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25/07/2012

Dragon Age 2 - Uma Resenha (Parte 2)

"Garotas, garotas... não briguem por mim!"

Prossigo aqui a resenha sobre Dragon Age 2. Você pode ler a primeira parte aqui. Não se preocupe, não há spoilers em nenhum dos textos.

Antes do lançamento de Dragon Age 2, manifestei preocupação com a aparente irrelevância de um sistema de classes onde todos aparentavam ser clones do Kratos (God of War). Para meu alívio, essa preocupação se revelou infundada. Guerreiros, magos e ladrões se comportam de forma bastante distinta em combate. Cada classe possui árvores específicas de habilidades e, mesmo entre estas, é possível definir certas especializações. Por exemplo, um guerreiro pode optar por se tornar um "tanque", com grande ênfase em defesa. Um mago pode concentrar seu aprendizado em magias ofensivas. Ou, quem sabe, em feitiços de cura e proteção. Um ladrão pode se especializar em ataques à distância, ou favorecer a aproximação sorrateira e ataques de surpresa pela retaguarda. O jogo faz bom uso dessa variedade ao apresentar um cast de companheiros com habilidades bem distribuídas, facilitando ao jogador optar por aqueles que mais se adequam ao seu estilo de jogo ou a uma missão específica.

20/07/2012

Dragon Age 2 - Uma Resenha (Parte 1)


Hawke... sempre se exibindo.

Concorde você ou não com a filosofia dos RPGs da Bioware, é inegável o capricho e o cuidado com que ela sempre tratou sua propriedade intelectual. Todavia, em sua fornada mais recente, a companhia revela um desleixo, uma preguiça, e até mesmo um amadorismo, que desmerece todo o seu histórico de competência e qualidade. O primeiro exemplo disso é o infame final de Mass Effect 3. Sem entrar no mérito da história, o fato é que o segmento em questão é extremamente mal produzido e em total desacordo com o alto padrão estabelecido pelo próprio jogo. Como se o prazo e o orçamento tivessem subitamente se esgotado, obrigando a empresa a se sair com uma solução improvisada e meia-boca.

Dragon Age 2, tragicamente, segue pelo mesmo caminho. Só que aqui a economia porca se reflete no jogo inteiro, um caça-níqueis feito nas coxas, para aproveitar o momentum criado por seu antecessor. Já constatamos isso pelo irracional prazo de desenvolvimento imposto - pouco mais de um ano, quando o normal para um (bom) RPG é pelo menos três vezes esse tempo. O resultado é que não há espaço para muito amor ou idealismo artístico por aqui; apenas o frio pragmatismo econômico. Dragon Age 2 é exclusivamente um produto, e nem sequer um bom produto, já que repete e amplia os defeitos do primeiro jogo da série, sem herdar quase nenhuma de suas muitas qualidades.

29/06/2012

Tablets e RPGs Old School: Goiabada com Queijo


Há alguns anos, escrevi um artigo sobre como os tablets poderiam se tornar os veículos perfeitos para RPGs antigos. Com a explosão do uso desses dispositivos, a hipótese está se tornando, aos poucos, uma realidade. Vários RPGs retrô foram portados para o iPad e, ao que tudo indica, estão vendendo muito bem. Mas o melhor ainda está por vir. Dentro de mais alguns meses, veremos o grande (re)lançamento de Baldur's Gate, em uma versão com interface melhorada, maior resolução (infelizmente por upscaling) e conteúdo extra. E um pouco mais para frente, será a vez da sua continuação, Baldur's Gate 2: Shadows of Amn. Ambos para PC e – vejam só! - para o iPad também. Apelidados de BGEE e BG2EE (o "EE" significa "Enhanced Edition"), os dois jogos serão lançados já com todas as expansões incluídas. O leitor deve ficar atento a esse anúncio. São jogos excepcionais e que estão constantemente na lista de melhores de todos os tempos. Sou particularmente fã de Baldur's Gate 2. É o meu RPG predileto.

08/06/2012

E3 2012 - Wii U: Aposta Arriscada da Nintendo?

O Wii U e seu colossal controle tablet-like

Quem lê este blog sabe que não gosto muito da idéia de plataforma proprietária de hardware para jogos (leia-se: consoles). Por mim, haveria padrões abertos, permitindo a entrada de um maior número de players nesse mercado e eliminando os pesados royalties que as desenvolvedoras/produtoras são obrigadas a pagar. Mas essa é uma longa discussão, que já foi abordada em outros posts e não é tema do presente texto. Gostando ou não, consoles são uma realidade atual da indústria de games, e seria tolice ignorá-los, mesmo num blog dedicado primordialmente ao PC Gaming. Até porque esses aparelhos atuam como "âncoras tecnológicas" de todo o mercado, segurando a evolução dos jogos onde estes dependem fortemente do hardware disponível: gráficos, inteligência artificial, física, quantidade de objetos/NPCs em cena, etc. Por isso, acho que vale analisarmos a proposta do Wii U da Nintendo, o único console de nova geração (será?) exibido na E3 2012 .

31/05/2012

Jedi Knight: Jedi Academy - Uma Pequena Resenha


O Steam disponibilizou recentamente um imperdível pacote com todos os jogos da clássica série Jedi Knight. O preço está uma pechincha: apenas 13 dólares. Para aqueles que nunca tiveram contato com a franquia, mas gostam de jogos de ação e do universo de Star Wars, é uma boa oportunidade. Dos quatro títulos que compõem o pacote do Steam, eu só havia jogado Jedi Academy. Tinha excelentes lembranças do título e de algumas de suas fases mais marcantes. Aproveitei então a chance de revisitar esse antigo favorito. A ótima notícia: ele envelheceu muito bem.

18/05/2012

Por Uma Maior Variedade Temática nos RPGs

"Não devia ter matado Liara, Django..."

O gênero RPG oferece inúmeras possibilidades para se contar uma boa história. Pena que "variedade temática" não seja uma delas. A esmagadora maioria dos jogos, de uma década para cá (e mesmo antes disso), aposta no que chamamos de "high fantasy". Ou seja, o tradicional mundo "medieval", governado pela magia e pelas espadas, e recheado de elfos, orcs e anões. Elder Scrolls, Diablo, Kingdoms of Amalur, Dragon Age, Legend of Grimrock, Torchlight, World of Warcraft, The Witcher, Fable... a lista é gigantesca demais para se esgotar aqui. Outros títulos - em bem menor quantidade, note-se - procuram fugir desse lugar-comum, apostando na também familiar ficção científica. É o caso de Mass Effect, Deus Ex: Human Revolution, Star Wars: The Old Republic, Borderlands, Fallout, etc. Mas a ousadia não vai muito além disso.

Claro, existem algumas poucas exceções a essa regra. Podemos citar a abordagem "pirata" de Risen 2, ou o "steampunk" de Arcanum, mas a verdade é que, mesmo nesses casos, eles são por demais similares ao tema fantasia para representarem uma real diferença. São poucos os desenvolvedores que se arriscam a explorar caminhos radicalmente diferentes. É fácil de entender. RPGs são caros, demorados e complexos de se desenvolver. Quem deseja arriscar seu trabalho e seu pesado investimento em uma temática que pode não ser atraente ou familiar o suficiente para o grande público?

08/05/2012

Mass Effect 3: Uma Resenha


(atenção: essa resenha NÃO contém spoilers)

Com Mass Effect 3, a saga de Shepard e dos Reapers chega ao fim. É uma despedida triste. Não pelo controverso final (mais sobre isso adiante), mas simplesmente porque não tornaremos a encontrar aqueles personagens a que tanto nos apegamos. Mesmo com todos os problemas, os títulos da Bioware sempre tiveram sucesso em estabelecer um forte vínculo emocional com o jogador, e isso se deve muito aos seus protagonistas. Aqui não é diferente. Tali, Liara, Garrus, Miranda, Joker, tantos outros... vimos esses NPCs passarem de meros anônimos virtuais a companheiros cuja sorte nos interessa de perto.

12/04/2012

Mass Effect, a Dois Passos do Inferno

De quem são as ótimas músicas utilizadas nos trailers de lançamento de Mass Effect 2 e Mass Effect 3? A resposta está a seguir. Divirta-se!

22/03/2012

Mimadinhos, Paladinos da Arte e o Final de Mass Effect 3. Ou: O Falso Dilema do Ano


"Minha casa caiu..."

(atenção: NÃO há qualquer spoiler nesse texto)

Retorno, mais uma vez, para comentar o desenrolar dos acontecimentos envolvendo a tal petição para disponibilização de um novo final para Mass Effect 3. Pois bem, a Bioware resolveu atender ao pedido dos reclamantes, e comunicou que oferecerá um final extra e alternativo sob forma de um DLC. Foi o suficiente para detonar de vez um colossal quiprocó no seio da comunidade gamer. A racionalidade que ainda restava - se é que restava alguma - foi, sem trocadilho, para o espaço.

Sejamos francos. O universo gamer sempre foi assim, um eterno Fla-Flu. Pessoas abraçam cegamente causas que, não raramente, não fazem sentido algum. E não porque realmente se importam com elas, mas simplesmente porque desejam aniquilar o grupo rival. Nessas, qualquer consideração a fatos ou lógica acaba subjugada. A recente discussão não foge à regra. De um lado do ringue,  "Mimadinhos" que exigem tudo a seu modo e que encontraram uma empresa disposta a atender aos seus "caprichos". Em troca, claro, do vil metal. Do outro lado, os "Paladinos da Ética Artística", em sua eterna luta contra o capitalismo malvado. Quem vencer leva o troféu "Falso Dilema do Ano". Galvão Bueno, dizem, está escalado para narrar.

20/03/2012

A Petição para Mudança do Final de Mass Effect 3: Uma Opinião (sem spoilers)


Quem acompanha o universo dos games deve ter tomado conhecimento da petição para alteração do final de Mass Effect 3. Realmente não sei dizer qual a motivação: se porque o final é triste, sem alternativas, pouco esclarecedor ou simplesmente mal escrito. Não sei. Ainda não completei o jogo, e estou evitando ao máximo tomar conhecimento de spoilers. Mas o que se debate aqui não é o final em si, mas o episódio e a repercussão que ele causou.

Antes de mais nada, uma observação: este texto não se refere aos babacas que criticaram sem sequer jogar o título, ou que torpedearam o Metacritic de maneira gratuita e destrutiva. Lembro que nem todos os críticos estão nesse mesmo balaio, e podem - por que não? - ter razões genuínas para as reclamações. Do ponto de vista deles, é claro.