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E3 2011: Minhas Impressões - Fãs, Core Kinect, Wii U [UPDATE]

quarta-feira, junho 08, 2011 José Guilherme Wasner Machado 6 Comentários Categoria: , , ,


A E3 pode ter lá os seus críticos, mas permanece como um dos principais eventos da indústria. O encontro deste ano trouxe uma penca de novidades, nem todas promissoras. Comento a seguir o que me chamou mais a atenção, dentro do escopo deste blog - tecnologia, mercado, (C)RPGs e PC Gaming, ok?

O triste espetáculo dos fãs

Como ocorre todo santo ano, tivemos mais uma boa amostra do comportamento lamentável dos fanboys das grandes proprietárias de plataformas fechadas de games. Sendo a psicopatia um conceito estranho para mim, a única explicação que ofereço é que esses sujeitos devem secretamente possuir uma fantástica cota de ações das empresas que idolatram. Só isso justifica tanto esforço na tresloucada e incondicional defesa dessas companhias. Para essa galera, nada do saudável ceticismo e do espírito crítico que todo consumidor deveria possuir. Poucos são os pés mantidos no chão, com fãs trocando tabefes para ver quem ganha o título de mais embasbacado. E ai dos hereges que não embarcarem na catarse coletiva. Ai dos filisteus que ameaçarem dizer um "mas...", "porém..." ou "todavia...". "Mas" o quê, cara pálida? "Porém" o cacete! Enfia esse "todavia" onde o sol não brilha! Guarde seu sarcasmo para você! Ninguém critica a minha empresa predileta!

Sim, a coisa ganha ares de religião e, se fogueiras não são erguidas para torrar os infiéis, é porque isso hoje dá cadeia. Não acidentalmente, a imprensa especializada (especialmente os grandes portais) parece acuada, borrando-se de medo de desagradar essa turba fanática. Enfim, um espetáculo deprimente, que em 2012 certamente irá se repetir. Pode apostar sua fortuna.

Kinect e o "Core Gamer"

CréCréCréCré-Créu! Crrrréééu! Crrrrrééééééu!

O que me chamou mais a atenção na conferência da Microsoft foi o esforço em associar o Kinect aos jogos "hardcore". Controles de movimento, via de regra, estão fortemente associados a jogos casuais, especialmente os chamados "party games" e os "jogos sobre trilhos" (onde a movimentação do avatar do jogador é limitada e pré-determinada). Pesam dúvidas sobre a capacidade de tais dispositivos mapearem um conjunto complexo de comandos, requisito básico para jogos mais sofisticados. Eu já dei minha opinião sobre esse assunto há dois anos (leia minha argumentação aqui e aqui), e esta E3 não mudou minha forma de pensar. A Microsoft, todavia, quer provar o contrário, demonstrando que o Kinect pode, sim, assumir tais tarefas complicadas. Mas se foi essa a intenção, o tiro saiu pela culatra. Em jogos hardcore, o Kinect foi usado apenas de forma marginal e alternativa, com o gamepad permanecendo insubstituível e 100% independente. No caso de Mass Effect 3, por exemplo, a interação com o Kinect se reduz a comandos vocais básicos para a equipe do jogador e para seleção de diálogos. Esses comandos, claro, podem ser feitos também via gamepad, de uma forma mais rápida e precisa, e sem incomodar a patroa que deseja dormir no quarto ao lado. Nada, portanto, que justifique a aquisição de um dispositivo de 150 dólares. Alguns poderiam argumentar que o próximo Fable usará o Kinect de forma mais abrangente. Porém (sim, há um "porém"!) o jogo passará a ser "sobre trilhos". Dessa maneira, é apenas mais uma exceção que confirma a regra. O mesmo se aplica ao novo Star Wars Kinect, outro jogo que usará o dispositivo de modo mais consistente. Será que essa realidade poderá mudar no futuro? Talvez. Mas eu não prenderia a minha respiração por isso.

Nintendo e o "Wii U"


O momento mais importante da conferência da Nintendo foi a confusa demonstração do "Project Cafe", agora oficialmente denominado Wii U ("We You"). Ao final do evento, ninguém sabia direito se o dispositivo era apenas um controle para o Wii, se era o novo console propriamente dito, ou se haveria um console convencional à parte, alimentando-o. A última hipótese acabou se revelando verdadeira. A julgar pelas especificações anteriormente divulgadas, o novo aparelho não é a "inauguração da oitava geração", como alguns afoitos se apressaram em afirmar, mas tão somente a chegada da gigante japonesa à sétima geração, com cinco anos de atraso. A menos que a Nintendo acrescente mais musculatura ao aparelho - uma decisão que eu julgaria sábia a essa altura - o Wii U deve ser apenas um pouco mais potente do que seus concorrentes, o que deve manter uniformes os títulos multiplataforma.

A grande novidade do Wii U é que seu controle possui uma tela touchscreen de 6.2 polegadas, e lembra bastante um tablet. A Nintendo, como sempre, veio com o manjado discurso marqueteiro de "Nuncaantesnessepaís" (ou melhor, "nunca antes nessa indústria"), contando vantagem de como teria "criado" o mercado de casuais - o que não é verdade - e como o novo dispositivo iria, pela primeira vez, satisfazer "casual gamers" e "core gamers" em uma única plataforma - o que também não é verdade. O Xbox 360, com seu Kinect, e o PS3, com seu Move, já conquistaram esse título com antecedência. E o PC já havia alcançado tal status há muito tempo. Para encerrar, a Big N soltou o inevitável "nosso novo console mudará a forma como todos jogamos". Já ouvimos esse discurso antes e - novidade! - também não se tornou uma realidade. Os gamepads continuam aí reinando supremos e inabaláveis. O próprio controle do Wii U parece uma capitulação a essa verdade. Em meio a tanta contação de vantagem sobre a concorrência, a Nintendo esqueceu de dizer que o material exibido das terceirizadas era na verdade chupado de versões para Xbox 360 e PS3. Ops. O engraçado é que não faltaram fãs que afirmassem que os gráficos pareciam melhores que os dos concorrentes. Ops, de novo.


Controvérsias à parte, a Nintendo descobriu que não pode abrir mão dos jogadores tradicionais. São eles que adquirem vários jogos e que mantêm o indispensável rio de dinheiro fluindo para os cofres da empresa. A imagem de milhões de Wiis acumulando poeira nas casas de seus proprietários casuais deve estar assombrando os executivos japoneses. Portanto, não é exatamente uma surpresa tal reviravolta na estratégia da companhia. E ela, de fato, tem grandes chances de obter sucesso dentro dos rincões mais convencionais da comunidade gamer. Afinal o console é um pouco mais poderoso do que os rivais e contará com a forte linha de exclusivos da Nintendo, de qualidade inquestionável. Para quem só possui dinheiro para um console (a grande maioria) e está começando agora (bem...), ou pretende comprar um segundo (ou um terceiro) aparelho, é uma muito bem-vinda alternativa.

Com relação aos casuais, não sei se a estratégia será tão vencedora. O Wii está aí para demonstrar que tudo é possível, admito. Mas é importante perceber que vivemos em uma época diferente agora. Tablets e smartphones vêm dominando a atenção do mercado casual, e acho pouco provável que essa tendência mude. Se o sujeito já tem um iPad ou equivalente, um aparelho poderoso, ergonômico, de design incomparável, polivalente, com um hardware Estado-da-Arte, que não precisa de um console fixo para funcionar, que já possui milhares de joguinhos casuais, muitos deles de ótima qualidade, por que motivo investiria 250 a 300 dólares em um aparelho especializado e limitado? Até a aparência do controle do novo console é um lembrete ao possível comprador casual de que ele tem opções mais interessantes e flexíveis à sua disposição. E se esse comprador possuir um Wii enchendo de poeira na sala, mais difícil ainda será convencê-lo a embarcar numa nova aventura.


O que poderia mudar essa percepção, como sempre, é o software. Nisso, convenhamos, a Nintendo entende do riscado. Ninguém pode dizer que a gigante japonesa não sabe fazer excelentes jogos. Se souber entregar títulos casuais/sociais que chamem a atenção da mídia para além do nicho gamer, ela pode conquistar uma fatia desse público. Mas não vejo o Wii U repetir o mesmo sucesso do seu irmão mais velho, pelo menos na arena casual. De resto, é bom que a Nintendo pense bem a sua estratégia e trate de entregar jogos que realmente utilizem o novo hardware de uma forma criativa e original (não vejo isso acontecendo nas terceirizadas), porque o tal Wii U tem potencial para se tornar o maior miicu da história dos videogames. Não por acaso, logo após o anúncio do novo aparelho, as ações da companhia caíram para o menor patamar em cinco anos. Ou seja, não são poucos os que não embarcaram no esperto marketing da empresa. Para piorar a situação, a Sony já afirmou que é perfeitamente possível reproduzir o conceito do Wii U com o uso conjunto do PSVita e do PS3, o que minaria até mesmo sua exclusividade. Para sorte da Nintendo, ainda falta algum tempo até o lançamento do novo console, previsto para o ano que vem. Até lá, será possível fazer ajustes na estratégia. É recomendável que ela não subestime a concorrência. E nem o público.

Na segunda parte desse artigo, Sony, Mass Effect 3 e Skyrim.

[UPDATE - 14/06/2011]
  • Segundo um educado leitor (vide abaixo), nem todos os jogos de terceirizadas exibidos na conferência da Nintendo eram capturados dos consoles rivais. Então tá. Fica aí a ressalva.
     
  • Molyneux agora jura de pé junto que Fable: Journey não será sobre trilhos, e que foi tudo um terrível engano. Ok, Molyneux, se você diz, a gente acredita. Vamos aguardar novidades sobre o título então, e como será sua integração com o Kinect.
     
  • Publicada a segunda parte das minhas impressões sobre a E3 2011: Skyrim, Mass Effect 3.
     
  • (via Geeks Are Sexy) Ótima tirinha do Dorkly tira sarro com a Guerra dos Controles. Clique para ampliar:

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6 comentários

  1. Sem querer ser chato, mas vc começou falando de fanboys, sendo que, por esse texto, vc mesmo pareceu ser um dos grandes. Se brincar, sonysta (ou talvez um PCista), afinal, cade as criticas a Sony? A apresentação do PSVita foi, no maximo, mediocre, eles tentando empurrar 3D em cima do pessoal de novo (sim, pela segunda vez) foi vergonhoso.

    Vc também falou uns bons absurdos nesse texto. Por exemplo, "o Xbox 360, com seu Kinect, e o PS3, com seu Move, já conquistaram esse título com antecedência".

    Não, cara, simplesmente não. Kinect vendeu bem, mas os infelizes que o compraram certamente não mais o estão usando. Simplesmente não tem jogo pra ele, e os que tem, funcionam de forma completamente porca. Não se ouve mais falar de Kinect em lugar alguma. Só a própria MS é que está tentando reviver essa coisa.

    O Move tá na mesma situação. Teve clone do Wii Sports Resorts e mais o que? Mais nada. Ele só tá sendo usado com "opção", como um "extra" pra meia duzia de jogos tipo Killzone e Virtual Tennis. E ninguém tá usando a opção de jogar com o Move (em muitos jogos, inclusive, ele nem sequer está funcionando bem).

    Esses dois acessórios foram dois completos FAILs. Não tem como afirmar que eles tão agradando casuais, pq, cara, eles NÃO estão.

    Além disso vc está falando algumas outras besteiras sobre o apresentação da Nintendo. Os jogos usados na apresentação estavam rodando no PS3 e 360?

    Não, não inventa informação. Somente alguns deles estavam rodando em outras plataformas (Ninja Gaiden e Battlefield 3). Em relação aos outros, as empresas já confirmaram que estavam rodando no Wii. Darksiders II estava, por exemplo. Ghost Recon também estava rodando no Wii U (tanto que tinha um demo lá pra todo mundo jogar). Aquele do Alien da SEGA também já foi confirmado que está rodando no Wii U. O Tekken mostrado era exclusivo, portanto, não tinha como estar rodando em outro lugar.

    Outra coisa, nem teve isso de "a Nintendo esqueceu de dizer", pois foi o próprio presidente da Nintendo of America que deu essa informação aos jornalistas logo depois da apresentação. =/

    Enfim, quando der informação, faça o favor de dar ela completa. Não manipule, não invente.

    Não vou nem tentar comentar o resto do texto pq, sinceramente, fanboyismo total.

    Alias, se vc quer dar uma da fanboy, sem problemas, está no seu direito. Mas, pelo menos, seja honesto. Não tente dar uma de imparcial pq dá pra ver que vc não é.

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  2. Se é tão seguro do que está dizendo, não se esconda no anonimato. Assine sua mensagem com sua conta do gmail. Desse modo, parece que vc não se garante. Não precisa ter medo, sou totalmente inofensivo. Pode acreditar.

    Sobre a Sony: se você realmente leu o texto, deve ter visto logo lá no final que ela ficou para um PRÓXIMO post. Teria se poupado um bocado de trabalho e conjecturas se tivesse lido com atenção. Mas é importante que o leitor - qualquer leitor - entenda uma coisa básica por aqui: por mais medíocre ou entusiasmante tenha sido a conferência del, não me sinto nem um pouco obrigado a escrever uma linha que seja sobre o tema. Isso aqui é um blog pessoal, sobre assuntos que interessam a mim, e não tenho qualquer obrigação em satisfazer as expectativas de quem quer que seja, ou abordar de forma igual as três plataformas fechadas. De fato, como vc próprio observou, tenho aqui todo o direito de ser imparcial, se desejar. E, se for, pode ter certeza que não tenho menor intenção ou necessidade de disfarçar. Provavelmente irei gritar aos quatro ventos. Não está feliz? Por favor, senhor, desça pela porta dianteira. Cuidado com o degrau. Obrigado.

    Sobre a questão Move versus Kinect: sim, eu sei que eles estão se enchendo de poeira. Concordo totalmente. Por sinal, exatamente como os wiimotes. São TRÊS FAILs, na verdade. Coisa que eu sempre imaginei que seriam. Nunca embarquei na catarse coletiva em torno dessa tecnologia. Como, aliás, citei no texto - acompanhe os links listados, caso tenha curiosidade. Mas aí temos um problema: o que aparenta ser uma dificuldade de interpretação de texto, da sua parte.

    Quando a Nintendo afirma que o console dela será o primeiro capaz de atender, *potencialmente* (afinal, ele não existe ainda), a hardcores e casuais, ela está dizendo uma inverdade, que você concorde com isso ou não. A partir do momento em que a Sony a a Microsoft acrescentaram sensores de movimento as suas plataformas, elas também se tornaram capazes de, *potencialmente*, agradar ao público casual (pelo conceito que a Nintendo faz disso). Além, claro, do público "hardcore", que já atendiam plenamente. Se depois viram jogos bons ou não, não interessa. Afinal, estamos tratando aqui de capacidade potencial das plataformas. Bem, o potencial está ali. E antes do Wii U. Que, pelo que eu saiba, sequer foi lançado, não é? Então também não dá p/ afirmar ele irá agradar casuais e hardcores, o que faz dos caras da Nintendo uns "mentirosos", "inventores" e "manipuladores".

    Na minha humilde opinião (que vai contra o que a Nintendo defende), a capacidade para agradar jogadores casuais ou hardcore dificilmente necessita de dispositivos como wiimotes, wii-tablets e afins.O PC agradava casuais muito antes dos controles de movimento aparecerem, e agora os tablest e smartphones também o fazem. Mas se a Nintendo aparece com uma afirmação forte como essa, posso contradizê-la pelas regras que ela própria estabeleceu anteriormente: que o Wii conquistou os casuais graças aos seus "revolucionários" wiimotes.

    Sobre citar os problemas do Move, não é objetivo deste post fazer comparação entre sensores de movimento e sim para post intitulado "Comparativo Tecnológico Entre Sensores de Movimento - Qual o Melhor"? Mas esse é um blog pessoal e o assunto não me interessa tanto assim. Então, desculpa, não vai rolar, e imagino que vc permanecerá indignado. Já nesse post aqui, como o título lá em cima indica (interpretação de texto...), o escopo se resume ao que foi mostrado na E3 2011. Se o Move vem sendo tão mal utilizado quando o Kinect, é um problema da Sony e certamente não é material para o presente post. Mas já que você parece tão preocupado que eu esteja, digamos, na "torcida adversária", eu sequer tenho um PS3. E não pretendo adquirir um.

    (continua abaixo)

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  3. (continuando)

    Sobre "inventar": lamento que pense assim, mas não preciso disso. Não ganho nada com essa prática, exceto, claro, a aparição de gente agressiva e sem educação como você. Algo que dificilmente ambicionaria. Fiz apenas uma referência superficial ao que foi amplamente noticiado na mídia especializada, que não aparenta ter achado o ocorrido tão trivial assim. Se esse ou aquele título estava rodando no Wii U, é apenas detalhe, e dificilmente poderia ser usado como desculpa. Isso deveria ter sido colocado pela Nintendo de modo claro, durante a própria apresentação, não depois. É minha opinião. Errei, sim, por não colocar as palavras "parte do" antes de "material", pelo que me desculpo. Ficaria mais correto, concordo 100%. De resto, se acha que estou inventando e manipulando, bem, o que não falta por aí são sites de games. Sirva-se.

    Se alguém não entendeu o cerne desse texto até o momento, deixo claro de uma vez: isso aqui é um blog pessoal, leve e descompromissado. Não é um portal noticioso e profissional, muito menos um "edital de concurso", ou talvez uma "proposta de emenda à constituição". Se eu tiver que me preocupar com cada leitor vasculhando o que escrevo com uma lupa, procurando falhas semânticas para me achincalhar, simplesmente deixaria isso tudo para lá e ia bater papo com meus amigos no boteco. Eles são normais.

    De resto, duas coisas:

    Primeiro, gaste toda essa raiva e agressividade com coisas que realmente valem a pena. Games com certeza não valem, acredite. Se joguinhos eletrônicos deixam você alterado assim, inclusive com completos estranhos, procure um passatempo mais saúdável. Simplesmente não é bom para você.

    Segundo, você pode mandar a crítica que bem entender. A seção de comentários não é só para quem concorda comigo. É do debate que se evolui. De repente, até aprendo coisas novas e desaprendo outras erradas, o que é ótimo. Cresci muito assim. Mas faça uso de um pouco mais de respeito do que demonstrou até aqui, ou simplesmente deletarei suas mensagens, em vez de perder meu tempo novamente. Isso aqui não é um fórum público, não é o twitter, tampouco é uma democracia. É minha "casa", e se vc não tem maturidade ou educação para ser civilizado e cortês com seu anfitrião e com uma divergência de opiniões, pode muito bem permanecer lá na soleira da porta.

    Resumindo: se discordar de algo que escrevi, ou quiser apontar uma falha ou correção no texto, faça-o com educação e respeito. Da mesma maneira que eu agiria no seu blog.

    Abraços.

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  4. Estava lendo o texto de forma séria, comparando suas impressões com as minhas, mas... A legenda do "créu" naquela foto me fez rir alto aqui! Principalmente pq fiquei imaginando uma espécie de Funk Hero sendo lançado pro Kinect no Brasil. Parei de rir quando me toquei que, se as empresas de jogos continuarem a vir p/ cá, é algo bem capaz de acontecer. *Medo*

    Acho engraçado notar que o tom usado pelo tal Anônimo é parecido demais com os de religiosos, futebolistas, vegans e etc fanáticos. Não tenho nada contra religiosos, futebolistas, vegans e etc. Mas tenho tudo contra fanáticos. O fanatismo é quase como um vírus que se apodera do cérebro e o torna escravo de uma idéia (conceito muito bem explicado, de forma simples, por Dan Dennet aqui: http://youtu.be/o9Vs11goU6c) e torna a pessoa "infectada" incapaz de argumentar racionalmente.
    Entendo perfeitamente pq precisou dar resposta, Wasner, mas no seu lugar eu não teria paciência de perder meu tempo com isso e teria simplesmente rejeitado o comentário.

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  5. Obrigado, Bruno!

    A idolatria que os "istas" dedicam às suas marcas prediletas é algo se assemelha a um culto religioso, com lendas, dogmas, santos, demônios e profetas sagrados. É um mundo em preto e branco, sem tons de cinza. Ou você é amigo, ou é um dos inimigos. Simples assim.

    Sua sugestão de cortar sumariamente esses malas é excelente. Cada minuto perdido com esses caras é um minuto a menos que eu podia ter aproveitado em algo mais útil, como escrever novos posts pro blog. Vou adotar entusiasticamente a idéia daqui para frente! ;)

    Abração!

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  6. Realmente a desenvolvedora da Kinect está certa em colocar que seu sitema funciona em jogos "hardcore",relamente com alguns ajustes e criatividade tem sim como colocar toda a complexidade de movimentos e ações de um jogo para serem controlados atraves do Kinect de fato é verdade. O que impede do Kinect fazer sucesso com os jogadores hardcore,sao os proprios jogadores,vamos colocar por exemplo um jogo de futebol,imagina se conseguirem colocar todos os dribles aparti mesmo que seja de movimentos simples feito pela pessoa em pé olhando na tela,logo apos vinte minutos de uma unica partida com seu primeiro amigo ele vai aguantar jogar mais 20 minutos e mais 20? O FATOR REALMENTE LIMITANTE NO KONECT É O PROPRIO JOGADOR.

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