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Baldur's Gate: Enhanced Edition para Ipad - Uma Análise (Parte 2)

quarta-feira, junho 19, 2013 José Guilherme Wasner Machado 3 Comentários Categoria: , , , , , ,


"Camaraderie, adventure and steel on steel. The stuff of legend! Right, Boo?"

Prossigo aqui a análise sobre Baldur's Gate: Enhanced Edtion (BGEE) para iPad. Quem se interessar em ler a primeira parte, que faz uma breve introdução ao jogo, pode clicar aqui.

Quando BGEE foi finalmente lançado, após meses e meses de ansiosa espera, o resultado não foi exatamente o esperado. A maior parte das resenhas sobre a versão PC foi morna, na melhor das hipóteses. E não sem razão. O fato é que BGEE para PC pouco acrescentou ao que existia antes. Muitos dos seus avanços já haviam sido implementados no jogo original através de MODs, criados por fãs talentosos e dedicados. Inclusive a correção da maioria dos bugs até então identificados. O conteúdo extra acrescentado pela Overhaul Games poderia fazer alguma diferença, mas também está longe de ser essencial e é facilmente eclipsado por outros tantos MODs com novas missões e personagens.


Os sonhos do seu personagem não são exatamente agradáveis...

Ainda assim, BGEE seria compra certa se tivesse atualizado os gráficos para os padrões atuais. Não estou falando aqui de algo como Skyrim ou Mass Effect. Mesmo mantendo o padrão isométrico característico da série, muito poderia ter sido feito. Vocês viram o trailer de jogabilidade de Project: Eternity? Se não, aproveitem para fazê-lo agora. Pois é, Project: Eternity é declaradamente inspirado nos jogos da Infinity Engine, como é o caso do próprio Baldur's Gate. O vídeo acima dá uma idéia clara do que BGEE poderia ter se tornado caso tivesse tido um investimento melhor. Isso não apenas levaria os antigos fãs à catarse, mas também conquistaria uma leva de novos jogadores. Infelizmente, não foi o que aconteceu aqui. Uma grande oportunidade jogada fora.

Para ser justo, a culpa não é totalmente da desenvolvedora. Ainda que os planos da Overhaul Games para um remake HD da série fossem modestos, eles existiam. Foram, todavia, frustrados por um obstáculo que ninguém de bom senso poderia imaginar.

Fireball é uma das magias mais destrutivas. Cuidado p/ não acertar seus amigos também.

Como vimos no primeiro post, os cenários de fundo de Baldur's Gate são, na verdade, "wallpapers". Ou seja, imensas imagens rasterizadas sobre as quais os elementos de cena são sobrepostos e por onde personagens se locomovem. Quando o jogo foi lançado, em 1998, a resolução típica de um monitor de PC era de 640 x 480 pixels. Dessa forma, as imagens originais, que deviam ter resolução bem superior, foram amostradas tendo em vista essa resolução. Não fazia muito sentido usar resoluções superiores uma vez que poucos usuários veriam os benefícios e isso implicaria impactos consideráveis na performance, espaço de armazenamento e até logística. Vale lembrar que o jogo vinha em cinco (!) discos de instalação, e o normal (se não me falha a memória), para um jogador com pouco espaço de HD, era instalar apenas os arquivos essenciais. O jogo carregava as áreas direto dos CDs. Assim, dependendo da região em que o jogador entrava, era necessário abrir a gaveta do CD e trocar o disco. Com uma resolução menor, um disco podia armazenar um número maior de áreas, reduzindo as trocas.

Um dos novos personagens introduzidos por BGEE.

O problema é que os monitores atuais possuem resoluções muito superiores a 640 x 480. Para exibir as imagens do jogo, eles fazem um upscaling automático para sua resolução nativa. Como o upscaling é uma interpolação, a imagem final fica "borrada", como se um leve efeito "blur" tivesse sido aplicado. Para evitar isso, um fã criou um "MOD de alta resolução". A idéia era simples: exibir uma área maior do "wallpaper de cenário", igualando assim a resolução do monitor. Ou seja, em vez de exibir um quadro de 640 x 480 pixels e daí fazer um upscaling para 1920 x 1080, o MOD alterava a interface do jogo para exibir um quadro nativo de 1920 x 1080 do wallpaper do cenário. Com isso, os cenários ficavam lindos, nítidos, e, como bônus, uma área maior do cenário podia ser visualizada. Só que os avatares dos personagens e os objetos de cena, elaborados para uma resolução de 640 x 480, ficavam minúsculos, tornando o jogo inviável. E o texto ficava completamente ilegível.

Para resolver isso, o plano da Overhaul era simples: fazer uma nova amostragem dos cenários, avatares e objetos em resoluções compatíveis com os dispositivos atuais. A desenvolvedora entrou então em contato com a Bioware para solicitar os arquivos gráficos originais. Mas, após longas buscas pelos servidores da empresa e pelas mídias de backup, os arquivos não foram encontrados. Em algum momento do passado, o backup se perdera. Tragédia.


Refazer toda a arte original não era uma opção para a Overhaul, dado o orçamento limitado do projeto. Restou então uma única opção: empregar técnicas tradicionais de upscaling sobre os arquivos gráficos do próprio jogo, capturados em resolução inferior, mas disponíveis para qualquer um. O uso de upscaling não é algo novo. Jogos de PS3 e Xbox 360, por exemplo, fazem isso direto, pois não possuem poder computacional para gerar gráficos em 1080p em jogos mais complexos. Como vimos, monitores e televisões fazem isso também, automaticamente. Outro bom exemplo são os aparelhos de bluray, que convertem as imagens de DVD para Full HD.

Ora, se o próprio monitor do usuário já faz o upscaling automaticamente, por que o público deveria se importar em comprar o BGEE? Bem, como vimos, o fato é que o upscaling do monitor não é lá essas coisas, resultando em um gráfico extremamente borrado. A Overhaul testou diferentes algoritmos e chegou a um resultado bem superior, ainda que longe da perfeição. E a interface do jogo foi refeita em HD, melhorando o visual geral. Ainda assim, o resultado final decepciona.


Mas se BGEE não oferece grandes avanços, existe afinal alguma razão para comprá-lo? A maior parte da imprensa especializada (resenhas da versão para PC, saliento) conclui que não, não vale a pena, ainda mais com original sendo vendido no GOG por um preço bem mais em conta (na época do lançamento de BGEE). Mas esta é uma decisão que depende muito do perfil do usuário. Instalar MODs no jogo antigo e fazer as configurações necessárias exige uma certa paciência e conhecimento, e a maioria dos jogadores não possui nem uma coisa, nem outra. Com o BGEE, é só instalar e sair jogando. Há também algum novo conteúdo disponibilizado, na forma de personagens e aventuras inéditas. Até mesmo romances, um recurso que só foi aparecer na continuação. Esse conteúdo pode ser um atrativo extra para alguns veteranos. Também foram atualizadas algumas imagens e cutscenes, mas não é nada realmente de maior importância. Da minha parte, todavia, existe uma EXCELENTE razão para adquirir a nova versão, pois o BGEE realiza um velho sonho meu: um port para tablets. Para mim, as vantagens dessa nova plataforma  compensaram cada centavo investido.

Algo de sinistro ocorreu aqui...

Para começar, há a questão da mobilidade. Agora posso jogar Baldur's Gate em qualquer lugar. Num hotel. Numa longa viagem de trem ou de avião. Ou mesmo em casa, debaixo das cobertas ou na poltrona do jardim (se eu tivesse um jardim). Não estou mais preso ao escritório, tampouco ao teclado e ao mouse. Claro, tablets não são adequados para qualquer tipo de jogo, mas são simplesmente perfeitos para RPGs isométricos e de combate tático e pausado, como é o caso da série.

A segunda grande vantagem são justamente os visuais, tão criticados acima. A tela relativamente pequena dos tablets, eu imaginava, reduziria o visual pixelado destes jogos antigos, assim como o borramento provocado por upscaling. Não me decepcionei. Os gráficos já obsoletos de Baldur's Gate ficaram ótimos na telinha de 9.7 polegadas do iPad, apesar da resolução ser até superior à de um PC comum. Belas florestas, fortalezas sinistras, cidades apinhadas... com esse port do iPad, sinto hoje o mesmo encantamento de quinze anos atrás. O que é um feito considerável.

A noite cai sobre Baldur's Gate...

Não significa, claro, que não existam contratempos. Os avatares do personagens ficam bem pequenos, assim como os demais elementos de cena. Não tanto quando no MOD de alta resolução, citado acima, mas ainda assim um problema. Muitas vezes fica difícil clicar no alvo certo, seja por conta do tamanho reduzido do objeto/avatar, seja porque o jogo, por conta de algum bug, simplesmente ignora determinados cliques. Por mais que você insista. Para ajudar nisso, o jogo inclui um recurso de zoom, usando o tradicional movimento de pinça com os dedos. Ele resolve tanto a questão do tamanho reduzido dos objetos, quanto esse malfadado "bug dos cliques". É claro que o uso do zoom resulta numa maior pixelização mas, sendo algo localizado e temporário, é fácil tolerar. Com o texto dos diálogos, todavia, não há esse contorno. Ele é fácil de ler, mas difícil de clicar, quando é necessário selecionar resposta em uma lista. O jogador precisa tomar cuidado extra para não clicar na linha errada e daí pôr tudo a perder. Recomendo o uso de uma caneta stylus - ela melhora bastante a precisão e facilita sobremaneira a interação com o jogo.


BGEE introduziu um recurso muito útil de zoom.

Outro ponto positivo que eu apontaria na versão para tablets é que RPGs táticos como Baldur's Gate se adaptam muito bem a uma interface touchscreen.  Não diria que isso é exatamente uma "vantagem" sobre a versão PC, pois o fato é que o controle via mouse continua sendo mais preciso e ágil em certas situações. Mas não é tampouco um empecilho. É muito fácil e intuitivo controlar Baldur's Gate com a ponta dos dedos, e isso, somado à portabilidade e ao conforto de uma boa poltrona de leitura, torna a experiência mais prazerosa como um todo. Os maiores problemas que eu vi com o touchscreen foram 1) a dificuldade de clicar em objetos pequenos, como descrito acima, e 2) quando é necessário selecionar um subconjunto da sua equipe. A Overhaul bolou soluções simples para as duas questões, mas que não são tão ágeis como no PC, onde basta clicar e arrastar o mouse para selecionar uma região da tela, ou usar shift+click para selecionar os personagens individualmente.

Na telinha do iPad, é difícil selecionar a resposta desejada. Dica: use uma stylus.

Outros problemas não são tão fáceis de ignorar. No Baldur's Gate original, ao clicar em um personagem que não seja da sua equipe, é realizada uma ação default: conversar, se o NPC for neutro, ou atacá-lo, caso seja hostil. Em BGEE, porém, na maior parte das vezes nada acontece. Daí é necessário clicar em um botão de ação ("atacar", "conversar") e só então clicar no NPC em questão. Isso torna o processo consideravelmente mais trabalhoso, já que são tarefas que o jogador terá que executar a todo momento. E muitas vezes nem isso resolve, exigindo que se dê zoom para que o jogo reconheça o NPC e execute a ação. O problema é que, durante um combate mais difícil, isso pode fazer o jogador perder um turno precioso e daí botar tudo a perder, exigindo recarregar um savegame anterior. Irritante. Também é muito comum os personagens da sua equipe deixarem de atacar automaticamente os inimigos durante um combate, exigindo constante atenção e intervenção por parte do jogador. Com a inteligência artificial acionada e os scripts de decisão ativos, isso não deveria ocorrer.


A questão do pathfinding, uma dor de cabeça no original, segue incólume aqui. "Pathfinding" é o algoritmo que indica a um personagem o caminho a seguir, entre obstáculos e atalhos, para ir do ponto A, onde ele se encontra, ao ponto B, indicado pelo jogador. No jogo original, era muito comum alguns membros da sua equipe serem bloqueados temporariamente por outros, e daí resolverem seguir rumos completamente inesperados. Muitas vezes indo na direção oposta à desejada. Na maior parte das vezes, isso era apenas um contratempo, pelas voltas indesejadas. Mas, em outras ocasiões, poderia levar a um completo desastre, com membros da equipe entrando inadvertidamente em áreas repletas de inimigos, ou disparando armadilhas que de outra forma seriam descobertas a tempo. Acredite, era um problema muito frustrante. Pois BGEE não apenas não resolveu esse embaraço, como parece tê-lo piorado. O que é incompreensível. No jogo original, o problema podia ser contornado aumentando o número de "nós de pesquisa" no arquivo de configuração. Isso, claro, provocava queda de performance, então nem todos podiam recorrer a tal alternativa. Mas hoje, cerca de 15 anos depois, potência não deveria mais ser um problema. A Overhaul podia decuplicar o número de nós de pesquisa sem que a performance sofresse grande impacto. Por que então o problema parece ter aumentado? Para piorar mais ainda, alguns membros da sua equipe (Imoen!) simplesmente param pelo meio do caminho e por lá ficam, exigindo constantes reconfirmações de ordem.

Imoen encontra uma armadilha. Mas ela podia parar de descansar pelo caminho.

Falando em performance, o jogo tem sérias quedas de framerate em determinados momentos. Eu pergunto: como uma máquina atual, mesmo sendo um tablet (no meu caso, um iPad 3), pode ter problemas em processar algo que um micro de 15 anos atrás tirava de letra? Mas é o que ocorre quando certas animações são exibidas nos cenários de fundo, na forma de cachoeiras ou de neblinas. O slowdown é particularmente torturante com feitiços de área que duram vários turnos. É o caso de web, por exemplo, e principalmente entangle. A taxa de quadros cai assustadoramente com as animações dessas magias, fazendo o combate avançar numa lentidão exasperante, com vários segundos para cada turno. Mover a câmera para fora do local onde está ocorrendo a animação problemática faz o jogo voltar ao normal, mas - óbvio! - não é uma alternativa quando inimigos estão tentando lhe matar. É preciso muita paciência nessas horas, ainda mais considerando que essas magias prosseguem por vários rounds, mesmo após o último inimigo ser derrotado.

Entangle é uma magia essencial. Mas transforma os combates em slow motion...

Ao que tudo indica, esse bug, apesar de grave, não deve ter solução simples, já que nenhum patch para isso foi lançado até agora, mesmo tendo se passado vários meses desde o último. Mas nenhum dos bugs que constatei até o momento é realmente impeditivo. Lamento mais certas omissões ou decisões erradas. Não é disponibilizada uma maneira simples para algo que deveria ser básico, como incluir um retrato personalizado para seu personagem. Não há uma forma fácil de trocar savegames com o PC. E o jornal está pior do que nunca, tornando-se um recurso quase inútil. Se tento rolar as entradas para visualizar uma mais antiga ou mais recente, a interface interrompe o processo e abre um editor, como se eu desejasse incluir algum texto. Já fiz de tudo, mas nada me permite fazer a consulta sem que isso ocorra. Também não foi incluída uma forma de identificar rapidamente uma determinada magia. No PC, bastava deixar o mouse sobre o feitiço para que um hint fosse exibido com o seu nome. No iPad, é preciso identificá-los unicamente pelos seus ícones, alguns muitos parecidos entre si. A única forma de contornar isso é abrir o livro de magias do personagem, localizar em que página o feitiço desejado está e daí pressionar o seu ícone por alguns segundos. Só então será exibida uma tela com um texto descritivo. Trabalhoso e desajeitado. Recomendo manter o manual do jogo acessível ou recorrer a esta app aqui.

Finalmente um recurso para ver todos os objetos clicáveis. Mas ele revela inimigos ocultos também.

Ainda assim, valeu demais ter Baldur's Gate no tablet. Há um ano atrás tentei reprisar o jogo no PC e não animei. Mas agora, podendo levá-lo em viagem ou para a poltrona da sala, está sendo um prazer reviver os bons momentos que ele me proporcionou no passado. Com a vinda futura de BG2EE, serão centenas de horas de diversão pela frente. Apesar dos problemas descritos, o port, de modo geral, foi muito competente, e a Overhaul merece os parabéns por conseguir enfiar tanto conteúdo nos meros 2Gb que a Apple impõe como limite para as aplicações. Se a versão PC é um tanto redundante e decepcionante, a versão iPad faz o projeto justificar sua existência, pelo menos para mim. Tomara que a versão para tablets Android não demore a sair e faça os seus proprietários tão felizes quanto eu. Exceto, claro, quando Imoen resolver descansar pelo caminho.

A caminho de Baldur's Gate...

Veredito

Se você possui um PC e deseja conhecer essa série histórica, e não tem saco para fazer complicadas configurações e instalações de MODs, e/ou deseja desfrutar das futuras expansões a serem lançadas pela Overhaul, vale investir em BGEE. Ainda mais agora que ele está aparecendo em promoções por aí. Caso contrário, fique com o jogo original mesmo, pois costuma estar bem mais em conta.

Se você possui um iPad (ou, mais para frente, um tablet Android), e gosta de RPGs old-school, recomendo MUITO a compra da versão BGEE para essa plataforma. Ela não é perfeita, é até irritante em alguns momentos, mas ainda assim vale cada centavo. Go for the eyes!

... e a terra tremerá uma vez mais sob os pés impiedosos de WASNER, o filho de ...

Por onde WASNER passa, apenas cadáveres permanecem. E o lamento de suas mulheres. 

A tela de inventário. 

 Senhorita Rosa, com a faca, na sala de estar?

 Neera é uma das novas personagens introduzidas por BGEE.

O aventureiro não vive apenas de belas florestas em Baldur's Gate.

Na terceira e última parte desta série, o que poderia ter sido feito para transformar Baldur's Gate em um jogo realmente "enhanced"? Espero vocês lá.

UPDATE: por puro saudosismo, não pude evitar tirar meus velhos manuais da gaveta, para dar uma relembrada. Bons tempos... :)



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3 comentários

  1. Uma análise muito precisa e ponderada.

    Só há uma questão que eu acho que você poderia esclarecer melhor. Para quem nunca jogou a saga BG, e está chegando agora, será que vai haver maior dificuldade em matéria de lidar com regras e todo o sistema de jogo peganodo o original do GOG? Ou a versão aprimorada? E qual das duas possui mais bugs que comprometem o progresso?

    Mudando de assunto, será que você poderia montar pra mim um PC assim para "brincar" por menos do que a Microsoft vai cobrar pelo Xbox One? http://anatomic-latex.com/archives/1197 Abraços. E ficamos no aguardo da terceira parte.

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  2. Thiago, se eu soubesse montar um PC desses, eu estaria mais escandalosamente rico do que a própria Microsoft! :)

    Em termos de PC, diria que as duas versões mais ou menos se equivalentem, com algumas vantagens para o BGEE. Como o preço deste caiu bastante, eu iria de BGEE. Em termos de bugs, ele corrigiu os antigos, mas introduziu alguns novos. Mas os bugs introduzidos por ele tendem a ser corrigidos com o tempo, até porquê a engine será a mesma usada em BG2EE e, quiçá, até mesmo num possível BG3. Ou seja, à medida que eles forem desenvolvendo os novos jogos, as melhorias e correções devem ser liberadas também para o BGEE, sob a forma de patches.

    Aliás, ia sair por estes dias um novo patch, provavelmente endereçando alguns dos problemas indicados neste post, mas, por uma triste coincidência com este artigo, a venda do BGEE foi suspensa ontem (19/06) por conta de um imbróglio contratual. Devo até fazer um update aqui hoje à noite sobre este assunto. Ainda assim, eu aguardaria a venda retonar ao normal e compraria BGEE -numa promo, bem entendido.

    Sob a ótima dos jogadores mais novos, os dois jogos, original e BGEE, são muito semelhantes, com talvez um ou outro recurso introduzido pelo BGEE que facilita um pouco a vida do jogador, como a tecla para exibir itens clicáveis. A versão PC do BGEE também será mais fácil de lidar do que a do iPad, embora se perca a mobilidade e os gráficos mais bonitos (por conta de tela menor). O jornal do BGEE é problemático, mas desconfio que isso só ocorre na versão ipad, na versão PC ele deve estar OK.

    BGEE podia ter introduzido uma série de melhorias de interface e jogabilidade, até incluindo alguns recursos opcionais para facilitar a vida de jogadores contemporâneos novatos, mas infelizmente não o fez, por falta de tempo, de dinheiro ou excesso de purismo. Mais sobre este assunto específico na terceita parte deste artigo!.

    Abraços!

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  3. Boa análise, como sempre. A suspensão da venda do jogo é extremamente preocupante.

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