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25/06/2009

Sobre o Wasner Games...

Prezado leitor,

Passados três meses desde a inauguração de meu blog pessoal, acabei por chegar à conclusão de que ele estava por demais bagunçado e sem foco. Assim, resolvi montar um "sub-blog" específico para games (o tópico mais predominante por lá), e deixar o meu antigo blog para outros assuntos, como cultura pop, cotidiano, comida & bebida, etc. Surge assim [fanfarras!] o Wasner Games (ah... pronuncia-se "vasner", por sinal). Acredite, o nome não vem de nenhum excesso de narcisismo da minha parte. É que é preciso tempo para bolar um nome inteligente (mas despretensioso!), ainda mais um que não esteja sendo usado por algum outro blog. Pode não parecer, mas é difícil! Infelizmente, tempo é um luxo que não ando tendo ultimamente. Futuramente, penso num nome menos óbvio.

Não é minha intenção que esse seja um blog predominantemente noticioso, porque seria algo extremamente redundante e, honestamente, inútil, já que há por aí milhares de sites mais capacitados e profissionais. O objetivo aqui é apenas comentar, de um ponto de vista bem pessoal, jogos e tecnologias que me interessam de perto, sem maiores compromissos. De preferência, que sejam assuntos menos abordados por essas bandas, e sobre os quais eu tenha prazer em escrever. Afinal, prazer é o meu único "lucro" com esses sites. Espero que os tópicos acrescentem alguma coisa a quem estiver acompanhando o blog, e que a leitura seja divertida.

Republiquei aqui os meus antigos posts que haviam saído anteriormente no wasner#blog. Eles encontram-se a seguir.

Seja bem vindo!

Um dia de fusões e aquisições

[via Arstechnica] Ontem foi um dia movimentado no mundo corporativo dos games, com três importantes anúncios.

No primeiro deles, a gigantesca Eletronic Arts anunciou que irá unir duas subsidiárias suas, a Bioware e a Mythic, em uma única empresa, sob controle da Bioware. A Bioware é talvez a produtora mais bem-sucedida atualmente no gênero RPG, com títulos como Baldur's Gate, Knights of Old Republic, Mass Effect, entre vários outros. No momento ela está tocando três grandes projetos: Mass Effect 2 (considerado por muitos como o grande destaque da E3), Dragon Age (o sucessor espiritual de Baldur's Gate) e o seu primeiro MMO, Star Wars: The Old Republic, um RPG fortemente orientado para história, que também teve ótima repercussão na E3. Já a Mythic é conhecida pelos seus MMOs, como o recente (e elogiado) Warhammer Online. Com a união das duas, surge uma poderosa empresa de RPGs e MMOs. Como o controle é da Bioware, levo fé na manobra.

A extinção dos consoles poderia ser algo bom? (Parte 2)

(Antes de ler este artigo, por favor veja a primeira parte)

A primeira empresa que se deu conta da futilidade dessa corrida foi a Nintendo. Assim, ela abandonou a competição "state of the art", preferindo investir na diferenciação do seu produto. Seu console mais recente, o Wii, é tecnologicamente obsoleto. Ele é apenas uma versão aprimorada do seu predecessor, o Gamecube, mas com um sistema exótico de controle que caiu no gosto e na imaginação do público. Assim, a Nintendo pôde lançar o seu console a um preço bem inferior ao dos aparelhos concorrentes, ao mesmo tempo em que conseguia evitar prejuízos na venda, pois não eram necessários subsídios para cobrir os custos de fabricação. De fato, ela conseguiu inclusive enormes lucros na venda do console, mesmo nos meses iniciais de lançamento. Mais importante, ele escolheu não bater de frente com a concorrência, preferindo focar a maior parte dos seus esforços na conquista do usuário "leigo". Ou seja, aquele que normalmente não se interessa por jogos eletrônicos, e não tem tempo ou paciência para se dedicar a títulos mais complexos e de jogabilidade profunda. Se essa iniciativa foi boa ou ruim para indústria, para o mercado e para os gamers tradicionais, há controvérsias. Principalmente a longo prazo. Mas o precendente permanece: ela saiu fora do modelo tradicional, e se deu muito bem com isso.


A extinção dos consoles poderia ser algo bom? (Parte 1)

Em entrevista recente ao site 1Up, o analista da indústria de games, Michael Pachter, declarou que em breve os consoles de jogos eletrônicos estarão extintos, e que essa deverá ser a última geração em que veremos alguns desses simpáticos aparelhinhos. O artigo completo pode ser lido aqui.

A declaração causou controvérsia, especialmente nos rincões mais conservadores da comunidade gamer. Eu me pergunto qual seria o motivo disso. Em princípio, essa previsão não deveria surpreender a ninguém, muito menos ser encarada com negatividade. Faz parte da evolução natural que algo assim ocorra de tempos em tempos. O modelo atual de negócios dos consoles é algo que quase beira a irracionalidade, e a cada geração a tática vem se tornando mais arriscada e de retorno mais difícil. Mesmo que tenha se mostrado viável economicamente para algumas empresas, se surgir outro modelo que ofereça mais lucros e riscos menores para o mesmo dinheiro investido, bem... a fila tem que andar.

O (Real) Custo do PC Gaming

Existem vários mitos que cercam o PC gaming, e a maior parte deles é não é verdadeiro. Mas eles persistem, alimentados pela ignorância e pela falta de interesse em analisar o tema seriamente. Pretendo abordar alguns desses mitos, e discutir a verdade que há por trás de cada um. Nesse artigo, quero falar sobre o mais arraigado e mais injusto: o de que o PC Gaming é uma opção "cara", se comparado com o custo dos consoles.

À primeira vista, isso parece ser algo óbvio e ululante... afinal, um Wii custa $250. Uma versão mais simples do Xbox 360 pode ser adquirida por $200. E mesmo a versão mais cara do PS3 não sai por mais do que $600. Enquanto isso, um Gaming PC sai "por alguns milhares de dólares". Sim, é bem óbvio. E como muitas coisas óbvias, revelam-se falsas após um exame mais aprofundado.



Steamworks CEG - O Fim da Pirataria?

Há cerca de duas semanas a Valve anunciou um importante update para sua suite Steamworks (um pacote gratuito para desenvolvedores, que dá acesso aos componentes do Steam): O CEG - Custom Executable Generation. Se cumprir o que promete, o CEG tem potencial para dar um tiro de morte na pirataria, e de quebra no DRM (Digital Rights Management). Algo muito bem vindo.


Project Natal (Update: Kinect) e o problema da captura de movimentos - Parte 2

O Xbox 360 e o sensor do "Project Natal" - Impressionante.

Na primeira parte desse artigo, vimos alguns dos problemas e limitações inerentes à tecnologia de captura de movimentos. Será que é possível contorná-los, a ponto de obtermos a mesma gama de possibilidades oferecidas por um gamepad ou mouse+teclado?

Bem, a Microsoft, com seu novíssimo e ousado "Project Natal" (Update: Kinect), pode ter a resposta. Sua conferência na E3 desse ano repercutiu enormemente na imprensa especializada, e o público participante ficou boquiaberto com o aparelhinho - assim como todo mundo que pode conferir os vídeos a respeito. É uma tecnologia sofisticadíssima, que não é nada improvisada ou uma mera cópia anabolizada do pioneiro wiimote. Usando um sensor capaz de enxergar o ambiente em 3D sob qualquer condição de luz, e um processador independente customizado, o pequeno notável não apenas captura os movimentos dos braços do jogador, mas também do corpo inteiro - cabeça, boca, pescoço, tronco, cintura... deu para entender. E tudo isso sem exigir que o felizardo precise carregar algum dispositivo junto a si, como ocorre com a solução da Nintendo. Basta colocar o sensor na sua frente, próximo à TV, e é isso. Nada mais de TVs destruídas por controles arremessados. O preço? Cerca de 100 dólares, segundo a MS. O preço de uma placa gráfica bem decente. Mas não ligue ainda, não é só isso.

Project Natal (Update: Kinect) e o problema da captura de movimentos - Parte 1

Project Natal: o melhor chute da Microsoft até agora

A E3 2009 foi pródiga em novidades. Muitos títulos foram mostrados, outros tantos foram anunciados, e novos dispositivos e recursos estão sendo somados aos consoles atuais. Mas eu acho que o que mais caracterizou a E3 desse ano foram as novidades em tecnologias para captura de movimentos do jogador. Até então uma exclusividade da Nintendo com seu Wii, esse recurso agora está também ao alcance dos proprietários de consoles concorrentes. Tanto a Sony quanto a Microsoft anunciaram suas próprias tecnologias, bem mais avançadas que o básico e impreciso wiimote. Mas foi a Microsoft que causou sensação com a sua solução, apelidada de "Project Natal" (Update: Kinect). Não, não é um um plano de ação para os duendes do bom velhinho. Na verdade, o nome é uma homenagem ao Brasil e à cidade de Natal, feita por um dos principais incubadores do projeto, Alex Kipman, que é brasileiro. Abordarei o Project Natal com mais detalhes na segunda parte desse artigo. Se estiver interessado só nisso, siga direto para lá.


OnLive - O Console do Futuro?

A semana passada foi agitada com o anúncio da tecnologia OnLive, a aplicação "cloud computing" para o mundo dos games. A idéia em si nada tem de tão original - é bem similar ao processo de virtualização de aplicativos, como oferecido em produtos como o Citrix Presentation Server/XenApp, por exemplo.

Fonte: Citrix Systems, Inc - White Paper


A idéia da virtualização de aplicativos é basicamente a seguinte: separar o local onde a aplicação é usada do local onde ela está sendo executada. No caso da solução da Citrix, a coisa funciona mais ou menos assim: temos um usuário em sua estação, utilizando um programa como o Word, por exemplo, que por sua vez está sendo executado em um servidor remoto. Uma aplicação no lado cliente captura os inputs do usuário (a movimentação e os cliques do mouse, as teclas pressionadas, etc) e os envia para a instância do Word que está rodando no servidor remoto. Essa instância executa a ação comandada pelo usuário, e daí resulta um feedback visual - por exemplo, a letra que foi teclada sendo exibida na tela. O lado servidor do aplicativo de virtualização captura esse feedback visual, comprime a informação e envia de volta à aplicação cliente, que faz a descompressão e exibe para o usuário as modificações que ocorreram na tela. Se a conexão for boa, e a tecnologia de comunicação entre o lado cliente e o servidor for eficiente, o resultado é transparente para o usuário. Ou seja, ele utiliza a aplicação como se ela estivesse instalada na sua própria máquina. A grande vantagem do processo é que dispensa múltiplas licenças e instalação local, e a estação de trabalho do usuário pode ser bem light, sem grande poder de processamento.


Começa a briga da Segundona: Zeebo versus PS2 [UPDATE]

PS2 versus Zeebo: Caros, mas talvez com duzentas prestações nas Casas Bahia...

Em notícia recente, a Sony derrubou o preço do PS2 para $99, visando competir diretamente com o Zeebo no mercado latino-americano. O Zeebo é o console "casual" e "direcionado ao Terceiro Mundo" desenvolvido pela americana Qualcomm, em parceria com a brasileiríssima Tectoy. Utiliza tecnologia 3G de celulares, e será produzido pela Tectoy nas suas instalações em Manaus.

Na verdade, seja no Brasil, seja em outros países do terceiro mundo, a maior parte das pessoas ainda não teve acesso a consoles do patamar de um NES, que dirá um PS2. Para elas, um Mega Drive é coisa de ficção científica. Não é à tôa que a Dynacom até hoje vende, com sucesso, clones da geração 8 bits, apesar do preço desproporcionalmente alto. Se lançassem aqui o PSOne, ou mesmo o SNES, podem crer que ele teria MUITO mercado. Tudo depende de um único fator - preço. Apenas isso. Preço. Baixo.

The Witcher, um ótimo RPG

Hoje eu gostaria de aproveitar esse espaço para comentar um jogo que aprecio bastante: "The Witcher". É um título que tem ação suficiente para motivar os que detestam jogos "parados", mas com uma história complexa e intrigante que certamente conquistará o interesse dos fãs de CRPGs mais convencionais (meu caso). Tive bons momentos com esse jogo que, infelizmente, é pouco conhecido por essas bandas. Não pretendo fazer um review formal (até porque existem inúmeras análises por aí, bem mais completas), mas apenas delinear os aspectos mais característicos do game - e, quem sabe, motivar mais pessoas a darem uma chance a essa produção singular.


"The Witcher" é o jogo de estréia da novata CD Projekt, uma produtora de games polonesa, mais conhecida hoje pelo portal Good Old Games. Se a origem polonesa talvez lhe traga a impressão de algo inferior ou de menor sofisticação em relação aos seus congêneres americanos, saiba que está redondamente enganado. "The Witcher" é um jogaço, um título profundo, adulto e moralmente complexo, que merecidamente recebeu o título de melhor RPG de 2007 em várias publicações, entre elas a PC Gamer americana. Também foi um sucesso de público, tendo vendido mais de um milhão de cópias no período de um ano. Tudo isso é consequência do talento e dedicação que foram investidos nessa ótima produção.


A E3 2009 está para começar!

Começa nessa semana, no L.A. Convention Center, a mais nova edição da E3 (Electronic Entertainment Expo), a maior e mais influente feira mundial da indústria de jogos eletrônicos. A festa foi anêmica nos anos anteriores, com a desastrada decisão dos organizadores em fazer um evento mais simples e de acesso limitado. Mas esse ano ela está de volta à exuberância dos velhos e bons tempos. Muita coisa se espera dessa E3. Por parte da Sony, os analistas prevêem finalmente um corte no preço do PS3, além do lançamento de uma nova versão do PSP, o PSP Go. Na Microsoft, aguarda-se o anúncio de uma avançada tecnologia de captura de movimentos. Já a Nintendo deve anunciar, para variar, novos títulos e versões das mesmas franquias de sempre.

Da minha parte, estou ansioso para saber informações inéditas sobre alguns títulos. Vamos ver quais são.

Novidades sobre Arcania: A Gothic Tale

Como eu havia comentado em um outro post, o quarto jogo da série Gothic foi parar nas mãos de uma nova desenvolvedora, e seu título agora é Arcania: A Gothic Tale. A série sempre teve pouca aceitação no mercado norte-americano, talvez por conta da sua jogabilidade hermética. Para resolver esse problema, a desenvolvedora está tomando uma série de medidas para tornar o título mais fácil e acessível para o público mainstream. O site Gamespot publicou recentemente um "hands-on", com novas informações sobre o título e os rumos que ele está tomando. Vamos conferir o que há de mais interessante:

Radeon HD 4890 x GeForce GTX275 - Round 1

Começaram a sair os primeiros benchmarks da nova placa da ATI, a Radeon HD 4890, uma espécie de sucessora da ótima HD 4870. Essa placa pretende disputar a faixa de mercado em torno de 250 dólares, o que a coloca diretamente em confronto com recentemente lançada GTX 275, da rival NVIDIA (e talvez, em uma versão overclocked, com a GTX 280). Por conta disso, a maior parte das análises coloca as duas placas em comparação direta.

ATI Radeon HD 4890


Pirate Bay foi pro vinagre...

[via Ars Technica] A pirataria acaba de receber mais um forte golpe. Ao que parece, a nau do Pirate Bay irá mesmo à pique. A justiça sueca acaba de condenar os donos do site por desrespeito aos direitos autorais alheios. Os acusados foram condenados a pagar, a título de indenização, o equivalente a três milhões de meio de dólares em coroas suecas. E também a passar um ano inteiro vestindo pijama laranja na prisão.

A defesa dos acusados se baseou no fato de que o site não armazenava nenhum arquivo protegido, e que outros mecanismos de busca, como o Google, davam acesso direto aos arquivos de torrent, que fazem a indexação dos trackers e, consequentemente, possibilitam o download compartilhado de músicas, filmes, programas, jogos, etc. Ao que parece, a corte não caiu na conversa.

Lá fora as coisas são mesmo sérias. Resta saber quando o site sairá do ar, se isso é o ínicio do fim para o bitTorrent (e, quiçá, do eDonkey), e quais serão as tecnologias que fatalmente surgirão para ocupar o seu lugar.

Leia a notícia completa.

Notícias relacionadas:

Vídeo de demonstração do TrackIR 5: Impressionante!

Olhem só que legal esse vídeo (logo abaixo) de demonstração do uso do TrackIR 5. O TrackIR 5 é um dispositivo que detecta os movimentos da cabeça do jogador. Ou seja, com a cabeça você controla a direção em que seu personagem está olhando, tornando tudo ainda mais intuitivo. O dispositivo permite, por exemplo, que você olhe em uma direção enquanto corre em outra. A vantagem sobre o mouse é que o dispositivo permite movimentos nos três eixos de uma maneira mais natural, inclusive permitindo movimentos que não seriam possíveis de outra forma. Por exemplo, aproximar um pouco a cabeça para dar um zoom. Ou dar uma espiadela pelo canto de uma parede, sem expor o corpo. Basta o jogador inclinar a cabeça, como faria em uma situação real. O principal alvo do produto, claro, são os jogos em primeira pessoa, principalmente shooters e simuladores de vôo.



O TrackIR 5 (essa já é a quinta versão do dispositivo) vem com um poderoso software de calibração, que permite ao jogador uma curva mais suave de aprendizado, começando com uma relação 1:1 (ou seja, um grau de movimento para um grau na tela), até níveis mais avançados, onde basta o jogador fazer um pequeno giro de cabeça para cobrir 180 graus. Ainda bem que é assim, caso contrário você se veria sempre obrigado a olhar para o monitor pelo canto dos olhos, o que não é nada agradável. O produto pode ser encontrado por preços que variam entre $150 a $170 (a versão com o "Trackclip", que auxilia na precisão dos movimentos). Veja aqui para maiores detalhes.

Fico imaginando isso futuramente conjugado com um "monitor-óculos". A imersão seria impressionante! Hoje já existem alguns desses "monitores-óculos", mas nenhum bom o suficiente que mereça uma recomendação, a menos que você goste de sentir dores de cabeça e ver imagens em baixa resolução. A coisa vai ficar ainda mais interessante quando uma tecnologia 3D for aplicada a tais óculos. Aí vamos realmente nos perder em tais mundos virtuais.

O vídeo utiliza, para demonstração, o jogo ArmA 2 (Armed Assault), um poderoso simulador de combate militar para PCs e consoles, desenvolvido pela Bohemia Interactive Studio. O grau de realismo é impressionante. Vale a pena dar uma conferida no vídeo.

Essa é certamente uma tecnologia candidata a virar padrão em futuros consoles. Ainda mais que, ao contrário do wiimote, não é algo que achate a jogabilidade. Jogadores sérios agradecem.

Para saber mais:
Obrigado ao Daniel pela dica!

Iwata diz "não" à queda de preço do Wii. Faz sentido...

Como muitos de vocês devem ter visto, as vendas do Wii não andam nada boas em terras nipônicas. Apesar de admitir que a situação é preocupante, o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, descartou um corte de preços no aparelho, alegando que isso não faria muita diferença no cenário atual de crise econômica. Argumento no mínimo curioso, já que quedas de preço são justamente as atitudes normais e esperadas para um mercado em crise, em retração, e com consumidores pouco dispostos a gastar com supérfluos.

Bem, mesmo fingindo acreditar na lógica do Sr.Iwata, quedas de preços sempre foram muito benéficas para as vendas de consoles. Estejam os mercados em crise ou não. De fato, a maior parte deles é vendida com preço subsidiado (leia-se, com prejuízo), justamente para incentivar o aumento da base de usuários e recuperar o dinheiro posteriormente, na venda de jogos, que é onde costuma estar a maior parte do lucro.

Dragon Age virá sem DRM

[via Arstechnica] Ótimas notícias: o aguardadíssimo Dragon Age, o novo RPG da Bioware e também sucessor espiritual de Baldur's Gate (para mim, a melhor série de RPGs já feita), não usará SecuROM e nem exigirá ativação online. Será feita apenas uma checagem do disco.

SecuROM é um programa de DRM (Digital Rights Management) da Sony, que vem sendo adotado pela Bioware para proteger seus jogos da pirataria. É um programa que, com base nos critérios mais esotéricos possíveis, decide se você é um comprador legítimo ou um pirata desonesto que tem mais que... você sabe. Só que os piratas estão pouco se lixando para esse tipo de proteção, uma vez que as cópias ilegais já vêm com o DRM devidamente extraído. Então, no final, os únicos que são obrigados a passar pela avaliação do DRM são justamente os usuários honestos. E é muito comum que o DRM acabe impedindo que esse jogador legítimo aproveite o produto pelo qual pagou.

Exagero?


Novidades sobre Risen, da Piranha Bytes (atualizado)

[via RPG Watch] A Piranha Bytes (será o trocadilho intencional?) é uma desenvolvedora da Alemanha, especializada em RPGs voltados para um público mais hardcore. É dela a cultuada série Gothic, que conseguiu atrair uma considerável legião de fãs e boas críticas da imprensa especializada. Gothic é uma série sandbox, ao estilo de Oblivion e Morrowind, da Bethesda. Ou seja, o jogador tem liberdade de fazer o que quiser e ir aonde desejar, em mundos vastos e totalmente abertos à exploração, sem cordas guiando-o como uma marionete. Todavia, após um desentendimento com sua publisher, a JoWooD, a desenvolvedora perdeu os direitos sobre a franquia, que foi entregue aos cuidados de outra empresa. Sendo assim, a Piranha Bytes resolveu iniciar uma nova franquia do zero e de sua total propriedade. O jogo em questão chama-se Risen, e ainda existem poucas informações a seu respeito. Todavia, a revista belga PC Gameplay trouxe recentamente um preview sobre esse novo título. Alguns trechos em inglês foram disponibilizados no site RPG Watch.

Os pontos mais interessantes são:

Arcania: a Gothic Tale

Em outro post, comentei como a Piranha Bytes havia sido escamoteada da série Gothic, e agora se dedicava a criar uma franquia nova em folha, chamada Risen. Mas isso não significa que Gothic irá para o limbo. De fato, um novo jogo já se encontra a caminho. Previsto para o final de 2009 ou início de 2010, o título foi entregue aos cuidados de uma nova desenvolvedora, a Spellbound, também da Alemanha. Ela é responsável pela famosa (e elogiada) franquia "Desperados", de estratégia em tempo real. Espera-se que a experiência e a competência da Spellbound ajude a série a superar o infame histórico de infestação por bugs, que tantas críticas lhe renderam. Infestação que atingiu seu ápice na última expansão, Forsaken Gods. O jogo tinha tantos problemas que a produtora JoWooD teve que vir a público pedir desculpas. Outro fracasso como esse poderá enterrar a franquia de uma vez por todas, como já ocorreu com tantas outras no passado (a Troika que o diga). O que seria uma grande pena.

Problemas que deveriam ser corrigidos em Elder Scrolls V (UPDATE: Skyrim)

Vejam esse interessante artigo da PC World. Nele o autor lista cinco coisas que a Bethesda deveria mudar no próximo título da série Elder Scrolls, para não repetir os mesmos erros cometidos em Oblivion. Vou comentar a respeito dos pontos levantados no artigo, e depois acrescentar as minhas próprias sugestões. Quem se animar a ler poderá até pensar que eu achei Oblivion uma grande porcaria, mas isso está longe de ser verdade. Passei umas boas 300 horas nesse jogo, e tenho excelentes recordações, ainda que prefira Morrowind, o título anterior da mesma franquia. Apesar de possuir muitas qualidades, os problemas de Oblivion são inegáveis e devem ser atacados pela desenvolvedora, para que possamos ter uma sequência ainda melhor. Bem, vamos a eles.

Cenas de cinema na CryEngine2 - Fantástico!


[via incrysis] Sensacional... um grupo de artistas recriou cenas de Blade Runner, Aliens, X-Men 2, Eu sou a Lenda e vários outros filmes usando a CryEngine 2 da Crytek, a engine gráfica de Crysis Warhead e do pesadíssimo Crysis. As cenas foram criadas para um concurso promovido pelo site Game Artist, e são simplesmente desbundantes.

Confira abaixo mais uma imagem do grande ganhador, Blade Runner (clique em qualquer das imagens para ampliar):

Nessa segunda imagem, há uma referência ao filme Brazil, de Terry Gilliam. Legal.

As imagens acima, e várias outras, estão na página de resultados do concurso, em tamanho original e sem compressão. Não deixe de conferir o belíssimo trabalho desses caras.

Como podemos ver, ainda há um longo caminho de evolução gráfica a ser percorrido, lembrando que cenas como essas ainda são inviáveis para rodar em tempo real dentro de um jogo, com uma taxa de quadros por segundo aceitável, mesmo em um PC poderoso.

The Witcher: Rise of the White Wolf... cancelado? (atualizado)

[via GameBanshee] É, sem dúvida, uma má notícia para os donos de consoles, caso o rumor se mostre verdadeiro - The Witcher: Rise of the White Wolf teria sido cancelado. O título em questão é uma conversão total para XBox 360 e PS3 do premiado The Witcher, originalmente lançado apenas para PC. Essa versão contaria com uma série de melhorias, como a substituição completa da engine gráfica, animações novas, aperfeiçoamento do sistema de combate e muito mais. Ao que parece, a CD Projekt RED está sofrendo os efeitos da crise econômica. A desenvolvedora estava tocando três projetos simultâneos no universo de The Witcher. Com as recentes dificuldades financeiras, teve que mandar grande parte do staff embora, e se focar em um único projeto. No caso, The Witcher 2, que será um título multiplataforma, para PC e consoles. Maiores detalhes podem ser encontrados aqui e aqui.

Se o rumor se confirmar, será uma grande perda para os donos de XBox 360 e PS3. Esse é um grande título, e certamente enriqueceria as bibliotecas dos dois consoles. Resta-nos torcer para que as dificuldades da CD Projekt terminem por aí, e que ela consiga lançar o novo jogo, E, claro, que ele não seja escandalosamente pirateado, o que certamente enterraria essa fantástica franquia de vez. Faça a sua parte, não pirateie.

Atualizado (29/04/2009): os rumores se confirmaram, pelo menos parcialmente. O projeto está suspenso até segunda ordem. Maiores detalhes podem ser encontrados aqui.

The State of Video Gamer - Nielsen

[via Arstechnica] A Nielsen, empresa americana especializada em medição de audiência das mais diversas mídias (similar ao "Ibope"), liberou um relatório detalhado da utilização das plataformas de games por seus respectivos públicos. Entre outras informações, verifica-se que o PS2 tem o maior número de usuários engajados, mas está em franca queda. Ele é seguido a pouca distância pelo Xbox 360, em crescimento, e um pouco mais abaixo pelo Wii. O PS3 está bem lá embaixo amargando um último lugar, atrás até mesmo do primeiro Xbox e do Gamecube. Não muito animador, eu diria.



Uma informação deprimente, mas não totalmente inesperada, é que os jogos de PC mais utilizados são os chamados "card games": Solitaire, Campo Minado, essas m&#$*s.

A reportagem da Ars pode ser lida aqui, e o relatório completo da Nielsen, em PDF, pode ser encontrado aqui.

[ATUALIZAÇÃO] A Ars havia cometido um erro, reproduzido aqui. De fato, o PS3 não está tão mal. Apesar de bem abaixo do Ps2, Xbox 360 e Wii, ele está na frente do Xbox original e do Gamecube. Bem, pelo menos isso.

O novo gráfico, assim como as correções, podem ser vistos aqui.

Left 4 Dead gratuito por 24 horas na Steam

Ah, as alegrias de ser um PC Gamer... A Steam estará disponibilizando o elogiadíssimo Left 4 Dead de graça por 24 horas, nessa sexta ([UPDATE] prazo ampliado até sábado). Consulte o site para maiores detalhes. Durante esse tempo você poderá testar o jogo à vontade. O jogo INTEIRO, inclusive com a atualização Survival Pack. Aproveite a oportunidade para conhecer um dos jogos mais empolgantes dos últimos tempos. Tome muito café, energético, bolinhas, tire o telefone do gancho e avise a namorada de que está doente por 24 horas. E não se esqueça de chamar mais três amigos, pois a graça de Left 4 Dead está toda no modo cooperativo.

É bom ficar de olho no site da Steam. Quase todo final de semana tem alguma super oferta. No final de semana passado ela estava vendendo o mega-pacote Orange Box por apenas $10. Sim, você leu corretamente. 10 dólares! Para levar os premiados Half-Life 2, Half-Life 2 Episode 1, Half-Life 2 Episode 2, Half-Life2 The Lost Coast, Portal e Team Fortress 2. Simplesmente imperdível, quase que inacreditável. Seja pelo preço, seja pela qualidade dos títulos do pacote. E eu perdi. Snif.

(Obrigado ao amigo Daniel pela dica!)

S.T.A.L.K.E.R. - Shadow of Chernobyl, no Retina Desgastada

O Retina Desgastada é um ótimo blog nacional especializado em jogos. Ao contrário de muitos do gênero, que 90% do tempo apenas reproduzem notícias sem sequer acrescentarem algum comentário ou análise, o Retina oferece muito material original. Considero suas impressões muito úteis, como foi o caso dos posts sobre Gothic 3. Eu estava para importar esse título, mas vendo os relevantes comentários do Retina, achei melhor investir em outro jogo - no caso, o ótimo Bioshock.

Pois bem, tudo isso para falar que o Retina disponibilizou um bom artigo sobre o S.T.A.L.K.E.R. - Shadow of Chernobyl. Vale a pena dar uma olhada. É um título que nunca recebeu a devida atenção, o que é uma injustiça. Apesar dos atrasos e do processo conturbado de desenvolvimento, o produto final é muito bom, a julgar pelos depoimentos dos amigos que tiveram a chance de experimentá-lo. Irei certamente fazer o mesmo algum dia. Enquanto isso, dêem uma olhada no artigo do Retina. Tenho certeza de que acharão o jogo bem interessante.

Bethesda anuncia Fallout: New Vegas


Uma "propaganda" da Vault-tec: reserve logo o seu lugar, antes que caiam as bombas...

[via Gamespy] Essa pegou todo mundo de surpresa, e é uma excelente notícia para quem gosta de CRPGs e do universo Fallout. A Bethesda anunciou hoje um novo título da franquia, que se chamará "New Vegas". Não será uma expansão de Fallout 3, mas sim um jogo completamente novo. Melhor ainda, será desenvolvido pela Obsidian. A Obsidian é uma desenvolvedora especializada em RPGs, surgida das cinzas da cultuadíssima Black Isle Studios, a mesma que produziu o Fallout original, que é considerado até hoje um dos melhores RPGs já feitos em todos os tempos.


Pirate Bay foi pro vinagre...

[via Ars Technica] A pirataria acaba de receber mais um forte golpe. Ao que parece, a nau do Pirate Bay irá mesmo à pique. A justiça sueca acaba de condenar os donos do site por desrespeito aos direitos autorais alheios. Os acusados foram condenados a pagar, a título de indenização, o equivalente a três milhões de meio de dólares em coroas suecas. E também a passar um ano inteiro vestindo pijama laranja na prisão.

A defesa dos acusados se baseou no fato de que o site não armazenava nenhum arquivo protegido, e que outros mecanismos de busca, como o Google, davam acesso direto aos arquivos de torrent, que fazem a indexação dos trackers e, consequentemente, possibilitam o download compartilhado de músicas, filmes, programas, jogos, etc. Ao que parece, a corte não caiu na conversa.

Lá fora as coisas são mesmo sérias. Resta saber quando o site sairá do ar, se isso é o ínicio do fim para o bitTorrent (e, quiçá, do eDonkey), e quais serão as tecnologias que fatalmente surgirão para ocupar o seu lugar.

Leia a notícia completa.

Notícias relacionadas:

F.E.A.R. na Fullgames

Mais uma vez: como é bom ser um pc gamer. Olhem só que ótima notícia saiu no Retina Desgastada. Na edição deste mês da revista Fullgames teremos F.E.A.R, da Monolith. Completinho. Versão do Diretor (sim, existe isso para jogos). Para os que desconhecem esse importante título, ele é uma mescla de FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) com survival horror, lançado para PC, XBox 360 e PS3. Entre cenas bizarras, estranhas e inesperadas, você conhecerá Alma, a garota que faz a Samara parecer a Shirley Temple. E que não espera "seven daaaayyyyyssssss" para pular na sua garganta.

FEAR conseguiu vários prêmios, ótimas reviews, e está na maioria das relações "best of" da época em que foi lançado. Ainda tem excelentes gráficos, mesmo para um jogo com 3 anos e meio de idade nas costas. Por apenas 17,90 reaizinhos, ele será seu. Reserve imediatamente na banca mais próxima.

Para saber mais:

Broken Steel, a nova expansão para Fallout 3

Saiu hoje no Ars Technica uma pequena, porém interessante, resenha sobre Broken Steel, que é uma expansão para o premiado Fallout 3, aquele que é considerado pela maioria da imprensa especializada como o melhor RPG do ano passado. A opinião da Ars é muito positiva sobre a expansão. O que é um alívio, já que as duas expansões anteriores, apesar de elogiadas, foram meio decepcionantes em termos de desafio ou escopo. Sem falar nos bugs.

O ponto mais interessante de Broken Steel é que ele modifica o final da quest principal e, melhor ainda, permite que você permaneça jogando após a sua conclusão. Antes o jogador era catapultado de volta para o menu inicial. Algo pouco usual para a Bethesda, já que sempre foi norma em seus RPGs dar ao jogador a possibilidade de continuar explorando o mundo do jogo, mesmo após a conclusão da história central. Algo bem adequado, já que os títulos da desenvolvedora costumam exibir mundos absurdamente gigantescos, onde sempre existem muitas coisas para o jogador descobrir e fazer, independente da missão principal. Para ver como isso é sério, eu estou me aproximando do final da história de Fallout 3 - que em termos de "mundo" é até pequeno em relação a outros títulos da Bethesda - e explorei apenas metade do mapa. Isso porque sou do tipo que gosta de passear bastante e descobrir coisas. Não acidentalmente, estou com mais de 100 horas de jogo, um valor substancial. Um jogador que siga apenas as quests mais importantes dificilmente explorará mais do que 1/4 do mapa.

Outro ponto forte apontado na resenha é que a nova expansão introduz inimigos bem mais poderosos (e, claro, também aumenta o level cap). Com isso, o título recupera o fator desafio, fatalmente perdido quando o protagonista alcança níveis mais altos. No meu caso, após meu personagem passar do nível 15, o jogo virou um verdadeiro passeio. Com um rifle de mira telescópica e grande habilidade com armas e stealth, ficou facílimo matar a maior parte dos adversários à distância com um tiro certeiro na cabeça, sem correr maiores riscos. Porém isso fica repetitivo depois de um tempo e certamente não se compara ao suspense e emoção dos níveis iniciais, quando você aprende às duras penas que mostrar o nariz em campo aberto pode resultar em uma morte rápida e dolorosa para seu personagem. E onde cada passo tem que ser planejado com cuidado e atenção. Afinal, é assim que as Wastelands devem ser, algo saído de Mad Max, não da Disneylândia.

Assim que eu (finalmente) terminar a quest principal (resolvi parar de ficar passeando por aí), publicarei aqui a minha atrasada review de Fallout 3.

Confira o trailer de Broken Steel abaixo: