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Dragon Age 2 - Uma Resenha (Parte 2)

quarta-feira, julho 25, 2012 José Guilherme Wasner Machado 22 Comentários Categoria: , , , ,

"Garotas, garotas... não briguem por mim!"

Prossigo aqui a resenha sobre Dragon Age 2. Você pode ler a primeira parte aqui. Não se preocupe, não há spoilers em nenhum dos textos.

Antes do lançamento de Dragon Age 2, manifestei preocupação com a aparente irrelevância de um sistema de classes onde todos aparentavam ser clones do Kratos (God of War). Para meu alívio, essa preocupação se revelou infundada. Guerreiros, magos e ladrões se comportam de forma bastante distinta em combate. Cada classe possui árvores específicas de habilidades e, mesmo entre estas, é possível definir certas especializações. Por exemplo, um guerreiro pode optar por se tornar um "tanque", com grande ênfase em defesa. Um mago pode concentrar seu aprendizado em magias ofensivas. Ou, quem sabe, em feitiços de cura e proteção. Um ladrão pode se especializar em ataques à distância, ou favorecer a aproximação sorrateira e ataques de surpresa pela retaguarda. O jogo faz bom uso dessa variedade ao apresentar um cast de companheiros com habilidades bem distribuídas, facilitando ao jogador optar por aqueles que mais se adequam ao seu estilo de jogo ou a uma missão específica.


É fundamental que o jogador se sinta confortável com sua equipe, pois não serão poucos os combates que ela terá de enfrentar. A maioria das missões de Dragon Age 2 segue um tedioso template. Você é direcionado para a locação "A", onde encontra rencas de inimigos. Depois de combater muito, recebe a informação de que tem que ir para "B", onde encontra outra leva de estraga-prazeres. Depois de combater mais ainda, é direcionado para "C", onde, com sorte, o destino final da missão o aguarda. Mas só depois de vencer a última batalha, claro. Na missão seguinte, você irá para "C", depois para "A", depois para "E", e depois para "B". E assim o jogo prossegue, alimentando artificialmente seu tempo de duração - eu levei 64 horas para completar tudo, uma duração bem respeitável para um RPG atual. Penso que teria sido melhor se o jogo abraçasse de vez o paradigma de randomização de Diablo ou Torchlight. Desse modo, seríamos poupados da repetição de cenários.


"Já falei para você não destruir a mobília, Biscoito!"

Essa rotina seria mais digerível se os combates fossem divertidos ou variados. O problema é que eles não são, salvo algumas poucas exceções. Um típico combate em Dragon Age 2 significa enfrentar ondas de inimigos completamente genéricos, além de um ou mais mini-chefes. Exceto no estágio final de uma missão, onde o jogador enfrentará ondas de inimigos completamente genéricos, além de um ou mais mini-chefes e - novidade! - um chefão de fase. Alguns leitores podem argumentar que isso, afinal de contas, é rotina na maioria dos RPGs. Mas aqui a coisa é feita de maneira tão esquemática, tão descarada e tão preguiçosa, que expõe os ossos do programa, destruindo qualquer magia ou ilusão, algo essencial a um bom jogo.

Inimigos genéricos brotando do chão... 

... ou despencando do nada. Ondas e ondas de frustração.

Mas o ponto mais irritante dos combates é mesmo as tais ondas intermináveis de inimigos genéricos; basicamente "minions" com pouca ou nenhuma identidade ou diferenciação. Eles simplesmente despencam dos prédios vizinhos, como para-quedistas vindos do além. Na falta de prédios, brotam despudoradamente do próprio chão, numa espécie de colheita maldita. Qualquer posicionamento que você tenha dado à sua equipe, de modo a proteger os magos (notoriamente vulneráveis ao combate físico), torna-se completamente inútil, já que as novas levas de inimigos podem surgir, abruptamente, em qualquer lugar. De fato, os inimigos irão aparecer EXATAMENTE onde os membros mais fracos do seu grupo se encontrarem. Fica um desconfortável sentimento de que o jogo está roubando.

Novas ondas de inimigos quase sempre se materializam perto dos membros mais fracos do seu grupo.

Essas ondas de inimigos genéricos não transmitem um saudável sentimento de desafio, mas apenas de frustração, na medida em que alongam artificialmente um combate e impedem que você prossiga ou se concentre no que realmente importa. Assim que o jogador se livra de um grupo de malas, outro se sucede, e daí outro, e, não raramente, mais outro. Até que todas as habilidades especiais da sua equipe se esgotem e a batalha se transforme numa estúpida e metódica pancadaria, que logo entedia. Minha esposa cansou-se de me escutar reclamando. "Saco". "Saco". "SACO!". Era o que eu praguejava (pelo menos, é o que é possível de repetir nesse blog de família) a cada nova manada de inimigos. Aventurar-se nunca pareceu tanto com um dia de trabalho. Pelo menos o jogo disponibiliza um bom conjunto de habilidades para controle de multidões, o que alivia um pouco o fardo.

Err... não olhe para trás agora, Hawke...

Na minha opinião, Dragon Age 2 seria bem mais interessante se reduzisse o número de "minions" a valores mais razoáveis e nos permitisse enfrentar oponentes mais significativos e variados, em grupos menores. Inimigos que exigissem uma cuidadosa contraposição de habilidades. Nesse ponto, vale notar que muitas das melhores habilidades só funcionam em alvos "comuns". Ou seja, são inúteis justamente em relação a inimigos contra os quais elas seriam mais necessárias. De novo, a sensação que se tem aqui é que o jogo está "roubando". Note que não estamos falando de uma resistência tradicional, como ocorre em outros RPGs, e que pode ser vencida, anulada ou reduzida. Mas de uma imunidade total, eterna e absoluta.

Não seria DRAGON AGE sem ao menos um dragão que se preze. Pena que só apareça um.

Para piorar, os aliados do jogador possuem a curiosa tendência de desobedecer comandos diretos, mesmo quando desligamos sua iniciativa e os imobilizamos. É de chorar lágrimas de sangue. Você imobiliza sua equipe para evitar que ela entre suicidamente em uma sala apinhada de inimigos. Não importa. Hawke e Isabela vão se atirar assim mesmo lá no meio, num movimento fodástico que só os fará ser atacados por todos os lados. Você então direciona Hawke para usar seus golpes mais potentes no mago adversário. Mas, após o primeiro golpe, Hawke se esquece completamente do comando e vai desperdiçar seu limitado arsenal especial no "minion" genérico mais próximo. Você então, desesperado, manda sua feiticeira paralisar o mago, antes que seja tarde demais e ele complete seu encanto mortífero, que enviará todos vocẽs para a cova. Mas - choro e ranger de dentes - ela já gastou esse recurso único e precioso no inimigo genérico número 34. Desligar totalmente a inteligência artificial resolveria tais problemas, mas, na prática, é algo fora de questão, graças às intermináveis ondas de inimigos genéricos. Por isso, somos obrigados a controlar a maioria dos combates quase round a round, como em um RPG por turnos. Pelo menos até que os inimigos mais perigosos estejam derrotados.

Ouch!

A cereja do bolo é que o jogo, por conta de algum bug, volta e meia desativa, de forma completamente imprevisível, o controle direto de alguém da sua equipe. No meio do calor do combate. Assim, pá-pum, desativado! Você então tem que rezar, mas rezar MUITO, para que a inteligência artificial do infeliz consiga tomar as decisões certas em seu lugar. O que dificilmente ocorre, claro. Alguém esperava outra coisa? E daí você é obrigado a reiniciar aquele chatíssimo e longo combate, enfrentar todas as ondas de inimigos novamente, e torcer para que o problema não se repita. E ele vai se repetir, acredite. O combate de Dragon Age 2, bem se vê, é desafiante. Mas é o típico caso onde o "desafio" é provocado não pelos méritos do jogo, mas por suas deficiências.

"Dá para tirar logo essa maldita foto?"

Em termos de cast de personagens, Dragon Age 2 se sai melhor. Como é comum nos jogos da Bioware, você tem à disposição um colorido elenco de companheiros, com habilidades variadas e personalidades interessantes. Alguns eu achei definitivamente chatos, mas isso vai da preferência de cada um. Exceto por animais de pequeno porte, há opções de romance para todos os gostos e orientações sexuais. O que realmente lamento é que não há um desenvolvimento satisfatório para todos os personagens, nem em como eles se encaixam no universo que os cerca, nem nas consequências de suas ações. Ainda assim, são eles que conseguem dar algum brilho a uma história que, de outra forma, seria completamente destituída de maior interesse. Gostaria de destacar aqui o pequeno romance envolvendo uma atrapalhada amiga de Hawke com um subordinado. Além de render momentos bem divertidos, mostra que seus companheiros possuem uma vida própria, com interesses que não necessariamente giram em torno de você. No final, são esses personagens e suas histórias que incentivam o jogador a prosseguir.


Vale aqui observar que, a exemplo do que ocorre nos jogos da Bioware a partir da Mass Effect 2, não é possível alterar as vestimentas e armaduras dos seus companheiros, mas apenas as armas ou escudos que eles portam. É possível, todavia, encontrar upgrades que, se não alteram o visual do personagem, pelo menos incrementam seus atributos. A Bioware se defende dizendo que isso é necessário para estabelecer uma identidade visual para cada um - algo similar ao "vestidinho vermelho" da Mônica, digamos. Balela, claro. A própria Bioware se encarrega de contradizer isso ao mudar o visual dos personagens, a certa altura do jogo. Mas é apenas uma meia desculpa, sejamos justos. É que são usados meshes (modelos tridimensionais poligonais) distintos para os personagens. Enquanto Isabela exibe formas voluptuosas (peitão, coxão... você entendeu), Merrill é magrinha e delicada. Varric é um anão robusto, e Fenris, um elfo alto e esguio. Se esses personagens pudessem envergar qualquer armadura ou vestimenta existente no jogo, teriam que ser criadas versões específicas dessas texturas para cada um dos meshes existentes. Resguardadas as restrições de classe, claro. É um trabalho caro, demorado e com pouca relação custo-benefício - na opinião da Bioware, pelo menos. Uma textura produzida para o mesh de Merril apareceria distorcida se aplicada no mesh de Isabela, e vice-versa. Ainda assim, acho que poderíamos ter um pouco mais de opções que a filosofia "8 ou 80" do jogo parece indicar.



Dragon Age 2 é, sem dúvida, o RPG mais fraco e displicente da história da Bioware. Jamais quero passar perto dele novamente. E saiba que eu reprisei praticamente todos os outros títulos da empresa. Acho que se o objetivo aqui é lucrar - e não há NADA de errado nisso, muito antes pelo contrário - que isso seja feito da forma correta. Não atropelando o desenvolvimento com prazos absurdos, ou imbecilizando o jogo para atender a um público com déficit crônico de atenção. Mas procurando corrigir os problemas e mantendo as melhores características. O que vimos na transição de Dragon Age: Origins para Dragon Age 2 foi justamente o oposto. O resultado não chega a ser um completo desastre, mas certamente é irrelevante, esquecível, genérico e distante das nossas esperanças. A franquia, antes promissora, vê-se agora diante de um futuro nebuloso. Está na hora da Bioware repensar sua estratégia. A concorrência está logo ali, esperando a chance para brotar do chão.


Galeria de Imagens






Assustador, não? 


"Vamos lá, coragem! são só mais cinquenta ondas de inimigos genéricos!" 


"AAarrgh! Mudem o final de Mass Effect 3 ou eu vou...". Fãs irados são de dar medo.

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22 comentários

  1. Hehe, achei sua nota muito generosa! Ainda faltou vc citar a falta de coesão entre gameplay e história(templarios estão Ok com seus magos sem explicação), o que é uma falha grave quando a intenção é criar um jogo para audiências maduras(isso me incomodou muito em God of War,pelas suas regras de mundo flexiveis)! O final é tão ruim quanto ME3 e nos trilhos! Outra falha é que o jogo não leva em consideração certas escolhas feitas no DA:O(personagens que vc matou podem voltar vivos na sequencia)! Esqueci alguma coisa? Deixa eu ver... Tem também os DLCs caça niqueis(desconsidere caso não tenha jogado)mas da uma olhada na qualidade do material:

    http://www.youtube.com/watch?v=5r3UrwI3J6Y

    O que eu acho hilário é que a empresa culpava o fracasso do jogo por que ele foi inovador,lol! Na verdade o jogo ficaria pior se se sustentasse nos cliches da Bioware! Toda vez que eles tentam ser pretenciosos(DA2 e final de ME3) se dão mal!

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  2. Cara, eu lembro quando saiu o jogo,fiquei ansioso e empolgado pra jogar. Mas depois de 4 horas jogando, ja tava chato. Eu soh terminei o jogo por causa do desfecho da historia. Sem falar que tinha um bug charo no qual o meu "hawke" ficava super lento depois que comper uma skill da mulher pirata.realmente a bioware nao fez um bom trabalho.

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  3. Cara as vezes eu acesso o seu blog do trabalho, em um computador que nunca usei e vejo os sites do retina e rpg codex marcados! Explica isso ai... seu blog ve o que eu to acessando é,lol?

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  4. Marcados? Como assim, Breno?

    Eu tenho os dois nos meus links, é isso? O Retina, que adoro, e o RPG Codex, que é sempre um ótimo indexador para artigos sobre RPGs. É isso mesmo?

    Abraços!

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  5. É que os links do retina,do rpg codex e do mais um blog de games(todos esses eu acesso) estão na cor rosa quando acesso o seu site,mesmo quando eu acesso de um PC que nunca usei (levando em consideração que eu acesso o Retina e o RPG codex antes de acessar o seu site(pra ver se vc deixou de ser preguicoso rsrs))! a fonte dos links que eu não acesso estão na cor preta!

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  6. É, Breno, aqui ocorre a mesma coisa... alguma particularidade do widget de links, pelo visto. Mas rosa não! É roxo claro... ;)

    O blog está parado porquê em breve saio de férias, aí estou adiando começar jogos novos e mais demorados. Queria fazer uma análise "primeiras impressões" do BGEE no iPad, mas pelo visto o jogo não sairá antes das férias. Frustrante! :(

    Abraços!

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  7. "voted number 3 in top 100 all time RPG's on IGN. | Absurdo! Deveria estar em primeiro. "

    Entre a sua revolta e as lamentações do RPG codex, tem um texto bem bacana que dismistifica e idiotifica listas de best games ever

    http://insomnia.ac/commentary/leave_ranking_to_the_experts/

    Artigo em ingles de 2008, ainda relevante nesses tempos de idiotice. O que me decepciona é que até sites elitistas como o RPG codex usa os mesmos criterios de IGNorance,apenas deixando de lado os JRPGs. Afinal, compilar uma lista de melhores jogos dos anos 00 e colocar uma lista enorme de subgeneros(Diablo 2 do lado de BG 2 e Arcanum, por exemplo) não cai bem! Ah e não acho Baldurs Gate 2 o melhor jogo de todos os tempos, lol

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  8. "voted number 3 in top 100 all time RPG's on IGN. | Absurdo! Deveria estar em primeiro. "

    Entre a sua revolta e as lamentações do RPG codex, tem um texto bem bacana que dismistifica e idiotifica listas de best games ever

    http://insomnia.ac/commentary/leave_ranking_to_the_experts/

    Artigo em ingles de 2008, ainda relevante nesses tempos de idiotice. O que me decepciona é que até sites elitistas como o RPG codex usa os mesmos criterios de IGNorance,apenas deixando de lado os JRPGs. Afinal, compilar uma lista de melhores jogos dos anos 00 e colocar uma lista enorme de subgeneros(Diablo 2 do lado de BG 2 e Arcanum, por exemplo) não cai bem! Ah e não acho Baldurs Gate 2 o melhor jogo de todos os tempos, lol

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  9. Breno, eu também não dou bola para quem fica onde nessas listas. Mas não deixa de ser interessante conhecer outros pontos de vista além dos nossos.

    O comentário acima no twitter tem propósito mais humorístico, jpa que não há como achar um "absurdo" BG2 estar em TERCEIRO lugar numa lista de CEM jogos! ;)

    Dito isso, sim, acho BG2 não apenas o melhor RPG de todos os tempos, mas o melhor JOGO de todos os tempos. Para mim. E se pegarmos 1000 pessoas diferentes, serão 1000 opiniões diferentes, já que isso é algo muito, mas muito pessoal. E muito, mas muito subjetivo. E é justamente por isso que listas como essa serão sempre apenas uma curiosidade...

    Falando no assunto, qual o melhor jogo de todos os tempos para você?

    Abração!

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  10. O fato de uma lista se basear em algum ponto de vista já mostra a irrelevancia da mesma para qualquer coisa. Se vc leu o texto que eu linkei, pode ver que o autor propõe que listas uteis podem existir, mas ai o cara tem que ralar a bunda pra conseguir esse feito! De que utilidade a lista da IGN tem pra vc, se a maioria dos jogos são um genero que vc não curte, os JRPGs! Se eu tivesse preferência a RPGs com criação de party e batalhas em turnos, de que utilidade serveria uma lista de rpgs que nominasse Mass Effect ou Witcher entre eles! Opinião não deveria ser a força motriz principal que cria listas, e sim criterio, objetividade, delimitação de genero e só dai quem sabe a opinião entre no meio!

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  11. Sobre o melhor jogo que eu joguei pra mim é dificil dizer! Baseando meu criterio no prazer que esses jogos me proporcionaram, eu acredito que eu nominaria Freespace 2 ou Thief: The Dark Project Gold, mas ai eu teria que pensar um pouco pra ter certeza

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  12. É uma idéia válida, Breno, mas estamos numa democracia e cada um faz a lista que quiser, da forma que bem entender, com os critérios que julgar mais adequados, inclusive o gosto pessoal... sobre melhores filmes, melhores músicas, melhores restaurantes, melhores cervejas, melhores vinhos, melhores livros, melhores games e, porquê não, melhores RPGs.

    Cabe ao público ter o devido discernimento, e daí tirar alguma coisa de útil daquilo ali. Ou mesmo nada. Por exemplo, a lista dos melhores restaurantes/bares da Veja só serve, para mim, como um indexador para descobrir novos lugares para ir (ou não ir), independente da sua avaliação. Uma lista como essa da IGN pode servir sim para que as pessoas descubram títulos que nunca ouviram falar antes. Alguém recém-chegado no mundo dos RPGs pode descobrir ali que o mundo não se resume a Final Fantasy e que existem títulos bacanas como Baldur's Gate, Fallout ou Torment. E daí obter mais informações sobre eles e ver se batem com seu gosto ou com que procura. Listas também são muito úteis para provocar controvérsia e discussão entre a comunidade. E a troca de idéias que vem daí sempre é benéfica, na medida que expôe as pessoas a pontos de vista e referenciais diferentes.

    Para mim, listas são apenas uma curiosidade. Gosto de ver onde os títulos que eu gosto serão situados, e o que disseram sobre suas qualidades. E só. De resto, tenho minha própria lista. É a única válida e está sempre aberta a mutação.

    Abraços!

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  13. lol, de onde vc tirou que minha opinião é antidemocratica? tudo o que eu disse até agora foi criticar listas estupidas, da maneira mais democratica possível! Não teria problema nenhum uma lista intelectualmente legitimada e por tabela mais úteis, mas parece que listas do tipo que eu gostaria não geraria tanto trafego quanto listas estupidas e controversas quanto a da IGN,creio!

    "Uma lista como essa da IGN pode servir sim para que as pessoas descubram títulos que nunca ouviram falar antes. Alguém recém-chegado no mundo dos RPGs pode descobrir ali que o mundo não se resume a Final Fantasy e que existem títulos bacanas como Baldur's Gate, Fallout ou Torment."

    haha, é porque vc acha que um iniciante iria começar por Fallout e não por Final Fantasy 6, que levou a primeira posição! Alias, se vc for ver todos os nominados, irá encontrar 9 titulos da serie FF na lista, incluindo o mais primitivo, o FF1! E quantos Wizardrys e Ultimas vc acredita que ira encontrar na lista? apenas um Wizardry e 4 Ultimas(lol,eles ainda tiveram a aldacia de colocar o port de SNES de ULtima 7,o port é um lixo)!Será que Jagged Alliance 2 está na lista, sendo um jogo que transcende com perfeccionismo as bordas de genero?Não, mas hibridos mediocres como ME e FO3 estão lol,inclusive JG2 está entre os meus melhores. O fato de FF6 ser considerado o primeiro significa que o editorial da IGN(se é que eles tem um) significa que eles consideram JRPGs superiores aos WRPGs e seus respectivos subgeneros(incluindo subgeneros dos JRPGs como os SRPGs)!

    Opinião estupida agente critica, democraticamente lógico!

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  14. Acabei de descobrir uma coisa no site: na posição 24 temos Baldurs Gate 1, e as plataformas incluidas estão Playstation 1 e Dreamcast! Informativo, não? Como é que os caras conseguem ser tão incompetentes assim?

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  15. Não disse que você é antidemocrático, Breno, e se dei essa impressão, peço que me perdoe. Não foi a minha intenção. Disse apenas que vivendo numa democracia é normal que critérios de seleção/classificação sejam os mais variados possíveis, e não necessariamente o que consideramos mais adequado. Da mesma maneira que você está criticando essa lista, outros estão elogiando, e outros estão criticando também, mas por motivos inteiramente diversos dos seus.

    Quer um exemplo prático? Numa lista de games que eu participo, a maioria dos que comentaram essa lista disseram que ela é tendenciosa... atenção... pró RPGs ocidentais! Para você ver como os critérios variam loucamente de pessoa para pessoa. Tenho certeza de que os critérios do IGN são tão válidos para eles quanto os nossos são para nós. E se eu ou você publicássemos nossas listas pessoais, tenha certeza de que não faltaria gente para atirar pedras e nos chamar de idiotas...

    Não sei por onde um iniciante começaria. Se fosse EU, daria uma lida pelo menos nos 25 superiores, daí selecionaria uns 5 mais promissores, daí procuraria reviews sobre eles de outras fontes, e por fim escolheria alguns que parecessem ter mais a ver com meu gosto. De repente, poderia até mesmo incluir um Final Fantasy, porque não? Afinal, o importante é que o jogo divirta o usuário. Esse é o propósito da coisa toda.

    Já aquele jogador que não é iniciante, mas tem toda sua cultura no gênero baseado em JRPGs, este poderia ficar intrigado ao ver tantos títulos WRPG melhor classificados do que outros que ele julgava unanimidades. Se for uma pessoa de cabeça aberta, pode se sentir tentado a experimentar alguns. Listas podem ajudar nisso sim.

    No final, não são as listas - sejam do que for - que importam, mas o discernimento e o pensamento crítico do leitor. A ausência disso é que é problemática, e não as listas em si. Listas apenas referenciam os gostos e critérios particulares de quem as escreveu, nada mais do que isso. As pessoas deveriam se conscientizar dessa simples verdade.

    Abraços!

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  16. Hehe, eu acho engraçado que vc coloque em evidencia o pensamento critico do leitor e aparentemente coloque a qualidade da escrita de fora da equação!

    "Quer um exemplo prático? Numa lista de games que eu participo, a maioria dos que comentaram essa lista disseram que ela é tendenciosa... atenção... pró RPGs ocidentais! "

    E eles estão certos em te criticar! Se seu genero preferido são Rpgs ocidentais, então não faz sentido sua lista ser geral! Pra evitar essas criticas, reduza o escopo de sua lista para o genero de sua preferencia!

    "Afinal, o importante é que o jogo divirta o usuário. Esse é o propósito da coisa toda. "

    Vc acha que essas listas de pessima qualidade atingem esse proposito?Talvez por acidente, não por merito.

    "Já aquele jogador que não é iniciante, mas tem toda sua cultura no gênero baseado em JRPGs, este poderia ficar intrigado ao ver tantos títulos WRPG melhor classificados do que outros que ele julgava unanimidades."

    Talvez eles joguem Ultima 7 no SNES ou Baldurs Gate no Dreamcast,hehe! A questão é que se a IGN acertar com algum usuario vai ser por sorte e não por terem feito uma lista realmente util. Por que eles iriam se incomodar com sistemas de combate datados como o AD&D se FF6 é o pinaculo do design em RPGs?

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  17. "E eles estão certos em te criticar! Se seu genero preferido são Rpgs ocidentais, então não faz sentido sua lista ser geral! Pra evitar essas criticas, reduza o escopo de sua lista para o genero de sua preferencia!"

    Não é isso, Breno. A lista em questão que eu falei é uma lista de DISCUSSÃO de games (que nem sequer é de minha propriedade, eu só participo. E ocasionalmente). Nessa lista de discussão de games o pessoal estava debatendo a lista de RPGs do IGN. Que eles consideraram tendenciosa pró-WRPGs. Sim, a mesma lista que vc considerou tendenciosa pró-JRPGs...

    Lista minha de melhores RPGS, só na minha mente. ;)

    Abração!

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  18. Por acaso vc posta na UOL foruns,hehe? Tem 35 Rpgs ocidentais,subgeneros e mmorpgs inclusos, naquela lista(de 100 jogos,então 65 Jrpgs) e esse pessoal ainda diz que a lista é tendenciosa para os rpgs ocidentais? Me desculpe, mas seus colegas tem titica de galinha na cabeça! Se tirasse os 65 jrpgs, eu ainda diria que a lista é super tendenciosa para Wrpgs modernos(entre os top 10, temos 5 wrpgs da decada passada,incluindo Skyrim, que lançou ano passado) ,coisa que não acontece com os Jrpgs em momento algum, mostrando que a IGN manja bem mais de Jrpgs,mas mesmo assim se atreve a colocar Wrpgs juntos! Alias, uma pergunta bem pertinente se levanta quando os proprios editores não sabem em qual plataforma seus jogos preferido se encontra, como no caso de Ultima 7 e Baldurs Gate e em outros provaveis casos

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  19. Alias, curioso notar como em foruns como o UOL jogos, que tem grande maioria de fãs de Jrpg notar uma certa tendencia a concordar com a lista da IGN,pela mesma tendencia que ela tem para o genero. Logico que sempre há discordancia do tipo "se meu jogo favorito não tiver no top 10, lista sem credibilidade" mas se vc for ver, a grande maioria dos jogos populares que eles gostam está lá(listas tem esse defeito de jogar seguro,se essa lista fosse realmente tendenciosa para wrpgs as lagrimas de fãs quintuplicariam)! Dos Jrpgs que eu joguei, acredito que só dois ou tres ficaram de fora da lista, se comparado aos Wrpgs que eu joguei a lista é bem maior, ficando de fora titulos como Betrayal at Krondor, Wasteland, Jagged Alliance 2, Darklands, Realms of Arkania, Vampire Bloodlines, Arcanum, Temple of Elemental Evil e por ai vai(dai se entende a total reprovação da lista em sites como RPG codex ou NMA)!

    Fico curioso por vc defender esse exercício de futilidade de lista, mesmo sabendo que vc e Aquino ficaram fulos com uma certa revista que disse que o primeiro Crpg foi Diablo! Tá certo que, provavelmente essa revista foi bem mais groceira no uso da informação, mas a quantidade de besteiras por segundo que se le nessas listas acaba se igualando em termos de "qualidade"!

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  20. Haha, desculpa me delongar nesse assunto, prometo ser a ultima vez! Uma coisa curiosa que eu notei naquela lista foi o apego que a IGN tem as marcas grandes, como a EAware, Actiblizzard e a Bethesda(todos os tres no top 10)! Não sei se o mesmo ocorre com os japas, porque esses eles devem fazer mais por obrigação, visto que o publico deles ta mais na de Jrpgs! Eu acho isso curioso pelo fato de titulos superiores como Witcher 2 e Fallout New Vegas estarem bem mais abaixo de suas contrapartes inferiores, porém melhor marketeados como Fallout 3 e Mass Effect(hehe, teve uma "jornalista" deles, uma mulher que gosta de lamber consoles portateis, foi chamada pra trabalhar como dubladora em ME3, vc percebeu isso?)!

    Bom, mas é de videogames que estamos falando, então vence quem for mais brilhoso e tiver mais explosões, independente de conteudo. Não quero dizer que Witcher 2 e Fallout NV são os melhores Rpgs do mundo, mas sim apontar que eles nem levam em consideração as suas proprias metricas(se as metricas deles for popularidade e marketing tudo bem)!

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  21. Eu concordo com a maioria dos seus argumentos, Breno. E, claro, as injustiças me deixam desagradado também. Só tento não ser extremista demais e procuro tentar respeitar o ponto de vista deles por saber que se eu fizesse uma lista desse tipo, outros tantos me criticariam da mesma forma, e com argumentos tao válidos quanto. Mas provavelmente estou fazendo papel de advogado do diabo. Se alguém viesse aqui falando que essa lista é a quinta maravilha do universo, não duvido que eu levantaria os defeitos dela, da mesma forma que você. :)

    Abraços!

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  22. "procuro tentar respeitar o ponto de vista deles por saber que se eu fizesse uma lista desse tipo, outros tantos me criticariam da mesma forma, e com argumentos tao válidos quanto".

    é necessário separar o joio do trigo em relação as criticas. Por mais defeituosa que seja a lista da IGN, criticar a lista por ser tendenciosa a Wrpgs nunca vai ser uma critica valida. Ou o cara tava trollando, prevendo o resultado ou simplismente é estupido ou seja, nenhuma das tres opções é valida como forma de critica!Ou vc acha esse argumento valido? E quando vc fala "lista DESSE TIPO" vc já está aderindo as metricas falhas da IGN. Digo e repito: Listas podem ser uteis(e não de uma forma acidental como as listas MDC da IGN,pra que se nivelar por baixo? Uma lista sensivel seria util tanto para o MDC quanto para os elitistas)

    Sei que o ser humano é questionador, mas simplismente no caso da IGN não tem desculpa! O trabalho deles é inferior ao de crianças de nivel fundamental e isso não é exagero! Listas podem ser uteis e respeitadas, desde que a pessoa trabalhe respeitando metricas razoaveis e tenha boa fé! Se uma pessoa só jogou 100 jogos na sua vida, não faz sentido ela fazer uma lista que abranja 100000000 jogos(e é preciso ter sensibilidade quanto a generos e preferencias)!

    Abraços e desculpas por quebrar a promessa,lol

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