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E3 2012 - Wii U: Aposta Arriscada da Nintendo?

sexta-feira, junho 08, 2012 José Guilherme Wasner Machado 40 Comentários Categoria: , , ,

O Wii U e seu colossal controle tablet-like

Quem lê este blog sabe que não gosto muito da idéia de plataforma proprietária de hardware para jogos (leia-se: consoles). Por mim, haveria padrões abertos, permitindo a entrada de um maior número de players nesse mercado e eliminando os pesados royalties que as desenvolvedoras/produtoras são obrigadas a pagar. Mas essa é uma longa discussão, que já foi abordada em outros posts e não é tema do presente texto. Gostando ou não, consoles são uma realidade atual da indústria de games, e seria tolice ignorá-los, mesmo num blog dedicado primordialmente ao PC Gaming. Até porque esses aparelhos atuam como "âncoras tecnológicas" de todo o mercado, segurando a evolução dos jogos onde estes dependem fortemente do hardware disponível: gráficos, inteligência artificial, física, quantidade de objetos/NPCs em cena, etc. Por isso, acho que vale analisarmos a proposta do Wii U da Nintendo, o único console de nova geração (será?) exibido na E3 2012 .


A Nintendo foi extremamente econômica ao divulgar as características técnicas do aparelho, e a maior parte do que sabemos está num documento não-oficial postado no VGleaks. Se as informações forem verdadeiras, o Wii U, pelo menos na sua especificação atual, terá 1.5 Gb de memória, sendo 1 Gb liberado para os jogos e o restante dedicado ao sistema operacional. O console não terá um HD próprio, exceto por 8Gb de memória flash. Mas permitiria o uso de HDs externos USB, o que é uma idéia inteligente, desde que qualquer HD seja liberado, independente do fabricante. O processador gráfico, talvez o aspecto mais crítico em um dispositivo voltado para games, é baseado na série R7xx da AMD, o que permitiria renderizar cenas em Full HD (1080p).

Ora, a tecnologia R7xx é de 2007, ou seja, tem pouco menos de cinco anos de idade, uma eternidade em se tratando de tecnologia gráfica. A AMD  já está algumas gerações à frente disso. Mesmo considerando que o Wii U é um aparelho dedicado e que a arquitetura será otimizada, não teremos, nem de longe, uma tecnologia gráfica de ponta. Isso não é um demérito da Nintendo. Não se espera tecnologia de ponta da próxima geração de consoles, qualquer que seja o fornecedor. Veremos configurações mais modestas e mais econômicas, de forma a diminuir ou eliminar os pesados subsídios de venda, tão comuns no início do ciclo de vida de um console. Mesmo assim, talvez as configurações do Wii U se tornem rapidamente ultrapassadas, quando os sucessores do Xbox 360 e PS3 forem finalmente anunciados. Se isso acontecer, o aparelho da Nintendo corre um sério risco de ficar de fora dos lançamentos multiplataforma mais importantes, exatamente como ocorreu com o seu antecessor. Penso que seria sábio aumentar a musculatura do aparelho, como uma proteção contra a obsolescência precoce. Aumentar a memória e a potência gráfica seria, portanto, algo muito bem vindo. Resta saber se isso ainda é viável nessa altura do projeto.


Assim como ocorreu com o Wii, a Nintendo tenta marquetear o novo console como um "quebrador de paradigmas", relativizando suas especificações relativamente modestas. O fator inovador, se você acreditar na propaganda da empresa, é o novo dispositivo de controle, que contém uma tela LCD de toque. Pessoalmente, não acho que esse seria um fator preponderante de mudança, a exemplo dos sensores de movimento (leia aqui e aqui sobre isso). Depois da tão apregoada "revolução" dos controles com sensor de movimento, os jogadores continuam majoritariamente agarrados aos seus gamepads convencionais. E, mesmo na arena casual, as pessoas parecem mais interessadas nos jogos simples de seus navegadores, smartphones e tablets, do que nos seus kinects e wiimotes.

No caso do controle "tablet" do Wii U (vamos apelidá-lo provisoriamente de "tablet-u", para simplificar), vejo impacto ainda menor. Para começar, não vejo muita vantagem em usá-lo como fonte auxiliar de informação. Prefiro ter as informações diretamente na tela, em um HUD convencional, para não ter que desviar a atenção para uma tela secundária. Se estou dirigindo um carro em alta velocidade numa pista cheia de competidores, ou disparando contra adversários no meio de um campo de batalha apinhado de inimigos por todos os lados, tudo o que eu não quero é tirar os olhos da tela principal. Como substituto de telas estáticas de inventário, personagem, etc, a vantagem é menor ainda. Por que não ver isso diretamente na tela da TV? Não quero consultar inventário com o jogo rolando, afinal. Um mapa, por outro lado, seria útil. Mas só isso justificaria o custo nada desprezível do dispositivo?

 Para teclar na tela, o usuário terá que segurar o controle com uma só mão?

Outro ponto a considerar é que grande parte dos jogos hoje são multiplataforma. Ou seja, precisam rodar de forma consistente em vários consoles diferentes e, muitas vezes, no PC também. Por esse motivo, títulos multiplataforma provavelmente não utilizarão as particularidades do tablet-u de forma relevante, pois não podem ancorar a jogabilidade em um recurso que só existirá num aparelho específico. Não duvido que alguns desenvolvedores utilizem a tela do tablet-u de forma periférica, como um auxiliar para incrementar a experiência. Mas certamente será algo dispensável e não essencial para o jogo. O que torna o controle, de certo modo, irrelevante. E não um "quebrador de paradigmas". Para piorar a situação, a Microsoft anunciou na sua conferência uma tecnologia própria que chamou de "Smart Glass". Com ela, é possível transformar qualquer tablet ou smartphone em uma tela auxiliar do Xbox 360, de forma muito similar ao tablet-u. Difere apenas no fato de que essa tela não estará, obviamente, integrada ao gamepad, o que não é necessariamente uma desvantagem. Afinal, um gamepad sem tela embutida pode seguir os princípios básicos de ergonomia, conforto e eficiência evoluídos nas últimas décadas. Por mais que o tablet-u seja confortável, ele certamente não será tão prático ou fácil de se segurar e usar quanto um gamepad convencional. O usuário também se beneficiaria por poder usar um dispositivo pelo qual já pagou, não tendo que arcar com o custo extra da tela embutida no controle, como é o caso da solução da Nintendo.

 A Microsoft apresenta o conceito do Smart Glass

Isso anula qualquer vantagem do tablet-u? Talvez não. Uma vantagem de se ter a tela secundária logo ali, diretamente no controle, é oferecer alguns dos recursos que hoje só estão ao alcance dos jogadores de PC. Por exemplo, usar o touchscreen para mover a câmera, de modo similar ao que fazemos no PC com o mouse. Também poderíamos usá-lo para selecionar áreas da tela, um recurso essencial em jogos de estratégia e RPGs táticos. Menus complexos seriam mais fáceis de se navegar, com o uso dos dedos. Outra vantagem seria disponibilizar botões extras e customizados de acordo com o jogo, como as tradicionais teclas e botões de atalho dos games de PC. Quando lembramos de MMOs como World of Warcraft, com suas complexas barras de ferramentas, a utilidade disso se torna evidente. Não é algo "revolucionário", ou "que irá mudar toda a forma com que jogamos", como histericamente apregoa o marketing hiperbólico da Nintendo, mas é certamente uma vantagem a se considerar. Para fazer o mesmo com um tablet/smarthpone à parte, o jogador teria que manter o aparelho numa posição próxima, mas estável, e seria obrigado a tirar pelo menos uma das mãos do gamepad para fazer uso dos controles extras, algo inviável durante uma partida frenética. Não, o Smart Glass da Microsot terá que se limitar a ser uma fonte extra de informações ou um monitor alternativo, mesmo que exista tráfego bidirecional entre o dispositivo externo e o console.

Apesar das possibilidades levantadas acima serem interessantes, pesam fortes dúvidas sobre sua viabilidade. Afinal, o tablet-u é grandalhão. Os dedos do usuário estarão ocupados com os botões físicos nas laterais. Sobraria o quê para alcançar a tela? Os polegares? Os indicadores? Será que eles seriam suficientes para alcançar toda a superfície da tela? Acho difícil até mesmo que eles alcancem a borda. Se o jogador tiver que liberar uma das mãos para acionar algo na tela (como indica uma das imagens desse artigo), ou precisar ficar olhando para ela para achar a localização do botão desejado, a coisa se torna inviável. Ou, no mínimo, desajeitada e complexa.

 A Nintendo divulgou um controle alternativo para o Wii U, mais convencional.

Outra possibilidade seria usar a tela para algum tipo de controle impossível de ser simulado num gamepad convencional. Apenas como um exemplo, para girar ou atirar "objetos virtuais", usando os dedos para imprimir rotações e ângulos precisos. O problema dessa abordagem é que ela exigiria uma atenção dividida do jogador entre o tablet-u e a televisão. Não daria, claro, para ele olhar para as duas telas simultaneamente, o que tornaria complicado usar o dispositivo com esse fim.

Outro recurso seria permitir que vários jogadores participassem de uma mesma partida, com cada um deles acompanhando o jogo por meio das telas de seus respectivos controles. Mas aí ocorrem outros problemas. Para começar, eles teriam que ficar restritos às modestas dimensões da telinha do tablet-u, em vez de usufruírem de todas as polegadas da gigantesca TV da sala. Além disso, apenas dois controles poderiam ser usados simultaneamente para esse fim. E, nesse caso, a taxa de quadros por segundo cairia à metade, já que a GPU simplesmente não teria fôlego para manter estável a taxa de renderização. Por fim, vale uma reflexão: em tempos de internet, quando a maior parte das pessoas joga multiplayer ou co-op em suas próprias casas, de forma remota, sem ser obrigada a dividir com mais ninguém o esplendor de sua TVs HD de 50" ou mais, ainda há sentido em se compartilhar um console? Com o aumento da idade média dos jogadores, já se foi a época em que coleguinhas se juntavam na casa de um amigo, após a escola, para jogar partidas de Mario Kart. Isso ainda existe, claro, mas deixou de ser um fator decisivo na indústria. Parece que a Nintendo, mais uma vez, não está conseguindo acompanhar o ritmo de evolução tecnológica, vivendo com a cabeça no passado e tentando trazer soluções para problemas que há muito deixaram de existir.

 A resposta à conferência da Nintendo na E3 desse ano foi morna (Foto)

Não acidentalmente, foi morna a recepção à tão aguardada conferência da Big N. Não foram poucos os que se mostraram criticos ou descrentes em relação ao novo conceito. Para jogadores casuais, ele parece muito complicado, e seu apelo aos jogadores "hardcore" é duvidoso. Não acidentalmente, a própria Nintendo anunciou um controle alternativo bem convencional, o que deixa a incômoda sensação de que talvez nem ela própria sinta firmeza no tablet-u. Não foi surpresa para mim a queda das ações da companhia logo após a conferência da E3 2012. Um fenômeno, aliás, que já havia ocorrido no evento do ano anterior, quando o Wii U foi revelado ao público. Isso deveria acender uma luzinha vermelha na QG da gigante japonesa.

Na minha opinião, a Nintendo deveria desistir do tablet-u, que encarece consideravelmente o aparelho e oferece benefícios duvidosos. Com a diferença de valor, ela poderia investir em uma maior musculatura no console, protegendo-o da futura concorrência do Xbox 720 e do PS4. Ou, talvez, usar a economia obtida para diminuir o preço de venda, aumentando seu apelo. Mais importante, a empresa deveria direcionar recursos e esforços àquilo que é o seu melhor diferencial e patrimônio: os jogos.

Há aqueles que acreditam ingenuamente que ninguém é melhor do que a própria Nintendo para definir o que o mercado deseja. A esses, lembro que o cemitério está cheio de ex-proprietárias de consoles, demonstrando que é inesgotável a capacidade das empresas de meterem os pés pelas mãos. A própria Big N já teve sua cota de trapalhadas, como mostra o episódio que levou ao surgimento do Playstation, o fracasso do Virtual Boy, a insistência com os obsoletos cartuchos no N64, a resistência em tomar conhecimento da Internet, o tratamento arrogante às terceirizadas, e por aí vai. Críticas construtivas e questionamentos honestos servirão melhor à empresa nesse momento do que a idolatria cega de seus fãs fundamentalistas. Nada mais prejudicial do que acreditar no próprio mito.

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40 comentários

  1. Como disse um analisata, o conceito do Wii U esta tao inconsistente que a propria Nintendo esta tendo dificuldade de o definir e propagandear.

    O mais promissor para jogos com amigos em pessoa sao as TVs 3D que permitem que cada pessoa com um oculos veja uma imagem diferente. A Sony lancou um monitor com esse recurso.

    Nossa, esse sistema do blogger é horrivel de captcha. Uso uma conta do Google, voce ja aprovou varios dos meus comentarios, mas mesmo assim tenho que ficar digitando captcha toda hora e ficar esperando aprovacao de comentarios.

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  2. Também acho bem mais interessante essa idéia do 3D. A Nintendo é bem sucedida em passar uma imagem de revolucionária, mas a verdade é que ela é BEM reacionária na maior parte do tempo. E não é de hoje que vem perdendo o bonde da tecnologia.

    Usuários google que tem comentários constantemente aprovados deviam mesmo ter aprovação automática. Pior que nem sempre o blogger avisa um comentário. Vc tem que entrar nele e conferir. E não é raro qualificar um comentário injustamente como spam. E aí não te avisa MESMO!

    Abraços!

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  3. A nintendo embarcou em uma viagem sem volta, desde o nintendo Wii. o papo dela agora é de que potência não faz um console. engraçado, pois o SNES era o console mais potente da época; o nintendo 64 tentou pular uma geração (dos 32 bits) e só não conseguiu por causa da escolha de mídia obsoleta; o gamecube era mais potente que o PS2 (o console mais potente na época do lançamento do gamecube) e, mais uma vez, não prosperou pro causa de mídia de armazenamento obsoleto. quando viu que não tinha mais como concorrer, jogou a toalha e veio com aquela conversa de bicho-grilo de que o que importa é a forma de jogar, não os gráficos.
    como eterna teimosa que é, ela demonstra mais uma vez que não aprende nem com os próprios erros (e nem com os dos outros, já que o Dreamcast levou uma surra por causa, adivinhem só, mídia de armazenamento obsoleto).
    eu sou um jogador de consoles. meu primeiro foi um SNES, um dos melhores aparelhos já lançados. mas, pra mim, a nintendo tem que ficar de fora da conversa se o assunto for nova geração.

    não acho que "plataforma proprietária de hardware para jogos (leia-se consoles)" sejam um problema. os jogos para PC conseguem algo que os consoles não conseguem e vice-versa. então, só cabe ao jogador escolher o meio que mais lhe agrada.

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  4. Concordo com você, Shadow. A Nintendo cansou de usar o argumento da potência para propagandear o seu console do momento, quando isso era de seu interesse. Quando teve que jogar a toalha, magicamente a potência não só deixou de ter importância, como passou a ser um "fator negativo" - sim, porque inventaram essa máxima de que "ou o jogo tem jogabilidade ou tem gráficos bacanas". E essa balela vem sendo repetida incessantemente desde então pelos fãs fundamentalistas da empresa, para quem o marketing da empresa é dogma sagrado e pronto, não há discussão. Mas se amanhã a realidade mudasse em favor da Nintendo, o discurso mudaria também, pode apostar.

    Eu também era grande fã da empresa na época do SNES, console aliás que eu posso até hoje.

    Eu acho os consoles prejudiciais à indústria nos dias de hoje, introduzindo intermediários indesejados, estabelecendo uma âncora tecnológica, encarecendo preços, censurando conteúdo, e por aí vai. Eles tornam desenvolvedores, gamers e distribuidores reféns dos seus caprichos e decisões ruins. Mas não chegou a hora ainda deles desaparecerem. O ecossistema ainda não está preparado, longe disso. Como os arcades no passado, ainda são um mal necessário. Mas isso não seria propaganda pró-PC, outra plataforma que carrega problemas próprios. Bem, esse é um assunto bem controverso, e se você conversar com mil gamers, terá mil opiniões diferentes! :)

    Abração!

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  5. "ou o jogo tem jogabilidade ou tem gráficos bacanas".

    Em teoria essa afirmação pode estar errada,mas na pratica isso vem sendo cementado como verdade! Varios generos estão ficando mais simples,menos complexos! Será que é a toa que agente encontra memes na internet ridicularizando generos como os videos se quake fosse feito hj,se Doom fosse feito hj,Rpgs antes e depois,etc...?

    Quanto a Nintendo eu até tenho certo respeito pela empresa,pelo simples fato de que eles ainda trabalham com jogos para console! Não tem nada a ver com antigos desenvolvedores de PC que se prostituiram para os lançamentos multiplataforma(isso sim é o cancer dos jogos)! Chego a ficar pasmo por encontrar RPGs para portateis com mais complexidade e desafio que os Rpgs atuais!

    Eu realmente sinto falta da epoca em que consoles eram diferentes um do outro e diferentes do PC! os ports tinham tratamento diferenciado de plataforma para plataforma,sem ser ancorado pelo pior hardware(no caso o XBOX 360)! Mas em fim, minimo denominador comum ta ai pra isso!

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  6. Bem, Breno, que vem ocorrendo uma simplificação na média dos jogos, é inegável, vc tem razão em apontar isso. Mas o problema não é esse aqui.

    A Nintendo e seus fãs tratam a afirmação em questão como uma espécie de lei sagrada. Quantas vezes vi esse falso dilema defendido em fóruns e listas de discussão? Mas a verdade é que 1) nada impede que existam jogos com ótimos gráficos e excelente jogabilidade, 2) jogabilidade não se traduz necessariamente em complexidade ou profundidade, no sentido apontado por vc, e 3) a tal afirmação, do ponto de vista da Nintendo, é mera jogada de marketing, um pretexto para transformar demérito em virtude.

    Abração!

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  7. "Eu realmente sinto falta da epoca em que consoles eram diferentes um do outro e diferentes do PC!"

    concordo plenamente, Breno. pode se dizer que na atual geração de games só há um console: o Playbox 360: mesmos jogos; mesma qualidade nivelada ao mais baixo nível, só pra facilitar a vida dos desenvolvedores; pouquíssimas exclusividades. claro que isso, em parte,foi reflexo do gênero predominante da geração, o FPS. reflexo também dos consoles tendo ports de jogos que antes nadavam apenas nas águas do PC.

    sobre a nintendo, concordo com Wasner quando diz que a nintendo deveria se concentrar em seus games. eu sou até meio extremista com isso: a nintendo devia fazer como a Sega e virar apenas uma softhouse. mas modismos enchem os cofres de dinheiro, não é mesmo? lucrar da mesma forma apenas com bons jogos dá uma trabalheira danada e é muito arriscado.

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  8. 1) "nada impede que existam jogos com ótimos gráficos e excelente jogabilidade"

    Custos de produção estratosfericos discordam de vc! Alem de maior dificuldade na criação de niveis,AI sofisticadas,entre outras coisas,principalmente para times pequenos! Pegue por exemplo um Dungeon Crawler de 20 horas como Legend of Grimrock,que demorou uns 8 anos para lançar! Ou um Sandbox como GTA 4,que veio com melhores graficos, uma das melhores engines de fisica e mesmo assim teve menos conteudo que San Andreas(talvez seja limitação dos consoles)!

    2) "jogabilidade não se traduz necessariamente em complexidade ou profundidade"

    Realmente é um termo amplo e complexo,mas a unica coisa que eu gostaria de comentar a respeito é que,por exemplo, eu não quero uma jogabilidade de FPS moldada em um controle de XBOX! Eu me diverti muito com o port de Quake 2 para Playstation,e tive uma grata surpresa ao descobrir que a versão nativa do PC é superior em todos os quesitos! Se todos os ports se comportassem assim...

    3) "a tal afirmação, do ponto de vista da Nintendo, é mera jogada de marketing, um pretexto para transformar demérito em virtude".

    Considerando que o Wii foi o console mais bem sucedido dessa geração,devo dizer que eles foram muito bem sucedidos! Fanboys cegos e publico casual,o que mais sua empresa pode querer...

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  9. Shadow, esse ponto que vc e o Breno tocaram é bem interessante. A verdade é que o PC Gaming dominou os consoles, e não apenas com os FPSs. Notem como os JRPGs, antes dominantes na arena dos consoles, cederam quase que totalmente o lugar aos RPGs ocidentais, até pouco tempo atrás quase desconhecidos dos jogadores console-only. Antes, havia gente que dizia, de cara limpa, que no PC não existia RPGS.

    Esse fenômeno rendeu uma reportagem bem legal da EGM americana, intitulada "O PC venceu" e logo na primeira linha afirmava "Se você é um jogador de console, você é um jogador de PC", para daí analisar os motivos por trás de tal fenômeno. Se vcs puderem encontrar, é uma boa leitura. Saiu inclusive na EGM brasileira.

    Concordo com a sua idéia, de que a Nintendo deveria se tornar exclusivamente desenvolvedora, lucrando os tubos com seus excelentes jogos em todas as plataformas. As pessoas usam o sucesso dela com o Wii como uma blindagem, esquecendo que seus consoles anteriores não foram exatamente sucessos em comparação com a concorrência. Nada impede que ela volte a essa situação desfavorável no futuro.

    Abraços!

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  10. Breno, assim como vc, gosto de uma jogabilidade mais sofisticada e, sem dúvida, adaptada adequadamente ao PC. Mas vc próprio concorda que "boa jogabilidade" é algo amplo e de difícil definição. Se tomarmos como "boa jogabilidade" aquela que agrada e diverte uma grande parcela de jogadores, temos inúmeros jogos por aí por excelentes gráficos e boa jogabilidade, desmentindo a "tábua sagrada" do marketing fo Wii. Por tal critério, ninguém pode negar que jogos como Bioshock, Oblivion, Mass Effect *, Dragon Souls, os novos Fallout, God of War blablablá, etc, etc, etc, tem "boa jogabilidade" . Profundos ou superficiais, com pouco ou muito conteúdo, o fato é que esses jogos possuem boa jogabilidade, pois é inegável que as pessoas se divertem, e muito, jogando-os. E possuem gráficos atraentes também. Não são fatores excludentes.

    Ora, os próprios games da Nintendo, excelentes exemplos de boa jogabildiade, não se destacam por serem complexos ou incluirem uma extrema quantidade de conteúdo. Isso demonstra que boa jogabilidade pode sim ter outros atributos: intuitividade, curva suave de aprendizado, facilidade de prática por um grande número de jogadores, o fator diversão, etc. E nada disso é incompatível com bons gráficos. E nem mesmo com baixos orçamentos e equipes pequenas, como Torchlight ou Bastion podem demonstrar. Todos tem gráficos bacanas, dentro da direção de arte escolhida, e jogabilidade elogiada.

    Por último, lermbro de alguns jogos do passado cujos gráficos eram considerados excelentes para a sua época e dos quais ninguém podia reclamar de conteúdo/complexidade: Ultima VII, Ultima Underworld (esse exigia uma máquina TOP para rodar!), Baldur's Gate (gráficos muitos elogiados nas reviews), Morrowind (deslumbrante visualmente, também exigia máquina top e era imenso)... poderia lembrar de outros tantos. Morrowind, por sinal, é disparadamente mais atraente visualmente que um Dragon Age 2, cujos visuais são patéticos, e a quantidade de conteúdo que possui é absurdamente maior do que o título da Bioware.

    Não, não concordo portanto que boa jogabilidade e bons gráficos são fatores excludentes, tanto que frequentemente andam juntos. E com a evolução das ferramentas, isso cada vez é mais possível, e não menos. Portanto, continua sendo apenas uma jogada (muito bem sucedida, sem dúvida, pois colou) do marketing da Nintendo para transformar uma deficiência do Wii em uma espécie de "virtude". Um falso dilema que só se torna verdadeiro para equipes MUITO pequenas ou orçamentos MUITO apertados. Mas extremos sempre serão extremos.

    Abração!

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  11. "A verdade é que o PC Gaming dominou os consoles"

    Calma lá! Ele não dominou em formato ou qualquer caracteristica inerente a plataforma,apenas com Propriedades Intelectuais(isso é,franquias que eram focadas no PC)! Muchas graças a Microsoft e seu XBOX que levou 90% dos desenvolvedores para os consoles!

    "Antes, havia gente que dizia, de cara limpa, que no PC não existia RPGS."

    Ainda existem, e eu posso indicar 3 culpados: Pessoas ignorantes, jornalistas ignorantes e os proprios desenvolvedores de RPGs ocidentais que negam suas raizes em busca do publico maior! Teve uma serie de videos de um site bem "conceituado", o Penny Arcade, que teve a imbecilidade de afirmar que o Rpg ocidental tinha predominancia a jogabilidade com apenas um personagem e em tempo real,enquanto Jrpgs tinham inventado combate em turnos e uso de Party! A propria EGM disse que KOTOR é um dos jogos mais influentes da decada por ter "escolhas e consequencias" ignorando uma miriade de jogos que fizeram isso bem antes do titulo acima! Mesmo no campo dos Jrpgs isso não chega a ser nenhuma inovação,assumindo que as pessoas joguem algo diferente de Final Fantasy!

    Quanto a questão de jogabilidade(isso é se o jogo é bom) eu não colocaria nem como comentario casual dizer que o jogo é bom por que é divertido! Preferencia pessoal é algo que deve ficar de fora da analise! Tem gente que gosta de jogos mal balanceados a favor do jogador,como Fallout 3,que gostam de que o jogo aponte a direção que ele deve ir! Eu não ouso dizer que isso é boa jogabilidade!

    sobre jogabilidade (ou simplesmente jogos) recomendo a leitora desses artigos:
    http://crystalprisonzone.blogspot.com.br/2012/02/frankenstein-monster-at-bioware.html

    http://crystalprisonzone.blogspot.com.br/2012/02/whether-they-love-or-hate-story-in.html

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  12. Recentemente eu li um comentario de um usuario do Rpg codex que explica um pouco a situação degradante que os jogos multiplataformas são! segundo ele, o genero de estrategia é o genero mais prospero do momento,e sem nenhuma simplificação para as massas, devido a falha dos consoles de absorver esse mercado(problemas de interface)! E concluio dizendo: Se o jogo mais simples e idiota do seu genero for a serie Total War, então seu genero está em muito boa forma !

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  13. Vamos lá, Breno!

    > Ele não dominou em formato ou qualquer caracteristica inerente a plataforma,apenas com Propriedades Intelectuais

    Mas é exatamente disso que se trata. Quando eu (ou a reportagem em questão) me refiro ao PC gaming, refiro-me, claro, aos seus jogos, às suas propŕiedades intelectuais. Mas isso levanta outro um ponto interessante, que não era minha intenção, mas nem por isso deixa de ser verdade: até mesmo elementos da arquitetura de hardware do PC estão dominando os consoles.

    Com relação ao seu 2o parágrafo, concordo totalmente! Já até escrevi algo sobre o assunto tempos atrás.

    >Quanto a questão de jogabilidade(isso é se o jogo é bom) eu não colocaria nem como comentario casual dizer que o jogo é bom por que é divertido!
    > Preferencia pessoal é algo que deve ficar de fora da analise!

    Bem, antes de mais nada, uma ressalva: embora frequentemente andem juntos, "jogabilidade boa" não resulta automaticamente em "jogo bom". Isso já é outra história. As coisas não são preto no branco. Kingdoms of Amalur, por exemplo, possui uma boa jogabilidade, para o que se propôe. O sistema de combate é fluído e agradável, percebe-se que foi bem trabalhado e refinado. Mas outras características, como uma história clichê e cenários genéricos, tornam a experiência pouco memorável, como um todo. No final, é um jogo mediano. São coisas diferente, portanto. Jogabilidade é apenas uma das muitas características que compôem um jogo.

    Voltando à sua frase acima: eu discordo. Você não perderia tempo com um jogo se ele não te divertisse. O conceito de diversão de cada um é que muda. Para você, pode ser enfrentar um combate complicadíssimo em turnos, com mil opções táticas á sua disposição, em um RPG profundo e complexo. Para outros, pode ser pular com um bigodudo de macacão vermelho em cenários coloridos e cheios de cogumelos, sem precisar gastar muitos neurônios nisso. Toda análise, portanto, é subjetiva e condicionada à preferência pessoal. Você próprio, Breno, quando ataca ou defende algo, como nessa conversa, está fazendo a mesmíssima coisa. Mas a sua verdade é apenas a sua verdade.

    A "jogabilidade" do basquete não é menos meritória do que a do xadrez, só porque o primeiro é menos complexo ou intelectual que o segundo. Ambos divertem e desafiam seus praticantes, e isso é o mais importante quando se trata de jogabilidade.

    (continua)

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  14. >Tem gente que gosta de jogos mal balanceados a favor do jogador,como Fallout 3,que gostam de que o
    >jogo aponte a direção que ele deve ir! Eu não ouso dizer que isso é boa jogabilidade!

    Outros não ousariam dizer que boa jogabilidade é um título obrigá-los a explorar cada m2 do cenário para saber o que fazer a seguir. Ainda mais numa época em que as pessoas andam com tempo curto. O cara tem que trabalhar, namorar, trocar fraldas do filho, assistir algo na TV. Seu grau de compromisso é diferente. Ele poderia perfeitamente dizer, e não necessariamente estará errado, que isso distrai do que realmente deveria ser importante, como o andamento da história, por exemplo. Pontos de vista diferentes. Morrowind, por sinal, é um jogo que foi bastante criticado por sua jogabilidade críptica. O que eu e você consideramos qualidade, pode ser defeito para outros.

    O balanceamento da dificuldade Fallout 3 é um bom exemplo. Difícil manter balanceamento num jogo sandbox/open world extremamente amplo, de longa duração e aberto como os da Bethesda. Ela então foca no jogador mediano, aquele que representa a grande maioria e, ao contrário de vc ou eu, não vai ficar explorando o cenário, não vai sair procurando mil quests paralelas e estudando o sistema de levelling para fazê-lo de forma eficiente. Ele vai seguir pela quest principal e fazer mais alguma coisinha aqui e acolá, e é isso. Assim, o jogo vai oferecer uma dificuldade de um patamar razoável mesmo quando ele estiver terminando. E perceba que mesmo assim ela ainda jogou alguns desafios crípticos (e sem indicação de onde ir) para os mais exploradores. Poucos, mas fazer o quê? A curva normal é implacável conosco.

    Não quero dizer que não devamos criticar o que achamos errado e apontar melhorias. Devemos sim, sempre. Mas é preciso tomar cuidado, dentro de certos limites, em tomar como uma espécie de "lei matemática" conceitos que são subjetivos.

    A necessidade multiplataforma pode ter sido prejudicional para certos estilos de jogabilidade. Mas as coisas estão mudando. Certos nichos parecem estar voltando, aos poucos, a serem viáveis economicamente. Aí todos seremos felizes. Espero.

    Abração!

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  15. Sobre a questão dos RTS/Multiplataforma:

    Tenho sérias dúvidas sobre essa afirmativa de que esse "é o gênero mais próspero do momento". Baseado em quê o RPG Codex afirma isso? Em cópias vendidas? Em popularidade? Qual é o significado que ele atribui para "próspero"? Não está querendo dizer "instigante", "desafiante", ao invés de?

    Que o desenvolvimento multiplataforma influi na simplificação da interface/jogabilidade, parece-me algo bem evidente. Não só por conta da questão do gamepad, como também pelo fato de que estamos falando de um público muito maior. Mas ser PC Only não é garantia de maior sofisticação/profundidade/complexidade, como se pode ver pela maioria dos MMOs exclusivos de PC.

    O que penso é que se os RPGs de PC tivessem ficado restritos à plataforma, a maioria deles simplesmente não existia mais. Talvez o gênero CRPG fosse hoje natimorto e restrito a algumas desenvolvedoras menores e produções modestas, como é o caso dos adventures gráficos. O gênero RTS nunca sofreu o mesmo baque de popularidade e de extinção em massa pelo qual passou o gênero RPG. Aplicar as mesmas regras me parece um típico caso de wishful thinking do RPG Codex

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  16. "Qual é o significado que ele atribui para "próspero"?" Ele quis dizer que o genero não fez ou fez pouquissimas concessões as massas!O elogio foi a qualidade do portfolio! Não quer dizer que o genero venda tanto quanto um COD da vida(o tipo de sucesso que as desenvolvedoras querem,e que até agora apenas Skyrim chegou perto dos numeros de COD),mas sim que ele esteja realmente evoluindo tecnologicamente e usa interfaces proprias para a plataforma em questão! Ora um dos hits da atualidade são os titulos da paradox,como a série Crusader Kings e o prorio titulo high end Shogun: Total War! é muito mais dificil criticar esses titulos por simplificação do que jogos como Dragon Age 2 ou até mesmo DA:Origins

    "Talvez o gênero CRPG fosse hoje natimorto e restrito a algumas desenvolvedoras menores e produções modestas, como é o caso dos adventures gráficos."

    Se vc pesquisar um pouco sobre a atual situação dos Adventures talvez chegue a minha conclusão de que eles estão muito bem! E justamente por que eles predominam com as desenvolvedoras menores. a quantidade e qualidade de titulos de adventure estão bem maiores que a dos (a)Rpgs ocidentais high profile,que se limitam a uns 4 lançamentos por ano,e os rpgs indies são poucos,e os times muito pequenos,levando a uma estagnação! Tive uma grata surpresa com um adventure recente,o Gemini Rue e tenho certeza que devem ter um monte de jogos bons lançados,e que estão por vim como os Kickstarters da Double Fine, Anne Jensen de Gabriel Knight, Leisure suit,Tex Murphy, etc...Eu preferiria os Rpgs na mesma situação que os Adventures!

    Continua...

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  17. Quanto aos consoles e PC realmente eu me esqueci dessa parte! os consoles absorveram os piores atributos que podem existir no PC! um artigo que eu recomendo:http://gamebabble.wordpress.com/2012/05/08/this-console-generation-is-too-pc/ Eles agora tem que aplicar patchs para seus jogos e ainda mais vieram as porcarias de DLCs!

    Quanto as questões de jogabilidade eu posso aceitar a visão de um jogador casual que gosta de jogo facil,contanto que ele admita isso abertamente! Hj em dia é comum vc ver pessoas reclamando de jogos por simplesmente oferecer desafios! é como se uma pessoa reclamasse do fato de morrer com apenas um tiro num jogo como Operation Flashpoint:Cold War Crisis,quando na verdade ele está falando de um jogo de simulação!

    Concluindo eu acho valido quando uma pessoa que jogou todos os jogos da série Elder scrools reclame das simplificações feitas de Morrowind adiante! Também pode ser valido o elogio de um jogador casual para Oblivion,desde que ele seja sincero sobre o que diz e não faça como o cara que fez o review da gamerview de Fallout 3,onde o cara comparou cinicamente o jogo atual com os anteriores(sem ter sequer jogado um demo);ou reviews que fazem exageros de dizer que o jogo é inovador,nunca antes na história desse pais,etc...

    Esses artigos são interessantes veja:
    http://www.mediumdifficulty.com/2012/04/26/whats-wrong-with-game-reviews/

    http://www.mediumdifficulty.com/2012/05/15/simple-machines-legend-of-grimrock-and-the-joys-of-coherent-design/

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  18. "Notem como os JRPGs, antes dominantes na arena dos consoles, cederam quase que totalmente o lugar aos RPGs ocidentais..."

    muito bem observado: os JRPGs, literalmente, cederam o lugar aos RPGs ocidentais. simplesmente jogaram a toalha. cadê Breath of fire? persona (uma série que tem potencial para chutar o traseiro desses FFs emos em linha reta que estão lançando. o novo persona é de luta. é mole?)? valkyrie profile? dragon quest? nenhuma dessas séries japonesas estão sendo representadas na atual geração (não de uma forma séria). os japoneses desistiram dos RPGs, enquanto isso, do outro lado do atlântico, a Bethesda enche o traseiro de dinheiro com seus RPGs mais ou menos...

    "Tem gente que gosta de jogos mal balanceados a favor do jogador,como Fallout 3,que gostam de que o jogo aponte a direção que ele deve ir!"

    realmente tem gente que gosta de jogo fácil. eu conheço muitas pessoas que gostam de RPG, por exemplo, mas desistem de jogar o jogo por causa de uma parte irracional e difícil (nem todos têm paciência para pular 200 trovões em um RPG só pra ganhar uma arma de black mage). quanto à questão da direção, ao menos para o tipo de jogo do Fallout 3, não vejo como uma falha, e sim uma ferramenta. Você já experimentou jogar esse jogo depois de uns três meses parado? imagina ter que se lembrar de cada menção a local do cenário ou evento de quest? o jogo ficaria intragável. fazer jogos para adultos é assumir que está criando jogos para pessoas que não podem se dar ao luxo de perder 20 horas preso em uma caverna sem correr o risco de ser demitido no outro dia por chegar atrasado no trabalho.
    NOTA: não tinha lido o comentário seguinte do Wasner, sobre falta de tempo, mas concordo.

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  19. "cadê Breath of fire?" Parou no 5 jogo no PS2
    "persona"? Persona ainda ficou lançando jogos para PS2 durante a geração PLAYBOX 3, e tem muitos jogos dessa serie para o Nintendo DS como o elogiado Devil Survivor!
    "valkyrie profile?" Nintendo DS e Playstation 3
    "Dragon Quest" Playstation 2 e Nintendo DS!

    Enfim,essa afirmação de que os japoneses desistiram dos Jrpgs e falacia! E tirando Final Fantasy a maioria desses jogos é de nicho!

    "Fazer jogos para adultos é assumir que está criando jogos para pessoas que não podem se dar ao luxo de perder 20 horas preso em uma caverna sem correr o risco de ser demitido no outro dia por chegar atrasado no trabalho."
    Não sabia que crianças eram mais espertas que adultos! O fato de não ter muito tempo pra jogar não justifica um jogo ultra facil para mim!E olha que eu sou casado,estudo e tenho emprego!

    "Você já experimentou jogar esse jogo depois de uns três meses parado? imagina ter que se lembrar de cada menção a local do cenário ou evento de quest? o jogo ficaria intragável."

    Já ouvio falar no jogo Outcast? Esse jogo tem uma mecanica interessante para esse tipo de situação! Deixe eu explicar:
    Digamos que vc ficou muito tempo sem jogar,e quando volta,olha na lista de quests e ve que precisa falar com o NPC X para pegar a recompensa de uma quest que vc completou. O problema é que vc não sabe aonde ele está e o jogo não aponta a direção automaticamente para ele! Como solucionar esse impasse? Felizmente o jogo possui um mecanismo onde vc pode perguntar para qualquer NPC generico a localização do NPC que vc deseja,e ele vai responder dizendo "a ultima vez que eu vi ele foi ao norte,ande muitos passos nessa direção"! E se vc tiver num local cheio de NPCs onde o cara que vc quer falar ta perto,eles simplesmente apontam o dedo em direção a ele! é bom notar que esse jogo FOI LANÇADO EM 1999! jogos inteligentes para pessoas normais não precisa de compassos magicos apontando a direção para onde ele deve ir!

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  20. Olá,Breno!

    Sobre a prosperidade dos RTS: entendo o que quer dizer. Mas perceba que esse seu "próspero" é totalmente subjetivo. É "próspero" porque coincide com seus próprios anseios. Poderia talvez não corresponder aos anseios das desenvolvedoras: em última instância, boas vendas e o lucro. Ajuda para o fato dos dois anseios caminharem juntos a situação peculiar dos RTSs. Situação essa que não é similar a dos RPGs. RTSs, para começar, tem ciclo de desenvolvimento mais curto e mais barato que o dos RPGs. E possuem um mercado cativo mais amplo e consistente, enquanto o público para RPGs táticos hardcore são pouco mais do que um nicho. Portanto, os RTSs possuem uma facilidade maior de se viabilizarem financeiramente. E há ainda a questão da interface, muito bem levantada por você, o que dificulta sua adaptação para consoles, o que ajuda a evitar certas tentações "populistas". Mas não dá para aplicar a mesma realidade dos RTSs aos RPGs. Seria de uma simplificação extrema.

    Também vale lembrar que a não possibilidade de popularização de um gênero pode muitas vezes levá-lo próximo à extinção, à medida que os custos de produção aumentam e o nicho que os sustenta não se torna suficiente para mantê-los fora do vermelho. É o caso dos simuladores de vôo e dos wargames, por exemplo. Eles não desaparecerem (pelo menos, não ainda), mas comparado com a variedade e popularidade do passado, enfrentam um presente quase que de obscuridade. Lembro dos tempos em que a PC Gamer, por exemplo, tinha uma coluna dedicada exclusivamente aos wargames. Hoje isso seria impensável.

    Sobre os adventures, sim, eu sei que eles estão experimentando um certo renascimento, depois da quase completa extinção. Eu, inclusive, estou interessado no Gemini Rue citado por você. Mas não dá para comparar a situação atual com a enorme popularidade do passado. Ajuda para esse renascimento o fato de que os seus custos de produção podem ser mantidos em níveis relativamente modestos, além possuírem de um ciclo de produção curto, viabilizando sua sobrevivência mesmo com nichos bem específicos. Também ajuda o surgimento de plataformas popularíssimas para os quais o gênero parece ter sido feito sobre medida: smartphones e tablets touchscreen.

    Vale notar que RPGs hardcore, como os que vc deseja, também estão passando por um renascimento similar, embora mais atrasado. Independente dessa questão de consoles ou de interfaces, mostrando que as realidades são muito diferentes e não dá para simplificar jogando tudo no mesmo balaio. IMHO, penso que contribuiu para que isso ocorra:

    1) As ferramentas de desenvolvimento estão evoluindo e tornando o processo mais fácil e rápido
    2) Novas formas de financiamento, como mostram as kickstarters.
    3) Crescimento do nicho, alimentado por uma parcela de jogadores que conheceram o gênero através dos RPGs mainstream (desprezados por você), e que agora se interessam em aprofundar e experimentar algo mais complexo e desafiador.
    4) Um certo status "pop" que os RPG alcançaram, vencendo o preconceito e a rejeição que o gênero tinha que enfrentar antigamente, de algo associado a nerds e desajustados sociais.
    5) RPGs por turnos, com interface fortemente voltada para mouse, e com ênfase em tática e história (do que em ação), se adaptam maravilhosamente a tablets.

    De resto, quero o gênero forte e respirando. Quero mais que existam RPGs para todos os gostos. Não vejo necessidade de ser fundamentalista. Xiitas e sunitas podem muito bem conviver juntos. E até aprender uns com os outros. ;)

    Abração!

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  21. Shadow, com relação à questão da facilidade: concordo com você. Por exemplo, dei um tempo em Skyrim, já tem alguns meses. Se tivesse que voltar e relembrar tudo, reler todo os textos das quests para daí prosseguir, desistiria. Já se foi a época em que eu tinha disposição e tempo para fazer isso.

    Claro que nem sempre esse recurso é uma vantagem. Jogos como Ultima Underworld, por exemplo, seriam completamente arruinados por "marcações de destino". Mesmo quando não é o caso, há perdas a se considerar. Veja Morrowind: uma das coisas mais fascinantes nesse jogo, era a exploração... ler a descrição de um lugar dada por um NPC, e daí sair procurando pelo amplo cenário algo que se encaixe naquilo. Me sentia um verdadeiro Livingstone. E o que dizer do início do jogo, quando você era atirado no mundo apenas com um "recomendo que vc procure fulano na cidade x... mas o resto é com vc!". Sempre achei isso fascinante. Mas para cada um como eu, existiam uns 20 que ficavam coçando a cabeça e desistiam, completamente esmagados pela liberdade de ação.

    O ideal é que o jogo ofereça a "marcação de destino" como algo opcional e que possa ser desligado.

    Abraços!

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  22. Breno, bem interessante essa mecânica do Outcast. Concordo que seria legal introduzir mecãnicas mais naturais como essa aí. Taí um bom ponto para dar asas à imaginação.

    Abraços!

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  23. "RTSs, para começar, tem ciclo de desenvolvimento mais curto e mais barato que o dos RPGs".

    Tenho minhas duvidas quanto a essa afirmação!Principalmente levando em conta que esses jogos não tem ancora tecnologica,como a serie Total War! A quem diga que Crusaders Kings 2 tem mais elementos de RPG que o que agente tem no mainstream!

    "E possuem um mercado cativo mais amplo e consistente, enquanto o público para RPGs táticos hardcore são pouco mais do que um nicho."

    Tambem tenho duvidas quanto a essa afirmação! Eu diria que o público é o mesmo numero!E minha comparação foi apenas de forma qualitativa! um veterano em jogos de estrategia tem mais chances de se agradar com o genero na atualidade do que um veterano em RPGs!

    "Lembro dos tempos em que a PC Gamer, por exemplo, tinha uma coluna dedicada exclusivamente aos wargames. Hoje isso seria impensável."

    Realmente,hj eles preferem inflar notas de ports de console lixo como Dragon Age 2 do que colocar conteudo de qualidade no site! O nome do site deveria mudar para PC port Gamer!

    Quanto aos Adventures, eu percebo que vc tem uma linha de pensamento do tipo "se não é mainstream,o genero está morto"! Só porque esses jogos modernos não ganham atenção da midia não quer dizer que eles estão renascendo! Eles nunca morreram! O "renascimento" é apenas dizer que eles estão voltando ao Mainstream!

    "3) Crescimento do nicho, alimentado por uma parcela de jogadores que conheceram o gênero através dos RPGs mainstream (desprezados por você), e que agora se interessam em aprofundar e experimentar algo mais complexo e desafiador."

    Vale lembrar que de cada 10 novos fãs de RPG,apenas 1 acaba gostando de RPGs Hardcores(esse numero eu inventei,mas é bem provavel que seja isso mesmo)! Esses fãs de Rpgs tão mais para fãs de jogos de ação e shotters!

    "interessante essa mecânica do Outcast. Concordo que seria legal introduzir mecãnicas mais naturais como essa aí. Taí um bom ponto para dar asas à imaginação."

    Aparentemente essa mecanica é muito hardcore para os padrões atuais! Quem jogou jogos antes de 2008 sabe que essa mecanica era norma! Porra! Até em um jogo ultralinear como Modern Warfare existe compassos magicos! Quem dira sandbox!!

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  24. Agora quanto aos custos de produção de um aRPG me responde essa pergunta: Porque um jogo como Witcher 2 levou "apenas" 10 milhões de dolares para ser feito e um jogo como Dragon Age 2 ou Mass Effect 3 custou provavelmente 2 a 4 vezes mais para ser feito? Como é que pode um jogo com graficos superiores e maior possibilidade de branchos narrativos ser mais barato que jogos com graficos inferiores e mais lineares?

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  25. Breno, com relação aos mercados, talvez nunca tenhamos uma resposta certa. Não tenho esses números para sacar, apenas observações empíricas. Por exemplo, no meu dia a dia, encontro inúmeros jogadores de RTSs. No trabalho, vejo quase tantos fãs de RTS quanto de shooters. Se vejo o mesmo para RPGs táticos por turnos? Com certeza não. Por sinal, muitos desses fãs com quem conversei abominam RPGs. Quando muito, gostam de Diablo, o que parece indicar não existir relação direta alguma. Mais ainda: jogadores de RTSs abundam nos fóruns, listas e grupos de discussão. De RPGs hardcore como os quer vc gosta, uma minoria. Fosse um público tão amplo, o RPG Codex teria inúmeros sites concorrentes, em vez de ser aquele reduto de notórios mal-humorados. Fosse um público tão amplo, tantas desenvolvedoras de RPGs old-school não teriam ido a falência ou desistido do gênero. Foram muitas, se vc bem se lembra. O mesmo não se aplica às desenvolvedoras de RTSs. Para mim, comparar os gêneros é comparar mexericas com laranjas.

    Não, não acho "se não é mainstream,o genero está morto". Isso é distorcer o que falei e até colocar fora de contexto. Nessa sua visão dogmática e binária do mundo, preto e branco, zero ou um, vc acaba contradizendo a si mesmo. Afinal, se pelo mero fato de existir produções modestas, indie, de nicho, etc, torna um gênero vivo, bem e saudável, então não tem porque reclamar do status mercadológico atual dos RPGs, já que sempre existiram por aí RPGs táticos, profundos, em turnos, etc. Ainda que produções modestas, de nicho, indies, alternativas, etc. O sub-gênero estaria, pois, saudável, vivo e muito bem. Da mesma forma que nos adventures, a quem vc diz invejar a situação. O que o impede, pois, de mergulhar em RPGs como Avernum e outros de iguais características, e simplesmente ignorar os RPGs mainstream que vc tanto despreza? Porque espernear contra o que parece ser, olhando desse referencial, uma mera expansão do gênero? Que interesse se alguém está se divertindo com uma versão mais rasa do seu próprio hobbie, se vc próprio está bem fornecido? Porquê a mera existência desses jogos e de seus fãs o incomoda tanto, para vc sempre trazer esse assunto nos mais diversos contextos? Não vejo problema em criticar e sugerir melhorias, mas quando vc não vê valor ALGUM em algo, o melhor caminho é largar mão e ignorar aquilo. E não querer doutrinar o mundo num dogma que não, não é universal e daí desqualificar completamente tudo mais que não se encaixa rigorosamente na sua muita específica visão do mundo. Não se ofenda com o que vou dizer, mas ... cuidado. Vc está perigosamente próximo de transformar isso tudo num culto religioso. RPGs são uma diversão, e não mais do que isso. Não vamos perder a perspectiva.

    Por último, "um em cada dez jogadores" não é um número desprezível para o crescimento de um nicho, ainda mais um tão limitado. Só num jogo como Skyrim, estamos falando de quê? De 500 mil novos candidatos em se aprofundar no gênero? 600? 700? Mais? Bem, vamos lembrar que o primeiro The Witcher, um jogo mainstream com ótimos valores de produção, vendeu na sua fase inicial 600 mil unidades e se viabilizou. Para jogos de um nicho limitado, seria um público excepcional. Ao longo do tempo, sem dúvida essa contribuição viabilizará mais títulos e com valores melhores de produção. Não torça o nariz, portanto, ao crescimento de mercado que os RPGs mainstream podem trazer aos RPGs hardcore.

    Abraços!

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  26. "Agora quanto aos custos de produção de um aRPG me responde essa pergunta: Porque um jogo como Witcher 2 levou "apenas" 10 milhões de dolares para ser feito e um jogo como Dragon Age 2 ou Mass Effect 3 custou provavelmente 2 a 4 vezes mais para ser feito? Como é que pode um jogo com graficos superiores e maior possibilidade de branchos narrativos ser mais barato que jogos com graficos inferiores e mais lineares? "

    Partindo do pressuposto que todos esses dados são verdadeiros? Não sei. Não conheço o processo de desenvolvimento desses jogos, as dificuldades técnicas e logísticas pelos quais cada um passou, os custos trabalhistas de cada país os custos de infraestrutura envolvidos, de merchandising, a divisão dos lucros, etc, etc, etc. Não sei sequer a extensão de trabalho envolvido em cada um. Muitas vezes, simplesmente manter idêntico o modelo poligonal de um corpo para todos os personagens corta dezenas e dezenas de horas de trabalho e de produção de texturas.

    E além disso, o que importa? Se os RPGs da Bioware custam quatro vezes mais do que isso, e eles certamente não são do tipo que rasgam dinheiro à tôa, o importa, no final, é que custam. E devem custar mesmo, já que não vemos dezenas de concorrentes se lançarem no mercado para arrancar nacos dos lucros. O que vemos é gente sair do mercado. A última foi a do Kingdoms of Amalur. Vendeu razoavelmente bem e foi à falência assim memso

    Abração!

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  27. Wasner,me desculpe se te interpretei mal,não foi minha intenção! Quanto aos Rpgs indies,como eu falei la em cima eles são muito mais escassos que o nicho de Adventures! Talvez se incorporarmos os roguelikes o genero de uma inflada,mas eu prefiro colocar roguelikes como um genero distinto! Da minha cabeça so consigo lembrar de nomes como Jeff Vogel e seus jogos, Eschalon(mediocre) e Knights of the Chalice(Melhor adaptação de Dungeons e Dragons desde Temple of Elemental Evil)!Vc conhece outros titulos nicho de RPG que tenham produção maiores que um jogo de RPG Maker? Compare com os Adventures que em um espaço de 2 anos eu consigo localizar uns 20 titulos,portanto eu não acho que o genero esteja agora ou antes do boon do kickstarter, "natimorto" como vc falou!

    Quanto ao fato de eu fazer criticas, eu posso fazer criticas como qualquer um não? Não estou aqui esperneando nem tentando converter ninguem,estou dando o meu ponto de vista sobre determinados assuntos! O campo dos jogos é o que mais recebe hostilidade a criticas e elitismo,dai termos jogos mediocres com notas infladas,porque eles devem ser "divertidos" não é? e só porque eu faço criticas,não ache que eu seja um cara ranzinza! Eu me divirto muito com a vida,e também fazendo criticas a coisas que eu gosto!
    E outra,eu não estou reclamando do estado mercadologico dos RPGs,eu não do a minima pra isso! O que eu quero é titulos de QUALIDADE!

    "Fosse um público tão amplo, tantas desenvolvedoras de RPGs old-school não teriam ido a falência ou desistido do gênero."
    Vc está simplificando as coisas! Existem varios fatores para uma desenvolvedora fechar as portas que não sejam vendas! Interessante que muitas dessas desenvolvedoras se fuderam quando estavam na sua pior fase,como Origin e seus Ultima 8 e 9, Bullfrog e a aquisição da EA, Interplay e a consolificação que não deu certo,etc. Note que procurar pessoas que gostem de Rpgs oldschool Ocidentais e meio raro no Brasil,devido ao acesso posterior ao PC!

    "O mesmo não se aplica às desenvolvedoras de RTSs."(falencia)
    Esemble studios de Age of Empires? Desenvolvedor lider de Alpha Centauri que agora trabalha na Zynga? Nem tudo são flores no genero de Estrategia!

    Eu concordo com vc que jogos de Rpg mainstream pode aumentar o nicho de jogadores! Só não espero ver titulos "AAA" sendo feito para esse nicho,como era na epoca de ouro da Black Isle/Bioware/Sir-tech/Bethesda,etc...

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  28. Um pensei que vc soubesse! Eu sou leigo nesse assunto,mas como vc disse que Jogos RTS e de estrategia são mais simples de fazer e mais baratos(Starcraft 2?) eu achei que vc soubesse! Mas o cerne da questão que eu quis fazer,levando em conta que Witcher 2 e os arpgs recentes da BiowarEA mantém uma certa semelhança em estrutura e na forma como se joga, é porque Witcher 2 consegue mais com menos, e porque a Bioware está entregando jogos com menos conteudo com os mesmos orçamentos inflados! Seria interessante se eles mostrassem os valores de produção dos seus jogos para saber o quanto se gasta na produção em si dos jogos,e quanto eles gastam em marketing! Minha suspeita é que o Marketing infla os valores de produção dos jogos!

    Quanto a Kingdons of Amalulz esses literalmente rasgaram dinheiro! Venderam uma porcaria(leia-se não venderam os milhões esperados),aliado a falhas basicas de administração. Se arriscaram muito com uma proposta de jogo mediocre,tão facil que até os usuarios da IGN reclamaram,além de ser uma nova IP e levaram o pato! Ah,e eles pagaram uma nota preta para um escritor fajuta fazer a história do jogo, o salvatore!

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  29. Hehehe, engraçado suas tuitadas sobre o fenomeno da dublagem e o "emburrecimento da população"(o publico sempre foi burro,apenas acontece que as dublagens estão sendo mais acessiveis no lançamento do filme)! Eu poderia traçar alguns paralelos entre o predominio da dublagem no cinema e o mercado de jogos modernos em geral!

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  30. Ué, Breno, manda ver! Realmente acho que há paralelos sim. E fique bem à vontade para reclamar dos jogos atuais. Gosto de ver raciocínio crítico, desde que as críticas sejam bem embasadas e não meramente gratuitas. Estou sem tempo para comentar agora. Mas não queria deixar de fazer uma pergunta. Acho que vc implica fortemente com o fator "diversão" de um jogo. Isso é verdade? Se sim, por quê? Quando vc joga seus títulos prediletos, não se diverte?

    Abraços!

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  31. Bom um paralelo que é obvio entre a dublagem no cinema e a industria moderna é o proprio apelo as massas! A maioria das pessoas preferem ver filmes dublados, assim como os fatores que atraem o publico maior para um jogo são os mais superficiais possiveis(por exemplo, graficos,cutscenes,explosões)! Então,como o processo de dublagem aparentemente ficou mais viavel,fazendo com que um lançamento já chegue com copias dubladas, o publico que prefere curtir seus filmes legendados acabam no ostracismo! Na epoca que eu era rato de cinema, a maioria dos filmes internacionais eram legendados,e somente os blockbusters conseguiam lançar com copias dubladas! Então parece que na atualidade o publico "legendado" não tem mais espaço no cinema,assim como o jogador hardcore não tem mais espaço/esta perdendo mais espaço para jogos modernos!

    "Acho que vc implica fortemente com o fator "diversão" de um jogo. Isso é verdade? Se sim, por quê? Quando vc joga seus títulos prediletos, não se diverte?"

    E necessario se perguntar o que faz um jogo ser divertido para vc! A concepção casual de hj em dia prefere jogos lineares,enfase em cutscenes e atuação de voz,graficos brilhosos,explosões,apresentação bonita e gameplay simplista! Essas coisas me da mais tedio do que diversão! Diversão para mim é niveis grandes,variados,com enfase em exploração e não lineares, jogo complexo, balanceado e funcional,história competente,vibe literaria(ao contrario de dialogos cinematicos),graficos e som decentes quando possivel,menos foco em cutscenes e principalmente quick time events,atmosfera crivel e por fim coerencia entre história e jogo(se meu personagem é o Deus da Guerra,eu quero que ele quebre uma porta com os punhos ao inves de procurar uma chave de bronze)!

    Como hj em dia tem gente que fica reclamando que um jogo como Witcher 2 é MUITO DIFICIL,então fica complicado!

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  32. cara, estava preparando um comentário gigantesco, mas deu pau no meu navegador. tô sem tempo pra ler todos os comentários, mas assim que puder dou uma resposta aos mesmos. o debate está muito interessante.

    só pra adiantar: Breno, os jogos que vc citou realmente, ou deram as caras de um jeito informal (leia-se: joguinhos para portátil) ou simplesmente sumiram? onde tem Valkyrie para PS3? me diz que eu compro agora mesmo.

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  33. Tem Valkyrie Chronicles para Ps3! Belo fã de JRpg vc em? Sugiro não subestimar um jogo só porque ele vem no portatil!

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  34. ah... pensei que era valkyrie profile. e eu não subestimo jogos de portáteis. eu tô jogando o FF Tactics do PSP. só acho que, dificilmente uma empresa escolhe portáteis pra levar adiante uma série. geralmente ficam na base do prequel (como Kingdom Hearts Birth by Sleep) ou do port/remake.

    NOTA PARA O WASNER: não tem como tirar o captcha não? muito chato e retrógrado esse recurso. será que preciso provar que não sou um robô toda vez? rsrsrs

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  35. "ah... pensei que era valkyrie profile."
    Essa frase me faz refletir um pouco na importancia financeira que o nome de uma franquia tem! Basta só vc mudar uma virgula o nome do titulo que pode causar perda de vendas!Se os desenvolvedores são os mesmos da serie original,por que se importar com esse fato trivial?Não seria interessante procurar informações cruciais sobre o jogo para decidir se é isso que vc quer?

    Por isso que é comum uma franquia nova vender menos que a sua sequencia! Por isso que as desenvolvedoras preferem lançar Call of Derp 456464564654 do que lançar uma franquia nova para variar! Antigamente Sequencia de um jogo significava uma linha evolutiva em termos de mecanicas e conteudo! Hj em dia Sequencias não passam de reskins do jogo anterior,alimentado pela bizarra cultura do "menos é mais"!

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  36. Breno, você já jogou os RPGs da Spiderweb? Se sim, entre o Avadon: The Black Fortress e o Avernum: Escape From the Pit, qual acha melhor, e porquê? Estou pensando em comprar um deles para o iPad, e agradeceria alguma dica nesse respeito! Valeu!

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  37. Ola Wasner,ainda não joguei os RPGS da Spiderweb,infelizmente! Eu cheguei a escutar algumas criticas ao The Black Fortress por ser mais linear e mais casual em comparação com o seu portfolio! Isso inclusive deixou Jeff furioso com os criticos(adivinhe quem?Pois é os Codexers)que vc até chegou a citalos nos nossos debates no Retina! Bom pelo menos vc tem uma visão se quiser uma experiencia mais hardcore(escape from the pit) ou mais casual(Black Fortress)!

    Se vc tiver com vontade de jogar jogos das antigas(até porque os jogos de Jeff não são um primor em graficos) eu recomendo Betrayal at Krondor(estilo "Bioware" só que dez vezes melhor,complexo e hardcore) ou Darklands(só espero que esse jogo não ofenda suas sensibilidades ateias,rsrs,brincadeira o jogo não chega a ser tão catolico assim)! Também recomendo o obscuro e ambicioso Prelude to Darkness,embora alerto para a quantidade de CTDs que esse jogo tem(procure a versão 1.7 ou 1.8)! Por fim, recomendo Knights of The Chalice se estiver a fim de Dungeon Crawler com combate Dungeons e Dragons em turnos!

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  38. Obrigado pelas indicações, Breno! Betrayal at Krondor é um que venho há longa data com vontade de experimentar. Mas precisava no momento de títulos adaptados e lançados para o iPad. Devo inclusive fazer um post sobre isso no futuro. Acho o tablet uma plataforma excelente para RPGs antigos em turnos e fortemente voltados para uso com mouse. Escrevi há um tempo atrás um post sobre isso: http://www.planetoidex.com.br/2009/08/arstechnica-tablet-pc-para-rpgs-antigos.html

    É claro que assim que BGEE / BG2EE saírem, eu vou comprar para iPad. A série Baldur's Gate é minha predileta em todos os tempos. Tomara que a adaptação seja boa. Os desenvolvedores prometem não só lançar finalmente um BG3, como adaptarem também os Icewind Dales e o Planescape: Torment. Vamos torcer.

    Abraços!

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  39. Tenho minhas duvidas quanto ao BGEE! Aquilo ta muito com cara de caça-niqueis preguicoso! Dificil eles lançarem algo que supere o que os modders ja conseguiram(pelo menos alguns),o que chega a ser revoltante para mim pelo fato de grupos amadores conseguirem trazer conteudo de qualidade e melhorias graficas melhores do que estudios profissionais!

    Aparentemente, a principal atração do BGEE é justamente fazer o port para Tablets,o que para mim é uma pena! Quanto ao BG3,fico cetico quanto as habilidades do overhaul studios de fazer um titulo que honre os originais! Da pra argumentar que os BG originais foram feitos por amadores na época,e que no apice financeiro da Bioware,eles não conseguem fazer um titulo que chegue perto dos originais,mas mesmo assim é ver para crer!

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