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Dragon Age: Inquisition - Um Resumão das Resenhas [UPDATE]

quinta-feira, novembro 13, 2014 José Guilherme Wasner Machado 11 Comentários Categoria: , , ,


Dragon Age: Inquisition estará disponível para venda a partir de 18/11/2014. Sendo assim, é sábio dar uma boa lida nas resenhas dos principais portais de games, e saber se o título merece o nosso dinheiro. Para quem não está com tempo ou paciência para isso, segue abaixo um apanhado dos principais pontos destacados pela imprensa especializada (links ao final).
 
Vamos lá?

Obs: as imagens que ilustram este post foram tiradas do próprio site do jogo

[UPDATE] Após mais de 100 horas, terminei o jogo. Você pode conferir minhas impressões sobre ele nos seguintes posts:
- Dragon Age: Inquisition - Primeiras Impressões (Sem Spoilers)
- Dragon Age: Inquisition - A Vingança da Bioware?
- Dragon Age: Inquisition - Uma Resenha


 
O Mundo do Jogo

- Todas as resenhas concordam em uma coisa: Dragon Age: Inquisition é IMENSO, tanto em termos de coisas para fazer como simplesmente em espaço "físico". Somente a quest principal deve levar cerca de 50 a 60 horas para ser completada. Jogadores detalhistas facilmente ultrapassarão as 100 horas de jogo. Investimento bem empregado, com certeza.

- Como ocorre em outros RPGs da Bioware, o mundo do jogo se divide em várias regiões independentes. DA:I não abraça totalmente a filosofia de mundo aberto dos RPGs da Bethesda (Skyrim, Oblivion, etc), ainda que algumas dessas regiões sejam realmente gigantescas. Jogadores de perfil explorador terão farto material para trabalhar. O que é um alívio, depois dos claustrofóbicos "corredores virtuais" de Dragon Age 2

- Nem todas as regiões são imensas. Existem, inclusive, algumas bem pequenas. Por exemplo, a grande cidade de Val Royeaux é representada por uma mera... praça. E só. Por sinal, nenhuma grande cidade foi incluída no jogo, o que é simplesmente lamentável.

 
- Uma vantagem interessante dessa divisão de áreas é que teremos uma grande variedade de ecossistemas independentes, como florestas e desertos, além de diferentes arquiteturas e contextos culturais. Como ocorria em Baldur's Gate, parece que a Bioware conseguiu unir novamente o melhor de dois mundos, com vantagens das escolas de RPG Open World e Linear.

- As resenhas destacam também a beleza gráfica de DA:I. É um jogo que parece fazer jus às maiores capacidades técnicas da presente geração. Todavia, alguns problemas visuais foram relatados, como texturas que demoram para carregar, atores/objetos que surgem repentinamente e um visual meio "plastificado" dos personagens. 

- No PC existe uma configuração "Ultra", que deve fornecer recursos gráficos superiores aos dos consoles. Mas esteja avisado que este é um jogo pesado. Só ter um PC não é garantia de que você poderá "ligar tudo" nessa configuração mais demandante.

- O jogo não está totalmente estável, ocorrendo muitos congelamentos e quedas para o desktop. A EA promete um patch logo no lançamento, com a correção de alguns desses problemas.

- O personagens agora são capazes de pular e escalar, e algumas dessas habilidades são importantes para acessar lugares remotos e encontrar tesouros ocultos. Mas os resenhistas não ficaram nada contentes com as dificuldades envolvidas nesses momentos em que DA:I se parece mais com um jogo de plataforma que um RPG. De qualquer modo, temos que bater palmas pela Bioware incentivar o fator exploração, tão ausente dos seus títulos recentes.

 
O Combate

- Como nos jogos anteriores, a equipe do jogador pode ter até quatro membros, incluindo o personagem principal.

- O combate em DA:I tenta conciliar duas filosofias aparentemente antagônicas: o combate tático de Dragon Age: Origins com o combate de ação de Dragon Age 2. Se o jogador quiser esmagar botões alucinadamente, ele poderá fazê-lo. Se ele quiser acionar o modo tático e pensar de forma mais estratégica, também. O grau de sucesso dessa implementação é um ponto onde os resenhistas pouco concordaram. Alguns aprovaram entusiasticamente, outros não.

- O modo tático é familiar aos jogadores da Bioware. A câmera se afasta, dando uma boa visão do campo de batalha. O jogador pode pausar a ação para distribuir ordens, que então serão cumpridas pela equipe. Mas as resenhas revelam problemas no comportamento da câmera. Ela não se afasta o suficiente do solo e, às vezes, fica "presa" em objetos do cenário.

- No nível de dificuldade padrão, não há muita necessidade de agir taticamente. De fato, muitas resenhas foram bastante críticas em relação a isso. Esmague botões e conseguirá passar pela maioria dos combates, sem ter que fazer uso de muita estratégia ou pensar em novas abordagens. Alguns analistas consideraram isso meio repetitivo depois de um certo tempo de jogo. Outros, por outro lado, adoraram ou consideraram um problema menor.

- Para aqueles jogadores que preferem combates que que exijam um cuidadoso planejamento estratégico, recomenda-se utilizar o nível de dificuldade "Hard" ou superior. Já aqueles que preferem combates de ação, onde não é necessário pensar muito, o nível padrão ou o "Easy" são os ideais. Minha intenção é começar no nível normal para testar o jogo, e se achar que a coisa está muito fácil, aumentar o nível de dificuldade depois de um certo tempo.
   

- Nos combates mais difíceis - contra "chefes" e dragões, por exemplo - o jogador certamente irá preferir o modo tático, mesmo no modo de dificuldade normal.

- No modo normal, onde a ação corre solta, sem pausas, cada personagem da sua equipe luta por conta própria, seguindo sua inteligência artificial (que foi razoavelmente elogiada) e um script de comportamento. Esses scripts são customizáveis, mas são menos complexos e abrangentes do que aqueles vistos em Dragon Age: Origins

- Mesmo no modo de ação, o jogador pode controlar diretamente qualquer membro da equipe, a qualquer momento. Neste caso, a sua perspectiva é imediatamente alterada para o ponto de vista daquele personagem. Ou seja, a câmera vai saltando de personagem para personagem, à medida que o jogador os seleciona.

- Não existem mais feitiços de cura. Em vez disso, a equipe faz uso de poções, que são reabastecidas em acampamentos, bases e em certos pontos ao longo de uma missão. Os membros da sua equipe usarão automaticamente as poções à medida que necessitarem delas, dispensando micro-gerenciamento. Mas quando o estoque se reduzir a apenas duas poções, a decisão de uso passa a ser obrigatoriamente do jogador. Apesar de radical, a maioria dos resenhistas aprovou a mecânica.


A História e os Personagens

- O jogo começa com o personagem principal, criado pelo jogador, presente a uma conferência de paz entre Templares e Magos - duas grandes facções do jogo, mutuamente excludentes. De repente, uma fenda se abre no céu e, imediatamente, o local do encontro é destruído numa explosão. Seu personagem é o único sobrevivente do desastre, o que causará um misto de suspeita e reverência aonde ele for. Ele também é o único com um poder bem específico: o de fechar as tais fendas, que são aberturas para o mundo demoníaco (de modo similar ao que ocorria em Elder Scrolls: Oblivion). A partir daí seu personagem irá começar uma longa jornada para entender o que está acontecendo, qual o seu papel nessa história toda e como evitar que o desastre se expanda e acabe com o mundo. 

- Para combater a ameaça, o jogador contará com uma organização - a tal "Inquisição" do título. Ao longo do jogo, a Inquisição dependerá da liderança e iniciativa do jogador para fortalecer seu poder e influência. 

- Em moldes muito parecidos com Pillars of Eternity, o jogador possuirá uma fortaleza, onde todos os seus amigos, companheiros e aliados estarão sediados. A fortaleza poderá ser customizada e desenvolvida ao longo do jogo. Nela, o jogador terá a sua disposição uma "Mesa de Guerra", onde missões pendentes poderão ser analisadas e planejadas, de modo similar ao "Mapa Galáctico" de Mass Effect. Aliás, pense na fortaleza como o equivalente da Normandy de Mass Effect. Ela é sua base e seu lar.


- O jogador terá a sua disposição nove companheiros jogáveis, além de três conselheiros não jogáveis. Entre esses conselheiros, estará Leliana, de Dragon Age: Origins. Mas não se anime muito. Ao que parece, ela foi tão alterada pelos roteiristas que está praticamente irreconhecível.

- Ao longo de jogo, surgirão diversas missões paralelas em que o jogador não participará diretamente. Ele poderá apenas optar por uma abordagem específica, de acordo com as indicações de seus conselheiros. Essa abordagem poderá ser diplomática, agressiva ou sub-reptícia. Cada abordagem oferece riscos e recompensas distintas. Essas missões não-interativas não ocorrem em tempo de jogo, mas em tempo real. Algumas missões menores podem durar apenas 15 minutos. Outras podem levar diversas horas. Este tempo é contado mesmo quando o jogo não está ativo. Deste modo, ao retomar a partida no dia seguinte, o jogador pode ser apresentado de imediato aos resultados de uma missão iniciada na véspera.

- A história principal em si não parece ter causado grande impressão nos resenhistas, que a classificaram como sendo muito convencional e apenas adequada. Todavia, a maioria elogiou o nível de escrita e de detalhes, que, segundo eles, fizeram toda a diferença. Além disso, destacaram a qualidade das histórias e missões secundárias. Elas não devem ser ignoradas pelo jogador, sob o risco de se perder alguns dos melhores momentos de DA:I.


- As missões das primeiras horas de jogo são bem sem graça, mas o jogador não deve desanimar. A coisa melhora bastante depois de umas 10 horas.

- Os resenhistas foram unânimes em apontar o elenco de personagens como um dos pontos altos de DA:I. O que não surpreende, já que esta é uma qualidade constante nos títulos da Bioware. Cada personagem da equipe possui personalidade, motivações e ideologias distintas. Eles discutem com o jogador e tentam influenciar suas decisões. Também possuem histórias e missões específicas, que ajudarão a moldar seu destino.

- As interações entre Varric e Cassandra (ambos de Dragon Age 2) foram apontadas como uma das coisas mais divertidas da história, então vale o jogador incluí-los (simultaneamente, claro) na equipe de vez em quando.

- As ações do jogador podem aumentar ou diminuir sua influência com algum personagem. E não importa se no momento em que a ação ocorrer o personagem está ou não na equipe. Aparecem na tela avisos do tipo "Fulano de Tal não gostou do que você fez". Sim, mesmo que Fulano de Tal esteja a centenas de léguas de distância. A idéia aqui, apesar da premissa absurda, é impedir que o jogador se livre das consequências ao não colocar na equipe certos personagens em certas missões.


- Como é costume nos jogos da Bioware, há romances, para desespero dos codexers, que não conseguem entender o conceito "opcional". Os personagens possuem orientações sexuais das mais diversas, então prepare-se para eventualmente levar alguma porta na cara.
 
- Para nossa felicidade, ao contrário do que acontecia em Dragon Age 2, aqui é possível customizar o equipamento e a aparência dos membros da equipe, . 

- Ao criar seu personagem o jogador tem à sua disposição três classes diferentes - guerreiro, mago e ladino - e quatro raças distintas - humanos, elfos, anões e qunaris. Estes últimos são aqueles grandalhões com chifres na cabeça e péssimo senso de humor, vistos nos dois jogos anteriores.

- A classe de um personagem influencia principalmente a sua forma de combate e sua progressão de habilidades. Já a raça afeta as interações do jogador com outros personagens. Elfos, por exemplo, sofrem grande rejeição e preconceito, enquanto qunaris provocam medo e suspeita. Mas a história principal não é desviada minimamente por essas escolhas.


Sintetização Realista de Voz?

Como ocorre em todos os jogos mais modernos da Bioware, o personagem do jogador não é um "herói silencioso". Ou seja, todos os seus diálogos são falados, e não apenas escritos. Nos outros títulos da desenvolvedora isso significava ter um ator contratado para interpretar o personagem masculino e uma atriz para interpretar a personagem feminina. Só que dessa vez o jogador pode optar por vozes diferentes - existindo um conjunto separado para cada sexo - na etapa de construção do personagem. 

Como eu duvido que a Bioware tenha contratado vários atores e atrizes para dizerem as mesmas frases, com as mesmas entonações, ritmos e interpretações, penso que está sendo usada aqui alguma tecnologia de sintetização de voz. Não para produzir os diálogos do zero, mas apenas para alterar o padrão vocal do ator original. Para maiores detalhes sobre este tipo de tecnologia e suas empolgantes possibilidades, leia este artigo aqui. É curioso como este ponto, que considerei particularmente interessante, foi ignorado na maioria das resenhas. Será que este povo não entende a importância que essa tecnologia terá para o futuro dos jogos?

Por sinal, parece que existe um bug que faz com que a voz do personagem mude, lá pela metade do jogo. Deve ser engraçado.


Em resumo...

Há muito mais que pode ser listado aqui, é claro. Mas prefiro recomendar que você leia as resenhas propriamente ditas. Aqui faço tão somente um apanhado dos pontos considerados mais importantes. 
 
De modo geral, os resenhistas gostaram muito do jogo (Metascore neste momento: 88 em 100), apesar de apontarem vários problemas. Mas todos concordaram que os defeitos são menores ou perdoáveis, diante das inegáveis qualidades da produção. O ponto mais criticado, de longe, foi o combate. O mais elogiado foi o rico e massivo mundo do jogo, além do excelente elenco de personagens. Dragon Age: Origins ainda é considerado o melhor da franquia, mas DA:I pouco está abaixo dele. E todos concordam que com este jogo a Bioware se recupera magnificamente do fiasco que foi Dragon Age 2.

Dragon Age: Inquisition estará à venda a partir do próximo dia 18. Estou contando as horas até lá.
 

Update - 18/11/2014

- Decepção: são apenas duas vozes por gênero, e não aparenta haver nada de sintetização aqui. Acho que vamos ter que esperar mais alguns anos pela revolução.

- No meu segundo reinício, não consegui mais importar minhas configurações do Dragon Age Keep. Que, aliás, apresenta muitos problemas no Firefox. No Chrome parece estar funcionando direitinho.

- O jogo teve uma performance bem aceitável na minha Radeon HD 7870, mesmo na configuração Ultra. Ainda assim, ocorreram alguns poucos slowdowns. Reduzi algumas configurações menos importantes para evitar problemas futuros.

- Minha personagem inicial, não muito diferente da aparência default para a classe/gênero:



As Resenhas Consultadas
 
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11 comentários

  1. Chato não ter uma cidade decente.

    O que são codexers?

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  2. Codexes = membros do RPG Codex. Uma turma fundamentalista que despreza qualquer RPG muito diferente daqueles feitos há pelo menos 15 anos atrás. Se algum dia alguém fizer um RPG numa planilha excel, será a obra-prima máxima para eles.

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    1. Putz, não conhecia esses fanáticos. Mas dado o que vemos por aí (trekkies e outros) não surpreende.

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  3. Estou curioso para ver suas impressões do jogo. Especialmente no que diz respeito ao sistema de combate.

    Até agora eu não gostei. O combate está consolizado demais. Com ação demais e pouca tática. Ao que parece, o jogo não tem magia de cura, apenas poções de recuperação.

    Espero que alguém lance um mod para os companheiros pilharem os itens pela tela (o DA1 tinha um que era assim), pois agora só da pra pilhar estando colado ao inimigo (nonsense total, sem a menor razão de ser).

    Achei que os gráficos avançaram bastante, mas a EA fez escola com a ubisoft e lançou a versão PC sem optimizar e cheia de bugs. Alguns são tão estranhos (como ao jogar com homem ser referido como mulher em várias conversas) que chega a ser difícil crer que o jogo passou meses em beta-test. Ninguém pegou isso?

    Gostei do dragon age keep, mas teria sido melhor se fosse um módulo dentro do jogo, e não algo que precisa ser acessado à parte num site de internet.

    Outra coisa que me incomodou foi o carregamento, que por sinal é constante. Achei muito lento para quem usa um I5 3330 com 8 gigas de RAM. Até mesmo pra sair do jogo e voltar pro menu principal demora um bocado.

    Só conseguir rodar com parâmetros no médio sem que o jogo virasse um slideshow. Ainda é muito melhor que DA1 e 2, mas bem inferior ao que o jogo é capaz de mostrar em seu potencial máximo. Acho que pra jogar no ultra só mesmo com uma placa com mais de 2 gigas de vídeo.

    Até agora, a impressão que eu tive é que ainda estou jogando uma instável versão beta. Ainda tem aquele sabor de comida crua. Espero mudar de opinião nos próximos meses após alguns patches oficiais ou mods tentando salvar o dia. Abraços.

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  4. Olá, Thiago! São más notícias, sem dúvida. Devo testar hoje à noite, vou ver se posto mais adiante minhas primeiras impressões, inclusive com os problemas que ocorrerem. Qual a sua placa de vídeo, só para saber?

    A EA disse que lançaria um patch day one que ia endereçar a maior parte dos problemas, mas pelo visto foi otimismo demais acreditar nisso. Essa questão da demora no carregamento vinha mesmo sendo indicada nas reviews. O que o povo recomendou muito foi aumentar o nível de dificuldade para que o combate tenha necessidade de ser mais tático - no nível de dificuldade padrão, o mero esmagamento de botões dá conta do recado. A testar.

    Vamos trocando impressões.

    Abração!

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  5. Eu utilizo uma geforce gtx 650 de 1 giga. Era o melhor custo benefício em meados de 2013. Até hoje quebrou o galho. Eu jogo todos os Crysis, Dead Spaces e Metros nela, jogos bem exigentes. Bioshock 3 também roda bonito.

    Agora não estou com disposição pra trocar nada na máquina. Vou ter que me aguentar com essa configuração até o Natal do ano que vem. 3 anos de vida útil pra um PC game acho que está de bom tamanho. Só quero trocar quando o Windows 10 já estiver à venda com o novo DirectX. Infelizmente agora placas com 2 gigas ou mais de vídeo serão mandatórias de modo a ficar na frente dos consoles. Ou pra quem gosta de usar muitos mods de texturas avançadas ao mesmo tempo. Estou sonhando com uma geforce 970.

    Quando for rodar, tenha paciência. Eu cheguei a pensar que o jogo tinha travado, e quando iria sair dele o jogo carregou. Absurdamente lento. Planejamento Felipão e optimização Ubisoft.

    Já estou ficando de saco cheio com lançamento de jogos ainda crus. Se o jogo não ficar mais estável em pelo menos 10 dias é a última vez que eu deixo pré-pago um jogo da EA. Já era pra eu ter tomado vergonha na cara e parado de fazer isso. Jogos no steam que eu já comprei e não explorei não faltam, pra ficar pagando mais caro por produtos inacabados quando podia pagar mais barato depois por uma versão bem mais polida. Mas como eu sou burro do tipo teimoso provavelmente vou encomendar ainda o Batman Arkham 4.

    Agora, uma coisa de que gostei foram os diálogos com marcação mais clara de tom (regulável se deseja mostrar ou não). Dá pra saber bem quando uma resposta será agressiva ou passando cantada em alguém. A sutileza agora deu lugar à total clareza.

    Agora o que mais incomodou é a brilhantina no cabelo, especialmente das mulheres. Nos ME2 e 3 dava pra regular o quanto a armadura reluzia. Até onde eu vi, não tem como alterar isso. Eu não queria jogar com um herói bugado que é confundido com mulher, daí preferi criar heroína. Acho melhor vestir um elmo nela, sem que desapareça nas cutscenes (ou jogar com uma careca). porque é impossível não ficar de olhar fixo no brilho dos cabelos. Tem um aspecto futurista, exagerado. Soa até anacrônico pra um jogo de magia e espadas. Será que chamaram o j j abrams pra dirigir as cenas? Parece.

    Por enquanto eu só devo brincar na beira da praia, com a água batendo nos joelhos. Criar alguns heróis diferentes, testar estilos no começo e pegar direções diferentes com cada um. Mas jogar sério mesmo, mergulhar de cabeça, acho que só depois que sair um bom patch e eu notar que os bugs foram consertados.

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  6. Sim, essa placa está um pouco defasada em relação ao patamar de performance da geração atual de consoles, mas dá para aguentar legal por um bom tempo ainda, desde que não se queira colocar todos os recursos gráficos do jogo no talo - a maioria dos quais são praticamente imperceptíveis ou mesmo dispensáveis, anyway. Muitos settings costumam ter uma relação custo x benefício que não compensa, ou são meras firulas - vide o modo über-sei-lá-o-quê de The Witcher 2. 

    Estou pensando em criar uma guerreira, ainda não decidi se humana ou elfa. Devo seguir com ela por um tempo, mas só devo recomeçar se achar muito ruim - principalmente em termos de sobreposição de talentos com outros personagens que eu prefira ter constantemente na equipe.

    Eu também comprei na pré-venda. Fiz isso porque sabia que não ia mesmo aguentar tempo suficiente para rolar uma promo, então dessa forma pelo menos ganharia alguns brindezinhos. Torço para que logo apareçam ODs que permitam customizar o jogo de acordo com nossos gostos pessoais, mas tenho dúvidas se este título é MOD friendly. Os Mass Effects, por exemplo, não eram nada mod friendly...

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  7. Não tenho a menor idéia. Estão usando um engine novo da EA. Até hoje eu não consegui instalar mods no ME2. No 3 nem tentei. Mas no 1 eu encontrei uma coletânea de mods muito boa, que praticamente reformula a parte gráfica do jogo.

    DAI tem um modo multiplayer de ação, estilo mass effect 3. Acho que isso explica porque o combate é menos tático e mais na base da reação. Não podiam criar um sistema de combate diversificado, de modo que o mp precisa acomodar também o singleplay.

    Considerando o quanto elfos são mal-vistos no universo de DA, se o Inquisidor quiser passar a imagem de autoridade deve ser bem mais fácil sendo um humano. Se bem que depois de ser forçado a jogar sempre como humano em DA2 eu imagino que todo mundo esteja ansioso por controlar alguém de outra raça.

    Quanto a mim, desde que o elenco foi totalmente anunciado eu sei que minha equipe vai ser de um mago humano, com respostas predominantemente bem-humoradas, que terá romance com cassandra, e com apenas dois parceiros na missões, o varric e a cassandra. Ao que parece as cenas envolvendo os dois são absolutamente hilárias. Já que ela parece ser do tipo guerreira, e o varrik é rogue que luta distante, acho que um mago é o que melhor balanço faz na equipe. Mas eu ainda quero descobrir o que é controlar um Qunari como principal. Parece uma mistura de rogue e guerreiro. No DA1 era interessante ter dois magos na equipe. Um eu deixava como curandeiro oficial e outro mais para ataques ou usar mágicas que sabotassem os inimigos. Agora que as curas são feitas na base de poções apenas eu acho que um mago só dá conta do recado em matéria de atacar e sabotar.

    Uma pena que não dá pra controlar também personagens do Dragon Age 1, embora esteja claro que vários deles estarão de volta. Alguns até mesmo após terem oficialmente morrido.

    Os personagens de ME2 não poderem ser controlados no 3 (com exceção do Garrus e da Tali) eu posso entender pelo fato de que todo o conteúdo deles seria condicional, já que é possível que tenham potencialmente morrido. Mas no DA soa incompreensível que pelo menos alguns não pudessem ser recrutados. A não ser que a EA, sempre esperta, esteja guardando o trunfo para alguns DLCs envolvendo eles. É bom possível que tenha algum DLC passado em alguma cidade também, quem sabe até revisitar kirkwall.

    Obrigado pelas dicas sobre configurações. Por enquanto eu não estou desesperado pra atualizar ou trocar a máquina. Os jogos que me interessam eu estou conseguindo rodar na presente condição. Não com o máximo de exuberância, mas num nível bem satisfatório. Até agora eu não vi um jogo sequer que não fosse do meu interesse e que não seja possível rodar com algumas leves podadas (nada muito drástico). Mas nos próximos seis meses, com os jogos parando de terem desenvolvimento conjunto nos consoles atuais e nos da geração anterior, agora focando só no PS4 e X1, isso deve passar a mudar, e o padrão de exigência deve subir bastante.

    Se o novo ME e o último Arkham saírem em 2015 e cobrarem 2 gigas de vídeo, o jeito vai ser adiar compra pro natal do ano que vem. Pelo menos aí com certeza eu vou segurar a onda de encomendar.

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  8. É, as notícias nesse tocante não são nada boas :(

    Vide:

    http://www.examiner.com/article/don-t-expect-to-see-many-dragon-age-inquisition-pc-mods-says-developer

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  9. Quem te viu quem te vê... E pensar que o próprio David Gaider lançou um mod para o final de baldursgate2 onde expandia a história. Agora vão na contramão disso tudo, limitando a liberdade dos que jogam em pc.

    É por essas e outras que ser um PC gamer é sempre uma relação de amor e ódio, onde Valve e CD Projekt recebem todo o amor ao passo em que Ubisoft e EA ganham o ódio.

    Ao invés de facilitarem isso, preferem dar tiro nos 4 pés. Mods aumentam não só a apresentação visual como a vida útil do produto. Torna mais atrativo para compra.

    Eu suspeito que a indústria vai tentar dificultar a ação de modders nos próximos anos, para que passemos a pagar constantemente assinatura de jogos por streaming ao invés de pagar uma vez só para ter acesso direto aos arquivos e ser capaz de editá-los.

    Até mesmo a Nvidia, que fabrica placas de vídeo, temendo que isso do stream leve ao fim da procura por placas para jogos lançou um serviço só dela desta forma.

    Por esses dias um dos GTAs no steam teve os arquivos alterados, pois o contrato com algumas gravadoras expirou e tiveram que remover algumas canções. Eu não duvido que se um dia o estúdio que criou Mortal Kombat sair da Warner e vão tentar remover a força o Freddy do último mortal kombat também.

    A cada dia que passa eu me sinto mais usuário de um serviço e menos proprietário de uma cópia do produto. Acho que o Gog deve ser a última linha de resistência, pois eles permitem ao comprador baixar o jogo inteiro e fazer back-up integram da cópia.

    A pluralidade de mods deu vida nova ao Skyrim e impulsionou vendas. A carência de mods pode dar morte prematura e vendas fracas ao DAI. Se era pra xerocarem na cara dura, podiam ter imitado o que fizeram de certo... E foi-se embora a Bioware que no Neverwinter Nights criou um módulo para os fãs criarem elementos e aventuras que era melhor que o próprio jogo-base em si.

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    1. Concordo 100% com suas colocações.

      É um futuro triste esse que se avizinha.

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