcene meio inútil, dá mais três passos, assiste outro cutscene irrelevante, e por aí vai. Assim como Final Fantasy XIII, Dragon Age 2 também se resume a uma "simulação de movimento adiante". A julgar pelo que o demo nos exibe, você passará 90% do tempo lutando batalhas burocráticas contra inimigos genéricos, e assistindo a muitos cutscenes. MUITOS mesmo, pode acreditar. Por que não fazem um filme de uma vez? Peçam ajuda para a Square Enix - eles têm amplo know-how no assunto!

Cutscenes, cutscenes, cutscenes... prepare-se para um BOCADO delas.

  • Chega a ser irritante a quantidade de inimigos que o jogo lança contra você. Sem brincadeira, parece um Torchlight com equipes. E por mais que venham ondas e mais ondas de malvadões pouco inspirados, e por mais que você tome porrada deles, raramente correrá risco de morrer - exceto, claro, por algum evento programado, sobre o qual não terá nenhum controle. Esses combates repetitivos e burocráticos já eram um problema no primeiro Dragon Age. Mas pelo menos lá você tinha que suar a camisa.

Bem vindos de volta ao Nintendo 64. Compare isso aí com Oblivion, de 5 anos atrás.

  • Os gráficos? Em uma palavra: péssimos. Cores lavadas, texturas horríveis, cenários pobres. Exceto pelos personagens, que são bem modelados (mas nada de extraordinário), parece que estou num jogo do Nintendo 64. Coloque alguns mods gráficos em Morrowind, de 2003, e terá facilmente um jogo mais inspirador visualmente do que Dragon Age 2. A Bioware se defende dizendo que jogadores com placas DX11 terão melhorias substanciais (tenho lá minhas dúvidas). O resto, que morra à míngua. Tenho uma placa DX10 que, apesar de mediana, deve ter umas quatro vezes a potência gráfica de um xisboca ou de um PS3. Com ela, sou capaz de rodar qualquer título atual em 1080p, "com tudo ligado". Mas, em Dragon Age 2, sou obrigado a conviver com gráficos que fazem Oblivion, de cinco anos atrás, parecer um desenho moderno da Pixar.

A roda de diálogos para dummies.

  • A roda de diálogos de Mass Effect foi implementada aqui. Confirmando boatos, é exibido um ícone mostrando se a reposta será boazinha-cristã, sarcástica-engraçadinha, contemporizadora, provocadora, malvadona-cruel, e por aí vai. São os diálogos para dummies! Daí me pergunto: para quê mostrar algum texto, afinal? Hawke não irá mesmo pronunciá-lo da forma que está lá. Portanto, podem ficar só os ícones. Se é para emburrecer, vamos fazê-lo com alguma lógica.

A moça aí quer saber tudo sobre Hawke. Quisera sentir a mesma empolgação.

  • Da maneira abrupta como o jogo se inicia (pelo menos no demo), não dá para criar grande identificação com os personagens. E a tal "framed narrative" (*) aumenta mais ainda o distanciamento do jogador. Junte a isso um personagem pré-definido, além de intermináveis custscenes não-interativos, e fica a sensação de que você é mesmo um mero espectador, e não o protagonista. Considerando que Dragon Age 2 pretende ser um jogo de interpretação de personagens, é algo preocupante, para dizer o mínimo.

    (*) Obs.: para quem não sabe, sua história - ops, do Hawke - na verdade ocorre no passado, e está sendo narrada no tempo presente

Pelo menos sem inventário não ficaremos, embora ele estivesse bloqueado na demo.

  • Na primeira framed narrative, Hawke surge extremamente poderoso. Basta basta um golpe para trucidar seus inimigos. É uma completa carnificina, com sangue jorrando em profusão e vários membros decepados. Cabeças voam como bolinhas em um campo de golfe. Quem gostou de Spartacus: Blood and Sand se sentirá em casa. Inimigos mais poderosos, todavia, não são tão fáceis de derrotar, exigindo uma aproximação cuidadosa. O que salva, em parte, o fator tático.

Futebol em Dragon Age 2 se joga assim.

  • Quando o primeiro segmento se encerra, retornamos ao narrador, que solta uma risada e diz que vai recontar a história do início, dessa vez revelando como as coisas "de fato aconteceram". O jogador é então apresentado à tela de construção de personagem, onde pode configurar visualmente o seu Hawke, a exemplo do que ocorre com Shepard em Mass Effect. A história recomeça depois disso, com Hawke e seus familares fugindo dos Darkspawn. Dessa forma, o jogador terá à sua disposição uma equipe completa, podendo contar inclusive com uma feiticeira, ainda que o seu repertório seja bem limitado. Não apenas ela; todos os personagens estarão bem menos poderosos, já que se encontram no primeiro nível. Com esse downgrade, não é mais possível destruir os adversários como foice cortando mato. Eliminar as intermináveis ondas de inimigos genéricos será bem mais tedioso.

"Oops, foi mal, senhor!". Spartacus ficaria orgulhoso de Hawke.

  • A primeira framed narrative exibe o que provavelmente serão os poderes de níveis mais elevados. É uma maneira inteligente de sugerir aos usuários a "empolgação" que os espera, caso eles persistam no jogo. Todavia, é uma tática arriscada, já que muitos certamente se sentirão frustrados quando forem posteriormente "downgradeados" para o nível um.

A tela de Journal, onde o jogador pode conferir suas missões em andamento.

  • Apesar dos pesares, há algumas boas notícias para contar: a) o modo tático de batalha permanece (mas sem visão top-down); b) você poderá customizar visualmente seu personagem; c) a árvore de habilidades mantém uma razoável complexidade; e d) o inventário não foi eliminado. Enfim, Dragon Age 2 preserva mais características "RPG" do que Mass Effect 2, o que me dá alguma esperança.
  • Ah, o nariz do Hawke não vem sujo de fábrica. É um alívio, confesso.

As classes disponíveis. Qualquer semelhança com Diablo não é acidental.

Se o demo é uma amostra representativa do que nos espera em Dragon Age 2 - e tudo indica que sim - parece que a Bioware pavimentou mesmo o seu caminho em direção à jogabilidade típica das novelas interativas japonesas - leia-se: "JRPGs". A tendência já vinha de longa data. Compare, por exemplo, a liberdade e a complexidade de um Baldur's Gate com a de um Knights of the Old Republic. Mas essa mudança de filosofia se acentuou com Mass Effect 2, e agora se consolida definitivamente. O lado irônico dessa história é que um dos fundadores da empresa fez, há pouco tempo, uma severa crítica à estagnação dos JRPGs. Talvez ele precise olhar para o próprio quintal.

 Esse darkspawn também não anda muito feliz com a Bioware

É incrível como uma empresa resolve dar as costas ao seu glorioso passado, que lhe rendeu sucesso, público, prêmios, dinheiro e fama, preferindo mergulhar justamente em um estilo de jogo limitado, que vem rendendo críticas e prejuízos aos seus criadores. É como se Hitler, no meio da campanha contra a França, resolvesse aposentar seus aviões e seus tanques, substituindo-os por infantaria e trincheiras. É mais do que lamentável. É incompreensível.

Olhe bem para essa tela de levelling... pode ser a última vez que terá oportunidade de vê-la em um Dragon Age.

As esperanças, como se vê, estão minguando. Mas ainda existe alguma chance de termos um bom jogo. Talvez até mesmo um bom RPG. Se não for por mais nada, que seja um título com uma boa história e, quiçá, combates mais interessantes do que vimos até agora. Não é muito, mas é melhor do que nada.


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5 comentários

  1. Não concordo com sua afirmação que o game seguirá o estilo linear da Square, pois na propria demo podemos ter um breve acesso a uma das cidades do jogo, e já podemos perceber que ela possui um design parecido com as cidades do jogo anterior, com liberdade para quest secundarias , lojas e etc.
    O inicio da demo mostra a fuga da familia de Hawke de um ataque da blight, e quando voce está sendo perseguido por monstros armados com espadas não há espaço para exploração.
    Foi apenas uma questão de Level Design para forçar o jogador a continuar a fuga e aumentar a sensação de perigo e urgencia.
    A questão do downgrade é lógica pois se insere no contexto que antes o anão o retratou Hawke como uma lenda e depois como na realidade ele era na epoca: Um soldado raso tentando levar sua familia para longe da cidade atacada.
    Não considero que enfrentar inimigos fortes seja tedioso, pois para derrota-los é necessário usar de suas diferentes skills na hora certa e definir taticas coerentes para o grupo.Seria tedioso trucida-los com um golpe como foi visto na primeira narrativa.
    Todos os veiculos especializados afirmaram que os graficos foi um step up em relação ao prineiro jogo, e depois de jogar a demo posso afirmar que eles estavam certos. Agora os persoangens não tem mais aquela expressão de boneco de cera.
    Antes de mais nada deve-se comparar a evolução em relação ao primeiro jogo e depois fazer o vinculo a outros do genero.
    As diversas cutscenes se aproveitam dessa melhora para dar a história um estilo mais cinematográfico. Para isso a quantidade de cutscenes consequentemente aumentam (Mass effect é um ótimo exemplo de boa narrativa). Para um RPG com a qualidade da Bioware acredito que isso só agregue qualidade no produto final
    Achei sua analise tendenciosa focando apenas nos pontos negativos, por isso quis explorar um pouco do lado positivo das mudanças feitas pela Bio ware

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  2. Prezado Anônimo, vou tentar responder tudo, embora o tempo aqui esteja curto. Vamos por partes (vou ter que dividir a resposta em duas).

    1) Pela mesma lógica, eu poderia considerar a SUA análise tendenciosa. Se eu fosse ser tendencioso a algum lado, acredite em mim, seria em favor da Bioware, já que sou fã de longa data da desenvolvedora canadense, acompanhando seus RPGs desde o início da sua carreira. Além disso, adorei o primeiro Dragon Age, como deixei claro em minha resenha sobre ele, aqui no blog (http://www.planetoidex.com.br/2010/05/dragon-age-origins-uma-longa-resenha.html). Mas isso não significa fechar os olhos aos problemas.

    2) Se o design da cidade remete às cidades do jogo anterior, é algo que só tenho a lamentar. Como disse em minha resenha, a maior cidade do jogo anterior é EXTREMAMENTE pobre. É citada como gigantesca, mas temos acesso a apenas algumas ruas, becos fechados e uns pouco edifícios. Se você se contenta com isso, beleza. Eu não. Ainda mais comparando com a riqueza de jogos anteriores da própria Bioware. Basta comparar Denerim a Athkatla ou Baldur's Gate para notar o abismo que separa esses jogos. Dificilmente ficarei satisfeito com tão pouco.

    3) Oh, sim, a tática empregada para a perseguição é bem óbvia. Assim como a sua pobreza técnica. Outros jogos conseguem representar isso sem recorrer a espaços tão confinados. Só um cego não vê a crescente linearização dos jogos da Bioware, algo aliás que salta os olhos em Mass Effect 2, composto por corredores virtuais após corredores virtuais. E não é um ou outra cidadezinha um pouco mais aberta que mudará essa verdade, ou tampouco algumas quests paralelas. Lamento. Em todo jogo há alguma linearidade, mas há uma linha em que definitivamente um jogo pode ser definido como linear. Esse caso parece ser um deles.

    4) Em nenhum momento questionei a necessidade ou a lógica do downgrade. Apenas afirmei que pode ser uma técnica arriscada, pelo motivo listado. Vc leu mesmo o texto?

    5) Tampouco considero tedioso enfrentar inimigos poderosos. Muito antes pelo contrário. Adoro enfrentar inimigos fortes, que nos fazem empregar táticas - por isso jamais critiquei, por exemplo, o combate com o troll (pena que tais momentos sejam minoria absoluta!). O que considero tedioso é justamente enfrentar rencas e mais rencas de inimigos comuns e pouco inspirados, o que não demora muito a virar uma rotinac hata e tediosa. Pouquíssima tática é necessária na maior parte do demo, com Hawke enfrentando aquelas ondas e mais ondas de darkspawn repetitivos e esquecíveis. De fato, basta escolher alvos, deixar o jogo descer o sarrafo neles para vc, eventualmente escolher aqui e acolá algum golpe especial e daí partir para o próximo, sem pensar minimamente. Não gostei disso no primeiro jogo, e aqui a coisa está ainda pior. Se isso é suficiente para lhe emocionar, bom para você. Para mim, não é, infelizmente. Pessoas diferentes, valores diferentes.

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  3. (continuando...)


    6) A palavra de veículos especializados não compete com meu próprio julgamento, e espero que o mesmo seja verdade para vc. Ademais, ser mais bonito que o primeiro jogo não é vantagem alguma, já que os gráficos daquele eram péssimos, assim como vemos agora com a sua continuação. Os personagens de fato melhoraram. Mas isso eu destaquei no texto. Tem certeza mesmo de que vc o leu? Então obrigado pela "lição de review", mas minha impressão sobre os gráficos da série já ficaram claros desde a minha resenha sobre o primeiro título. E evolução de "porcaria" para "porcaria menor" dificilmente merecerá meus aplausos, com o que imagino que vc dificilmente discordará. Por fim, comparar com gráficos de um jogo de seis anos atrás é uma tática mais do que caridosa. É como colocar MIke Tyson para lutar com Popó, Popó sair vencendo e depois a torcida reclamar que não foi justo. Acho que não cola, desculpa.

    7) Esse seu argumento sobre os cutscenes é pura conversa fiada... Me parece desculpa de fanboy, coisa que você, pela inteligência do seu texto, NÃO demonstra ser. Temos inúmeros exemplos de jogos que não necessitam de tanta cutscenes para contar a história como ela deve ser contada, inclusive com uma pegada mais cinematográfica. Cutscenes em excesso é um recurso pobre, óbvio, pois tira das mãos do jogador a ação e a decisão (e, consequentemente, complexidade do código) e coloca-as na mão do desenvolvedor. Isso é muito fácil, trocar código e inteligência por um vídeo. Mass Effect, citado por você, tem um número grande de cutscenes, é bem cinematográfico, mas nem de longe se aproxima da quantidade vista nesse demo. Existe uma linha de limite, e essa linha parece ter sido cruzada pela Bioware, e com força. Quando tenho um cutscene, luto outra batalha e tenho outro cutscene, e daí dou meia dúzia de passos e vem outra cutscene, alguma coisa está errada. Estou ali para jogar, não para assistir um filme. Se vou assistir um filme, alugo um DVD e vou ver um filme BOM, não um medíocre. Por isso que não gosto dos jogos da Square Enix. Ah, só para ter noção, DA2 terá quase duas horas de cutscenes. Se isso lhe parece perfeitamente normal e desejável, fico feliz por você. Só não me peça para sentir o mesmo, pois vai fracassar redondamente...

    Enfim, não fiquei nem um pouco impressionado com o demo, apesar de torcer ardentemente para termos um jogo tão bom quanto a média dos jogos da Bioware, uma das minhas desenvolvedoras prediletas. Mas não vou atirar meu senso crítico pela janela, virar fanboy babão e aplaudir coisas que eu sempre critiquei em outros jogos, de outras desenvolvedoras, só porque agora vem de uma desenvolvedora que eu gosto. E não posso acreditar que você pense diferente nesse ponto.

    Por fim, meu nome está aí, debaixo da minha opinião. É porque eu endosso ela, é proque tenho convicção do que eu digo. Se vc sente o mesmo sobre o que afirma, não precisa postar como anônimo, não é? Fique à vontande, portanto, para assinar suas idéias e pontos de vista.

    Por último, peço desculpas por eventuais erros, mas tive que responder com uma certa rapidez.

    Abraços!

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  4. Olha, eu gostei da demo, eu achei os gráficos ok(se eu ligasse pra gráfico ia jogar crysis e viraria fan boy do jogo), e achei um grande salto em relação ao primeiro tanto pelo combate tanto quanto as skills, que estão estéticamente mais belas, sobre as custscenes acho que foi um vacilo, mas se bem que é começo de história, então achei algo bem normal(claro se for apenas no inicío), e bem, no começo de todo RPG é bem complicado, e tipo, achei a jogada do downgrade interessante, seria como um "olh ao que te espera daqui a 7lvl's", coisa que não acontecia no Dragon age:origins e até me fez parar por um tempo por não ter certeza de como meu warrior ficaria(ou faria), e tinha muita expectativa em cima do jogo, então acho normal existir esse tipo de coisa(embora eu tenha visto isso em um certo jogo de um cara que mata deuses....), e tipo, as lutas achei mais reais, pra mim só notei mudança nas animações, pq o combate em si continua o mesmo...
    Enfim, eu gostei da demo, mas devo dizer que esperava uma puta decadência ao ler o seu review.

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  5. Jogão. Muito bom. Ótimos gráficos. Mas não dá muita liberdade não. Pra isso tenho o GTA IV no PC também. Mas é um jogo que vale a pena.

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